44º PRÊMIO KIYOSHI YAMAMOTO: Cerimônia de entrega do Prêmio aconteceu na sexta-feira

Instituído em 1965, o Prêmio Kiyoshi Yamamoto chega este ano a sua 44ª edição na sexta-feira (7), às 19 horas, no Salão do Nobre do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social). Neste ano, o Prêmio Kiyoshi Yamamoto será concedido a Kiyoshi Shimasaki, Sidney Fujivara e Tadataka Minami, que foram selecionados a partir de cinco critérios estabelecidos pela Comissão Julgadora: inovação tecnológica; originalidade e pioneirismo; capacidade multiplicadora dos resultados; sucesso econômico financeiro e atuação na comunidade regional e contribuição à sociedade.

 

Cerimônia da 43º edição contou coma presença do cônsul geral do Japão em São Paulo (foto: arquivo Jiro Mochizuki)

Cerimônia da 43º edição contou coma presença do cônsul geral do Japão em São Paulo (foto: arquivo Jiro Mochizuki)

 

Considerado um dos mais significativos prêmios da agricultura no país, o Prêmio conta com o apoio de entidades e da comunidade local para a indicação dos candidatos a esta homenagem.

 

Conheça um pouco mais sobre os premiados:

Kiyoshi Shimasaki, da Aliança (foto: Jiro Mochizuki)

Kiyoshi Shimasaki, da Aliança (foto: Bunkyo)

Premiado por seu espírito empreendedor, mediante introdução de novas atividades, inovação e difusão tecnológica na fruticultura, Kiyoshi Shimasaki nasceu no bairro da Terceira Aliança, Mirandópolis (SP). Na década de 1980, vislumbrou na fruticultura um novo empreendimento, começando com a cultura da goiabeira. Dada à limitada área de sua propriedade, passou a introduzir outras espécies frutíferas de valor comercial, dedicando-se na sua aclimatação.

Os resultados de seu trabalho foram multiplicados nas três Alianças e em toda região, que hoje produzem abiu, acerola, carambola doce, goiaba, caqui, manga, rambutã, mangostão, caju, pitaia, entre outras frutas.

Merecem destaques as pesquisas realizadas com a caramboleira, em parceria com as instituições de pesquisa do Estado, tendo desenvolvido a variedade C1, de sabor adocicado e muito apreciado pelos consumidores.

Com a adoção do método de multiplicação por enxertia, propagou variedades produtoras de frutos de melhor aceitação no mercado; com a poda denominada “toca de índio”, devido ao formato dado à arvore, aumentou a produtividade e com o desbaste dos frutos produziu frutos maiores e mais valorizados.

Sidney Fujivara, que recebe o Prêmio Kiyoshi Yamamoto deste ano pelo seu pioneirismo na inovação e difusão tecnológica nas culturas de batata, milho e soja e sua preocupação com a educação ambiental de crianças, nasceu e foi criado em Capão Bonito (SP), aonde seus pais se fixaram em 1949, procedentes da região da Alta Paulista. Formado engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Viçosa, em 1992, o homenageado foi um dos pioneiros no cultivo de batata da variedade Ágata, atualmente a variedade mais cultivada no país.

 

Sidney Fujivara: inovação e difusão tecnológica (foto: Bunkyo)

Sidney Fujivara: inovação e difusão tecnológica (foto: Bunkyo)

 

Também tem se preocupado com problemas de agrotóxicos junto aos trabalhadores rurais e a educação ambiental. Em 2008, promoveu um trabalho junto às crianças sobre uso correto de agrotóxicos e dos equipamentos de proteção individual. Em 2014, desenvolveu o projeto “Reciclagem, uma questão de educação”, também com crianças. Devido ao sucesso alcançado, este projeto servirá como piloto para toda região na implantação do Programa Nacional de Resíduos Sólidos.

Tadataka Minami chegou ao Brasil em 1955, com seus pais e quatro irmãos, e aos 12 anos passou a trabalhar em fazenda de café, em Bauru. Foi um dos premiados deste ano por sua relevante contribuição ao desenvolvimento e produção de implementos agrícolas, sua preocupação na preservação do meio ambiente e sua dedicação para o progresso da comunidade local. A motivação para Minami sempre foi criar máquinas que facilitassem o trabalho dos pequenos e médios produtores, aumentando seu rendimento, reduzindo o custo de produção e melhorando a qualidade de vida dos agricultores.

 

Tadataka Minami: preocupação com o meio ambiente (foto: Bunkyo)

Tadataka Minami: preocupação com o meio ambiente (foto: Bunkyo)

 

Em 1970, produziu as primeiras máquinas de lavar cenouras, inicialmente com peças de madeira, num barracão instalado no terreno da família em Biritiba Mirim. Em 1972 criou no mesmo local a Minami Indústria de Aparelhos para Lavoura Ltda.

O lavador foi um sucesso, vendendo mais de 2000 unidades e aumentou a produtividade da cultura de cenoura. Em 1973, passou a fabricar implemento para distribuir calcário e espalhador de esterco, também com grande aceitação, tendo vendido mais de 3000 unidades.

Em 1997, na linha de inovações criou adubador específico para a cafeicultura, cujas vendas atingiram mais de 1800 unidades. Aproveitando a infraestrutura existente, no ano 2000 passou a fabricar gôndolas para supermercados e, em 2010, componentes metálicos para telhados de casas populares.

Outra grande preocupação do empresário é com a preservação do meio ambiente, pois a fábrica localiza-se em área abrangida pela lei de proteção de mananciais.

Durante 42 anos, como empresário, sempre se preocupou com os problemas sociais e de educação dos jovens, mantendo convênio com Senai para qualificar a mão de obra. Membro da Associação Cultural e Desportiva de Biritiba Mirim (ACDBM), colaborou intensamente com as atividades da Associação – presidiu a entidade por 4 mandatos. Além disso, incentivou a prática do beisebol entre os jovens e construiu campo de mallet golf voltado aos idosos.

Desde 1994, integra o grupo Seiwa-Juku, que segue os ensinamentos da filosofia de gestão empresarial de Kazuo Inamori.

(do site do Bunkyo)

 

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