104 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA: A Linha do Tempo da Imigração Japonesa

Desde o início da imigração japonesa no Brasil, que tem como marco a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908, os imigrantes japoneses conquistaram muitas vitórias, superando inúmeras dificuldades.

Confira abaixo a Linha do Tempo da Imigração Japonesa, desde 1908 aos dias atuais.

 

Navio Kasato Maru

 

18 de junho, 1908

Chegada do navio Kasato Maru, em Santos. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

 

 

1911 - monções

 

Fevereiro, 1911

Os primeiros lotes adquiridos por imigrantes japoneses, a partir do projeto de colonização Monções, localizavam-se na vizinhança da Estrada de Ferro Sorocabana, junto à estação Cerqueira César.

 

1911 - Trem vindo de Santos

 

 

 

 

 

 

 

Março, 1912

O Estado de São Paulo doa terras, na região de Iguape, onde famílias de imigrantes são assentadas, a partir do contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o governo paulista,.

 

 

Agosto, 1913

Chegam ao Brasil 107 imigrantes para trabalhar no garimpo, em Minas Gerais. Foram os únicos imigrantes japoneses da história a trabalharem com mineração.

 

Março, 1914

O governo estadual avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria a viagem de japoneses para o Brasil, já que a situação do Estado era desfavorável. Na época, o contingente de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava por volta de 10 mil pessoas.

 

 

ADAPTAÇÃO CULTURAL 

 

1918 - Imãs Kumabe

 

 

1918

As irmãs Kumabe, alunas da Escola Normal do Rio de Janeiro, são as primeiras duas professoras oficiais saídas da comunidade.

 

 

 

 

1923

O primeiro dentista de origem japonesa forma-se na Escola de Odontologia de Pindamonhangaba. Surgem polêmicas sobre os imigrantes, povo exótico no país. Tanto no âmbito executivo como no legislativo surgem opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses

 

Decada de 30, colheita do café

 

1932

Segundo dados do Consulado Geral do Japão em São Paulo mostram que a comunidade nikkei, na época, era composta por 132.689 pessoas. A maior concentração de pessoas nas colônias situava-se ao longo da linha Noroeste da Companhia Paulista de Ferrovias. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura.

 

Primeiro Campeonato de Beisebol realizado em 1936 (foto: MHIJB)

 

1938

No ano antecedente ao início da II Guerra Mundial, o Governo Federal começou a restringir as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito.

 

1940

A circulação de todas as publicações em japonês é proibida. No ano seguinte, chegaram às últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de rigorosas restrições, inclusive com o confisco de seus bens.

 

Yukishige Tamura

 

1948

O primeiro nikkei a ocupar um cargo eletivo em uma capital é Yukishige Tamura, eleito vereador em São Paulo. O clima de paz e harmonia volta a reinar, aos poucos, nas relações entre descendentes japoneses e a sociedade brasileira.

 

 

1949

O comércio entre Brasil e Japão é promovido por meio de um acordo bilateral. O Governo Federal anunciou, um ano depois, a liberação dos bens confiscados dos imigrantes dos países do Eixo.

 

1951

As empresas japonesas, encorajadas, começam a planejar investimentos no Brasil. Cinco mil famílias imigrantes são autorizadas, pelo governo brasileiro, a entrar no país.

 

Principe Mikasa em 1958

 

1958

O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hirohito, visita o Brasil para participar das festividades do cinqüentenário da imigração japonesa. O número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas.

 

 

 

1962

A integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses é cada vez mais acentuada. Seis nisseis são escolhidos nas urnas: três para a Câmara Federal – Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura, de São Paulo – e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo – Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura).

 

 

 

 

1964

A sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo é inaugurada na Rua São Joaquim, em São Paulo.

 

 

 

 

Casal Imperial em 1967

 

1967

O casal imperial visita o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko, a comunidade nikkei lota o estádio do Pacaembu, em São Paulo.

 

Nippon Maru

 

 

1973

Chega em Santos, São Paulo, o navio Nippon Maru, último a transportar imigrantes japoneses.

 

 

Casa Imperial Akihito e Michiko nas comemorações dos 70 anos

 

1978

A imigração japonesa no Brasil festeja 70 anos. O casal imperial Akihito e Michiko participou das festividades e, novamente, a comunidade lota o Pacaembu. No mesmo ano, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo – inaugura, em São Paulo, o Museu da Imigração Japonesa no Brasil.

 

 

1978~1987

A integração consolida a nova identidade dos nikkeis.

Tendo como tema o Japão e seus imigrantes, surgem a partir da década de 70, as primeiras obras literárias de vulto escritas por nikkeis, entre elas: Japão Passado e Presente, de José Yamashiro (1978); História dos Samurais, também de Yamashiro (1982); O Imigrante Japonês, de Tomoo Handa (1987).

 

Principe Akishino

 

1988 

Com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, é comemorado o 80º aniversário da imigração japonesa no Brasil.

 

 

dekassegui

 

 

 

Década de 90 

Em meados de 1988 surge o fenômeno dekassegui. A ida de milhares de japoneses e descendentes do Brasil para o Japão atinge o auge no início dos anos 90.

 

 

 

 

 

 

 

1991 

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo promove, naquele ano, o “Simpósio sobre o fenômeno dekassegui”. No ano seguinte, foi criado o CIATE – Centro de Informações e Apoio aos Trabalhadores no Exterior – com a colaboração do Ministério do Trabalho do Japão. Esse serviço funciona até hoje, e tem sua sede no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.

 

 

 

 

1992 

Com personagens descendentes de japoneses e abordando o fenômeno dekassegui, é lançado Sonhos Bloqueados, da professora Laura Hasegawa. é a primeira obra literária de ficção escrita por uma nikkei.

 

 

 

Plrincesa Sayako e Fernando Henrique Cardoso

 

1995 

Comemorou-se, neste ano, o centenário do tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, já então imperador do Japão, veio prestigiar as festividades.

 

 

 

Visita imperial ao Brasil

 

1997 

A comunidade nikkei emociona-se mais uma vez com a visita do casal imperial japonês, que permaneceu no país por dez dias.

 

 

 

Presidente Lula e o Primeiro Ministro Juichiro Koizumi

 

2004

O então primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, se emociona ao ser recepcionado pela comunidade nipo-brasileira de São Paulo. Koizumi esteve no Brasil para estreitar os laços comerciais entre os dois países.

 

 

 

Principe Naruhito nas comemorações do centenário

2008

Com a presença do príncipe herdeiro do trono japonês, Naruhito, e a participação dos governos municipais, estaduais e federal, a comunidade nipo-brasileira comemora O Centenário da Imigração Japonesa no Brasil com uma série de atividades. Em São Paulo, o ponto alto foram as comemorações da Semana Cultural Brasil-Japão. Em junho, o complexo do Anhembi foi palco das comemorações do Centenário, com público de quase 200 mil pessoas.

Comemoração do Centenário no Anhembi com a presença do príncipe Naruhito (foto: Luciano Watanuki)

 

 

Ministro Gabas e Ministro Osaka

 

2012

No dia 1º de março entra em vigor o Acordo Previdenciário Brasil-Japão, após anos de discussões técnicas entre os dois países e ajustes.

 

 

 

 

 

Fonte: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil