13º BEAUTY FAIR: Com críticas à carga tributária, ‘injusta’, setor de beleza quer superar crise com união e trabalho

Setor “pujante”, que gera mais de 5 milhões de empregos, o setor de beleza quer superar a crise atual com muito trabalho, união e determinação. Pelo menos foi o que ficou claro no último dia 9, na cerimônia de abertura da 13ª Beauty Fair – Feira Internacional de Beleza Profisisonal – encerrada nesta terça-feira, 12, no Expo Center Norte (zona Norte de São Paulo). Estiveram presentes, além do presidente de honra da Beauty Fair e fundador do Grupo Ikesaki, Hirofumi Ikesaki, e do diretor geral da feira, Cesar Tsukuda, a cônsul geral interina do Japão em São Paulo, Hitomi Sekiguchi; os deputados federais Walter Ihoshi (PSD-SP) e Keiko Ota (PSB-SP); o deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB); os vereadores Ota (PSB) e Aurélio Nomura (PSDB) – líder do Governo na Câmara Municipal de São Paulo e na ocasião representando o prefeito João Doria – o vice-prefeito de Mogi das Cruzes, Juliano Abe (PSD); o subsecretário de Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa do Governo do Estado de São Paulo, Roberto Sekiya; o presidente da Câmara de Comércio Mercosul e União Latino-América (CCM – ULA), Alexandre Arnone; a presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia, Vânia Rodrigues Leite da Silva; o presidente da Associação Brasileira de Salões de Beleza, José Augusto Nascimento Santos e o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Yasuo Yamada.

 

Setor de beleza vê carga tributária ‘injusta’ e quer superar crise com união. Foto: Jiro Mochizuki

 

Em seu discurso, Hirofumi Ikesaki lembrou que, “em mais de meio século atuando no mercado de beleza brasileiro, posso dizer que em todo esse período vivi muitas oscilações, tanto na política como na economia no nosso país”. “Viemos sofrendo, mas com muita dedicação, garra e coragem conseguimos chegar onde chegamos”, disse o empresário, afirmando que “chegamos a 13ª edição “fortalecidos”.

Segundo Ikesaki, o país está enfrentando “uma grande turbulência entre os mandatários do nosso país e não sabemos como ficará”. “Este é o momento de cada empresário não desanimar e não recuar, mas sim aumentar o ritmo de trabalho e  buscar soluções. Neste momento crítico, juntos, unindo nossas forças, conseguiremos nosso objetivo, que é desenvolver o mercado de beleza do Brasil pois somos o quarto maior país em consumo de produtos de higiene e beleza e temos mais de 2,2 milhões de profissionais de beleza e mais de 500 mil salões de beleza formalizados”, destacou Ikesaki, acrescentando ainda que o setor emprega mais de 8 milhões de pessoas.

 

Ikesaki (1º a partir da direita), com convidados e autoridades na abertura da feira. Foto: Aldo
Shiguti

 

“Devemos ser exemplos e colaborar para o embelezamento das mulheres do Brasil e do mundo. Depois disso, trabalharemos com muta dedicação e perserverança para desenvolver todos os segmentos e setores, fortalecendo os elos da cadeia produtiva”, disse Ikesaki, afirmando que a ideia é buscar a liderança mundial “de mãos dadas”.

 

Cerimônia de abertura da 13ª Beauty Fair, a maior do gênero das Américas. Foto: Aldo Shiguti

 

Justiça – Para o diretor Cesar Tsukuda, além da crise, outro grande vilão do setor tem sido as altas cargas tributárias impostas pelo governo federal. “Infelizmente, algumas autoridades entendem que este setor é um setor que cresce porque simplesmente cresce e que nós vivemos de produtos supérfluos. Com isso, a gente é injustamente tributado por todas as autoridades do setor. Cabe aqui a este setor se mobilizar e tentar trazer uma justiça tributária para o nosso segmento”, disse Tsukuda, que foi aplaudido durante sua fala.

 

Tsukuda: “Setor é injustiçado”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Prosperidade – Para ele, apesar da crise, o setor continuará crescendo. Segundo Tsukuda, mais que uma crise econômica, o país vive atualmente uma “crise de confiança” e uma “crise de lideranças”. “Qualquer país ou empresa sem liderança é um país ou uma empresa falida. Líderes movimentam o mundo para o bem ou para o mal. Daqui a um ano, necessitamos ter a consciência de quais líderes a gente vai estar elegendo”, disse Tsukuda, afirmando que “é muito fácil a gente reclamar porque motivos não nos faltam”. “Mas está nas nossas mãos não só votar, mas influenciar as pessoas ao nosso redor pensando no futuro da nossa nação”, destacou Tsukuda, acrescentando que “determinação e trabalho fazem toda diferença para superar a crise”.

 

Ikesaki: “Vivi muitas oscilações”. Foto: Jiro Mochizuki

 

“Neste momento de crise, alguns vão perder, outros vão se manter do jeito que estão e outros vão crescer. O senhor Ikesaki fala muito bem: ninguém é obrigado a entrar na crise, o que muda é atitude das pessoas e a atitude dos empresários em como enfrentá-la. A crise está aí, mas não sou obrigado a estar do lado dela. Se a gente tiver força e determinação para enfrentá-la sairemos melhor do que nós estamos agora”, explicou o diretor, para quem “existe prosperidade na crise”. “Muitos de vocês ficam até com vergonha de falar o crescimento que estão tendo em suas empresas em função de tantas notícias ruins. Isso não é sorte, é, seguramente, muito trabalho e dedicação. Todos os empresários devem ter uma atitude empreendedora, de muita coragem de não deixar o medo de errar dominar a necessidade de promover a implantação de novas mudanças para que a gente possa continuar seguindo adiante”, afirmou Tsukuda.

 

Hitomi: “Beleza interior”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Enojados – Aurélio Nomura também fez um discurso bastante crítico. “Esta semana tivemos muitos dissabores ao ver notícias que nos deixaram realmente enojados, mas tenho a certeza que, olhando no rosto e nos olhos de cada um de vocês, haveremos de virar essa página porque esse país que aqui está não nos representa, infelizmente, e tenho a certeza que a mudança virá com cada um de vocês”, discursou o vereador, afirmando que “apesar deste momento extremamente difícil que atravessamos todos aqui irão crescer porque não faltam ao setor respeito, dignidade e trabalho, mas principalmente coragem”.

 

Nomura: “Vamos virar a página”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Tributos – Walter Ihoshi, que representa o setor na Câmara dos Deputados, lembrou que “nas últimas décadas, o setor teve um crescimento de dois dígitos”. “Mas no passado recente vem sofrendo uma dificuldade muito grande com a tributação”. “Num decreto editado em 2015, o governo federal equiparou algumas empresas atacadistas e distribuidoras e aumentou o IPI do setor, o que acabou acarretando na alta da carga tributária, que já era alta”, disse Ihoshi, que destacou a importância do setor para o país.

“O Brasil  corresponde a cerca de 7% do mercado consumidor  mundial, e o país já se tornou o quarto maior consumidor de cosméticos do mundo, gerando cerca de 5,7 milhões de empregos”, disse o parlamentar, que, citando a “agenda positiva”, lembrou que o Brasil conta com aproximadamente 600 mil salões de beleza, “quase metade do regime do bem”. “Este ano, o Congresso deu um passo muito importante ao aprovar o projeto Salão Parceiro, uma revolução nas relações de parceria entre os proprietários de salões e seus parceiros, que fazem deste mercado um mercado cada vez mais pujante”. “E com o equilíbrio das relações jurídicas nós podemos  fortalecer ainda mais este setor”, afirmou Ihoshi.

 

Ihoshi: “Equilíbrio jurídico”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Números – Reconhecida por ser a maior feira de beleza profissional das Américas e a segunda maior do mundo, a Beauty Fair, que terminou nesta terça-feira, 12, reuniu mais de 500 expositores e apresentou mais de 100 eventos educacionais simultâneos. Durante quatro dias, mais de 160 mil pessoas entre profissionais, lojistas, distribuidores e empresários do setor. Com previsão inicial de movimentar cerca de 600 milhões de reais em volume de negócios, a feira reuniu mais de 1.800 marcas marcas nacionais e internacionais.

 

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Fotos: Jiro Mochizuki e Aldo Shiguti

 

13ª BEAUTY FAIR –  A décima terceira edição da Beauty Fair – Feira Internacional de Beleza Profissional – terminou nesta terça-feira, 12, com gostinho de quero mais. Durante quatro dias, mais de 160 mil pessoas entre profissionais, lojistas, distribuidores e empresários do setor passaram pelo Expo Center Norte  (zona Norte de São Paulo) para conhecer as novidades da maior feira de beleza das Américas. O setor, no entanto, não passou incólume da crise. O assunto, aliás – ao lado das altas cargas tributárias sobre os produtos de beleza – foi bastante comentado pelos convidados que participaram da cerimônia de abertura, entre eles o presidente de honra da Beauty Fair e fundador do Grupo Ikesaki, Hirofumi Ikesaki; o diretor geral Cesar Tsukuda; a cônsul geral interina Hitomi Sekiguchi; os deputados federais Walter Ihoshi e Keiko Ota; o deputado estadual Hélio Nishimoto e os vereadores Aurélio Nomura e Ota.

 

 

 

ALDO SHIGUTI

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