12ª BEAUTY FAIR: Maior feira de beleza das Américas destaca união do setor para superar a crise

O mercado de beleza no Brasil movimenta números que impressionam. São cerca de 2 milhões de profissionais e 500 mil salões espalhados pelo país, o quarto maior consumidor de propdutos de beleza e higiene do mundo. O setor é responsável também pela geração de mais de 6,5 milhões de empregos. Não à toa, a 12ª edição da Beauty Fair – Feira Internacional de Beleza Profissional – realizada de 10 a 13 deste mês, no Expo Center Norte, em São Paulo, recebeu um público estimado em cerca de 170 mil pessoas – em 2015 foram cerca de 140 mil pessoas.

 

Maior feira de beleza das Américas destaca união do setor para superar a crise. Foto: Jiro Mochizuki

Maior feira de beleza das Américas destaca união do setor para superar a crise. Foto: Jiro Mochizuki

 

Mas mesmo a maior e mais completa feira de beleza profissional das Américas e a segunda maior do mundo em volume de negócios – fica atrás somente da Cosmoprof Bologna (Itália) – não passou incólume à crise. Diante de um cenário de recessão econômica, a palavra de ordem é “união”. Pelo menos é o que ficou constatado nos discursos da cerimônia de abertura, realizada no último dia 10, com a presença do presidente de honra e fundador do Grupo Ikesaki, Hirofumi Ikesaki; o diretor superintendente da feira, Cesar Tsukuda; o cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae; o secretário-chefe da Casa Militar do Estado de São Paulo, coronel José Roberto Rodrigues de Oliveira; o vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo, Roberto Mateus Ordine; os deputados federais Walter Ihoshi (PSD-SP) e William Woo (PP-SP) – presidente da Anabel (Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza) – o deputado estadual Jooji Hato (PMDB); o vereador George Hato (PMDB); a presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya, entre outras autoridades e convidados, além de representantes do setor.

 

Hirofumi Ikesaki com autoridadades e convidados que prestigiaram a cerimônia de abertura. Foto: Jiro Mochizuki

Hirofumi Ikesaki com autoridadades e convidados que prestigiaram a cerimônia de abertura. Foto: Jiro Mochizuki

 

Coragem –  Hirofumi Ikesaki destacou que, “em mais de meio século atuando no mercado de beleza”, já enfrentou muitas oscilações tanto na política como na economia. “Mas com dedicação, garra e coragem conseguimos chegar onde chegamos”, disse o anfitrião, acrescentando que “precisamos unir nossas forças para alcançarmos nosso objetivo, que é o de desenvolver o mercado de beleza”.

 

O presidente do Grupo Ikesaki, Hirofumi Ikesaki: “coragem”. Foto: Jiro Mochizuki

O presidente do Grupo Ikesaki, Hirofumi Ikesaki: “coragem”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Cesar Tsukuda também destacou o momento atual do Brasil, afirmando que 2016 “foi um ano histórico para o país” e que deixa como legado “uma nova consciência política, principalmente para as novas gerações, que vão construir esta nação”. Para ele, o momento é o de manter o foco e não perder o timing pois o setor corre o risco de enfraquecer uma cadeia produtiva que há muitos anos vem contribuindo para melhorar a autoestima do país.

 

Harumi Goya, cônsul Takahiro Nakamae e Ikesaki andam pela feira. Foto: Aldo Shiguti

Harumi Goya, cônsul Takahiro Nakamae e Ikesaki andam pela feira. Foto: Aldo Shiguti

 

Confiança – Segundo Cesar, o setor de beleza tem muito a melhorar com as mudanças que virão pela frente. “Vamos sair ainda mais fortes do que estamos”, disse, afirmando que “o pior momento já passou”. Para ele, o setor precisa estar atento as mudanças. “Não basta entender as necessidades do consumidor, é preciso também entregar na velocidade correta e o fundamental é manter o propósito firme de seu negócio para não perder seu ponto de partida”, destacou Tsukuda, acrescentando que, apesar da crise, 2016 foi o ano que os expositores mais investiram em seus estandes. Segundo ele, isso se traduz em uma palavra: “confiança”. A confiança, explicou, “é capaz de transformar qualquer momento negativo”. E a transformação, destacou, não está nas mãos dos governantes, “mas única e exclusivamente nas nossas mãos, porque somos apaixonados pelo que fazemos”.

