110 ANOS/BAIRRO DA LIBERDADE: Comissão define ações para a revitalização do bairro; praça pode ser adotada pela Acal

Um dos principais cartões postais da cidade de São Paulo e considerada importante estrategicamente pelo prefeito João Doria (PSDB) para as comemorações dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil, a Praça da Liberdade deve ganhar uma nova roupagem até junho deste ano. Mas, por enquanto, nada de grandes intervenções. A ideia é solucionar problemas pontuais para até a data da festa.

 

Comissão define ações para a revitalização do bairro da Liberdade; Acal propõe adotar praça. Foto: Aldo Shiguti

 

A informação é do secretário das Prefeituras Regionais, Cláudio Carvalho, que esteve reunido nesta segunda-feira, 8, com membros da comunidade japonesa, entre eles o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; o presidente do Comitê Executivo para a Comemoração dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, Yoshiharu Kikuchi; e pelos vice-presidentes do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Roberto Nishio e Carlos Kendi Fukuhara. Participaram ainda da reunião o vereador e líder do Governo na Câmara Municipal de São Paulo, Aurélio Nomura (PSDB), o prefeito Regional da Sé, Eduardo Odloak e o cônsul Jiro Takamoto, além da reportagem do Jornal Nippak – único veículo de comunicação presente no encontro.

Criada por sugestão de João Doria como uma das ações da Prefeitura para as comemorações dos 110 anos da imigração japonesa, a comissão deve contatar um escritório de arquitetura que ficará responsável pelo esboço do projeto a ser apresnetado ao prefeito no próximo dia 30, quando acontece  a terceira reunião com os vereadores nikkeis e representantes da comunidade nipo-brasileira.

A ideia, segundo o secretário, é restaurar as luminárias, reformar a Praça da Liberdade e desenvolver um trabalho paisagístico nas principais vias da bairro – devem ser contempladas a Rua dos Estudantes, Rua Galvão Bueno, Rua da Glória e Avenida da Liberdade. Também estão previstas a restauração do Largo da Pólvora – o projeto, que já está em andamento, será bancado pela Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) – a ampliação da faixa verde da Rua Galvão Bueno e a instalação de floreiras.

Segundo Carvalho, uma vez aprovado, a previsão é executar o projeto entre 90 e, “no máximo”, 120 dias. O objetivo é reinaugurar a praça em junho, mês da imigração japonesa. “Como são intervenções pequenas, acredito que não haverá problemas”, conta o secretário, acrescentando que “não será usado dinheiro público”.

“O projetro será 100% financiado através da iniciativa privada a exemplo de outras intervenções que nós fizemos com várias comunidades, como a italiana, que reformou as praças do Imigrante Italiano, Cidade de Milão e a Ramos de Azevedo, e a francesa, que reformará o Largo do Arouche.

 

Claudio Carvalho coordena reunião com membros da comunidade nikkei e vereador Aurélio Nomura. Foto: Aldo Shiguti

 

Adoção – Em entrevista ao Jornal Nippak, João Doria disse que espera contar com o suporte e apoio do setor privado japonês, “que já antecipou que dará esse apoio, pelo qual nós antecipadamdente agradecemos”. De acordo com o prefeito, a ideia é expadir as reformas para outras áreas da cidade. “A Liberdade tem essa ligação histórica-cultural muito forte vinculada ao Japão, mas a ideia é contemplar outras áreas também”, destacou Doria, lembrando que, além das melhorias pontuais, a praça também deve passar a incoporar o nome Japão – o projeto está tramitando na Câmara Municipal de São Paulo.

Também foram discutidos outros problemas pontuais do bairro, como a segurança, a questão do lixo, os banheiros públicos e a acessibilidade, com o rebaixamento de guias. Ikesaki, que voltou a reivindicar uma base policial com banheiro e escritório, também propôs adotar a Praça da Liberdade.

“Eu tenho pedido para a Prefeitura adotar a praça, mas o processo não andou”, revelou Ikesaki. O pedido é possível através do Programa Adote uma Praça mantido pela Prefeitura de São Paulo, que coloca à disposição das pessoas físicas e jurídicas a possibilidade de adoção de áreas verdes públicas, como praças e canteiros de até 10.000m² (dez mil metros quadrados).Claudio Carvalho informou que a meta é adotar “500 praças” pela iniciativa privada em um ano.

O secretário disse que a reunião com a comunidade japonesa, a segunda que participa, “foi muito boa, como sempre”. “Trata-se de um projeto grande de revitalização do bairro da Liberdade, com um trabalho paisagístico mais adequado, a restauração de algumas luminárias e a reforma de algumas calçadas. Um trabalho que será feito obviamente junto com a comunidade japonesa e as empresas, que vão dar uma lição de cidadania”, destacou.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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    One Comment

    1. Na Liberdade tem mais chines do que japones. Cade a chinesada?

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