 

Cesar Tsukuda: “Somos apaixonados pelo que fazemos”. Foto: Jiro Mochizuki

Cesar Tsukuda: “Somos apaixonados pelo que fazemos”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine disse que “o Brasil é maior do que a crise” e destacou a força do empreendedorismo. Já William Woo afirmou que o Brasil entrou 2015 “já sentido a crise que começou em 2014”. “E iniciamos 2016 com ela consolidada”, lembrou Woo, explicando, porém, que o processo de impeachment que culminou com o afastamento de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República, colocou fim à desconfiança politica. “E também estamos terminando o ano com as alegrias que os Jogos Olímpicos trouxeram. Que cada vitória possa trazer esperanças e renovar nossos sonhos”, discursou Woo.

 

O cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae. Foto: Jiro Mochizuki

O cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae. Foto: Jiro Mochizuki

 

Tributos – Já Walter Ihoshi reafirmou seu apoio aos profissionais do setor de beleza. No seu discurso, Ihoshi ressaltou sobre os desafios a serem enfrentados pelo setor. Mas salientou a força do segmento para continuar crescendo mesmo em meio a crise.

“O setor da beleza sempre esteve em crescimento, mas devido a crise qual se instalou no país nos últimos anos, alguns profissionais e empreendimentos vêm caminhando com dificuldades. Porém é um setor favorável ao crescimento mesmo com os consequentes entraves em nossa economia”, destacou Ihoshi ao falar sobre as últimas mudanças ocorridas no cenário político nacional com o encerramento do processo de impeachment.

O parlamentar disse ainda que a carga tributária incidente sobre o setor de beleza continua alta, mesmo já havendo uma queda bastante significativa nesta cobrança. “Quando iniciamos a caminhada neste setor, há 30 anos, o percentual de IPI pago era de 77%, hoje a taxa cobrada está na faixa de 25%”, conta Ihoshi, lembrando que “outras incidências tributárias recaem sobre esses profissionais e donos de salões que oneram demais os seus serviços”.

“No final quem sofre com o peso dessas altas taxas são os consumidores. Temos muito trabalho pela frente, e assim como nosso início da minha carreira pública, em 2007, sempre me coloquei à frente para brigar pelo setor de beleza e seus profissionais. Por conhecer bem os problemas enfrentados, reafirmo o meu compromisso de continuar lutando para essas e muitas outras conquistas”, disse Ihoshi.

 

ALDO SHIGUTI

ALDO SHIGUTI

Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
ALDO SHIGUTI

Últimos posts por ALDO SHIGUTI (exibir todos)

     

     

    Related Post

    RIO DE JANEIRO: ‘Sabores do Japão’ reúne pessoas d... No dia 8 de outubro, famílias inteiras, grupos de várias idades foram à sede da Associação Nikkei do Rio de Janeiro para participar do “Sabores do Jap...
    KARAOKÊ: Kohaku da Banda CMU: ambiente familiar, f... Realizado no último dia 27, o 9º Grand Kouhaku Utagassen da Banda CMU (Conjunto Musical Unido), cujo líder é o professor Masaru Jinbara, contou com a ...
    Elza Oda participa de exposições em Piracicaba A artista plástica Elza Oda participa de duas exposições na cidade de Piracicaba (SP). Uma delas é o 1º Salão de Aquarela, que fica em cartaz até 3 de...
    NITEN: Grupo de Jovens participa de campanha em pr...   O Hayabusa-kai – Grupo de Jovens do Instituto Niten – promoveu mais uma ação social. Depois da Pastoral da Criança da Igreja São Miguel Arca...

    One Comment

    1. Com certeza, pelas boas mãos conduzidas, o setor de Beleza no Brasil irá crescendo cada vez mais.

    Faça seu comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *