ANDRADINA: Números colocam Jamil Ono como um dos melhores prefeitos do Estado de SP

Ex-prefeito de Andradina colocou o município entre os melhores na gestão fiscal e duplicou a renda per capita da população

 

‘Efeito Jamil’ faz Andradina subir 500 posições no ranking do Índice Firjan de Gestão Fiscal. Foto: divulgação

 

Como o único prefeito reeleito da história de Andradina (SP), Jamil Ono, fez a cidade atingir entre 2009 e 2016 índices econômicos e administrativos que o colocam entre os prefeitos que  fizeram a melhor administração pública da noroeste paulista e consequentemente um dos melhores de todo o Estado de São Paulo.

Até Jamil assumir a Prefeitura no ano de 2008, dos 645 municípios do Estado de São Paulo, Andradina estava 560ª posição no IFGF (Índice Firjan de Gestão Fiscal). Após o “Efeito Jamil”, o município avançou 500 postos e fechou o ano de 2015 (último índice divulgado) na 61ª colocação, sendo a única cidade em conseguir tal crescimento e demonstrando que quando o assunto é administrar o dinheiro público, Jamil, sabe fazer muito bem.

Para fazer este levantamento o IFGF levou em conta cinco indicadores: gastos com funcionários, receita própria (dinheiro em caixa), investimentos, liquidez e custo da dívida.

Com relação a esta análise, o prefeito Jamil se lembra de quando assumiu a administração onde a cidade não tinha crédito para comprar no comércio pelos longos atrasos nos pagamentos aos fornecedores.

 

Considerado o prefeito que fez a melhor administração na Noroeste paulista – e consequentemente
no interior do Estado de São Paulo – Jamil Ono quer, agora, alçar outros voos. Foto: divulgação

 

“A recuperação da saúde financeira da cidade foi o nosso maior desafio ao assumir a gestão de Andradina. Lembro que no primeiro mês de governo não tinha dinheiro em caixa nem para fazer a folha de pagamento dos servidores. Mas, aos poucos e com um controle rígido em cima dos gastos, conseguimos recuperar a confiança e atualmente somos umas das raras cidades do País que pagam os fornecedores em dia, sem deixar de promover os investimentos necessários para melhorar a qualidade de vida da população andradinense”, explica Jamil.

O crescimento demonstrado pelo índice Firjan fica consolidado quando é analisado o aumento da renda per capita de Andradina. Após oito anos de governo, o prefeito Jamil colocou a cidade na liderança de sua região administrativa e entre as melhores do Noroeste paulista.

No ano de 2009 a renda per capita andradinense era de R$ 16.777,89, sendo a quinta colocada da região administrativa e entre as piores do Estado. Agora liderando a renda per capita de Andradina atingiu R$ 37.273,42. O salto ultrapassa 122% de crescimento indo totalmente na contramão do País que passa por um período de instabilidade política e financeira, segundo os últimos dados levantados junto ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No noroeste paulista, Andradina está à frente até de cidades como Araçatuba (R$ 34.554,62), Bauru (R$ 33.292,37), Birigui (R$ 23.229,51), Adamantina (R$ 25.229,43) e São José do Rio Preto (R$ 36.048,51). Ainda conforme dados do IBGE, Andradina lidera a frente de municípios como Sorocaba (R$ 33.890,73), Presidente Prudente (R$ 31.183,10), Marília (R$ 30.572,51) e Franca (R$ 23.771,01).

 

 

 

O Efeito Jamil se torna ainda mais significativo porque neste crescimento de Andradina ainda não está contabilizado o repasse do ICMS da usina hidrelétrica de Três Irmãos. Apesar de conquistado o reconhecimento que a cidade é sede da usina em outubro de 2014 o município ainda não tem o reflexo do repasse em suas contas porque no Estado de São Paulo o governo espera dois anos para fazer a transferência.

Além de não ter crédito, quando Jamil assumiu a administração a cidade tinha mais de 40% de ruas não pavimentadas, atualmente esse índice é de menos de 10%, o município cresceu em expansão com infraestrutura completa em mais de 70 alqueires paulista, o número de postos de saúde dobrou, as vagas em creches triplicaram com a reforma das unidades e mais que o dobro de novos centros de educação infantil e o comércio foi impulsionado com medidas que renderam dois prêmios de Prefeito Empreendedor do Sebrae.

 

Jamil Ono: experiência a serviço de Andradina. Foto: divulgação

 

Além da capacidade administrativa que vai desde montar uma boa equipe de governo até a acompanhar com rigor cada centavo de investimento do dinheiro público, Jamil elenca que para conseguir o crescimento de Andradina e até obter conquistas regionais como, por exemplo, a ponte rodoviária que liga os estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo entre Três Lagoas (MS) e Castilho (SP), teve que buscar apoios dos governos Estadual e Federal e que representações políticas nessas esferas podem ser um grande salto para o crescimento desta região noroeste.

Entre as principais conquistas dos oito anos de sua gestão como prefeito, Jamil elenca ainda a construção do AME (Ambulatório Médico Legal), a unidade de Hemodinâmica, o encaminhamento da Hemodiálise, o Poupatempo, a abertura dos dois parques empresariais, o investimento de mais de R$ 100 milhões em moradias populares com o Minha Casa Minha Vida I e II e do CDHU, a vinda da sede regional do Tribunal de Contas do Estado como sede de 21 municípios, os investimentos em pavimentação e galeria pelo PAC2 (Programa de Aceleração do Crescimento) que impulsionaram a infraestrutura da cidade, além ainda de colocar Andradina entre as melhores do País na área de saneamento e sustentabilidade ambiental.

 

 

 

 


 

 

‘Resgatamos a confiança no município’, diz Jamil Ono

 

O ex-prefeito em visita ao Jornal Nippak. Foto: divulgação

 

 

Vereador por três mandatos e único prefeito reeleito em Andradina em quase 80 anos de história, Jamil Ono construiu uma trajetória de conquistas ao longo de sua carreira. Formado em Direito e Língua Japonesa pela USP, o ex-prefeito deixou o cargo com um índice de aprovação superior ao do primeiro mandato. E ainda conseguiu fazer seu sucessor, no caso, a prefeita Tamiko Inoue, do PCdoB. Responsável pela construção do maior kaikan da Noroeste, Jamil quer, agora, alçar outros voos. Antes, deve trocar de legenda. Confira a entrevista que Jamil Ono concedeu ao Jornal Nippak

 

ALDO SHIGUTI

ALDO SHIGUTI

Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
ALDO SHIGUTI

Últimos posts por ALDO SHIGUTI (exibir todos)

     

     

    Jornal Nippak: Em quase 80 anos de Andradina o senhor foi o único prefeito reeleito na história do município, terminou o segundo mandato com uma aprovação maior que a primeira e ainda conseguiu fazer seu sucessor, no caso a prefeita Tamiko Inoue (PCdoB). A que o senhor atribuiu esse desempenho?

    Jamil Ono: Acho que no interior as pessoas avaliam mais a pessoa e não o partido e nessa eleição nós procuramos fazer uma campanha sem colocar a questão partidária. Nós tentamos levar o nome da pessoa e a gestão que realizamos em Andradina.

     

    J.N.: Quais as principais conquistas nesses oito anos de mandato?

    Jamil Ono: O primeiro ponto que nós temos que frisar é que em 2009 nós pegamos o município na 560º colocação no ranking de gestão fiscal conseguimos subir 500 posições. Hoje Andradina ocupa a 61ª colocação no Estado. Ou seja, em oito anos nós conseguimos subir 500 posições no ranking, o que nos coloca como o prefeito de melhor desempenho em todo nosso Estado.

    Mas um de nossos maiores legados foi o relacionamento positivo que nós tivemos com o governo do Estado e, principalmente, com o governo federal. Esse relaciomento, essa parte política é que possibilitou que o município tivesse esse desenvolvimento. Fizemos também um trabalho importante de recuperação de crédito e em 2014 conseguimos um grande legado que foi a recuperação do domicílio fiscal da Usina Três Irmãos para Andradina, embora ainda não possamos contar com esse recurso porque o governo do Estado só repassa o ICMS da Usina de Três Irmãos dois anos depois. Além disso, tivenos uma expansão de cerca de 70 alqueires. Pode parecer pouco, mas  na verdade é a primeira vez que ocorre na história da nossa cidade uma expansão deste porte com toda infraestrutura, com água, luz e esgoto. O que também é positivo já que nós vivemos um momento em que a gente tem a expectativa que essa guerra fsical entre o Estado de SP e o Estado de MS tende a ser eliminada e quando isso acontecer, temos que estar com nossa cidade preparada para receber indústrias e grandes empresas.

     

    J.N.: E como isso aconteceu?

    J.O.: Posso citar dois itens. Em 2009, tínhamos um gasto mensal de R$ 230 mil para oferecer merenda para cerca de 11 mil crianças. A partir de junho de 2009 o próprio município passou a oferecer a merenda utilizando a cozinha piloto dirigida pela Prefeitura. Resultado: os gastos mensais não ultrapassaram R$ 100 mil. Em outras palavras, na verdade nós tivemos um plus auferido pelo município, isto é, além de economizar R$ 130 mil todo o mês, passamos a oferecer uma merenda de qualidade, com frutas, verduras, legumes, carnes sobremesas, enfim, uma refeição completa. Um outro item que posso citar refere-se ao transporte escolar. Nós pagávamos – e isso era padrão – R$ 3,06 o quilômetro. Pagamos esse valor até o mês de maio, quando fizemos uma nova licitação. O  preço mais caro: R$ 1,41 o quilômetro e o mais barato: R$ 1,06.  A economia para o município foi muito grande. Em resumo, muitos recursos do município iam para o ralo e isso conseguimos conter. Foi uma economia tão grande que, no final de 2009, para atingir os 25% fui obrigado a comprar seis ônibus 0 km para transporte escolar e também fomos obrigados a chamar todos os professores com quem o município tinha algum tipo de débito, como salário ou férias.

    Mas o que veio ajudar a desenvolver a cidade foi a recuperação da confiança que os munícipes,  empresários e comerciantes tinham que ter em relação ao governo municipal.  Coloco a recuperação da confiança da seguinte maneira: se você pega fazendeiros, usineiros, o pessoal ligado ao agronegócio, enfim, uma pessoa bem sucedida não vende uma propriedade para um “joão-ninguém”, muito menos para uma Prefeitura. Mas nós conseguimos fazer com que fazendeiros vendessem seus terrenos para o município para a construção do nosso parque industrial.  Ou que usineiros vendessem áreas na zona urbana para a construção do distrito empresarial. Isso é credibilidade que nós conseguimos resgatar. E nessa questão entra o pagamento do servidor em dia. Nunca em Andradina tivemos uma Prefeitura que pagasse em dia ou até mesmo antecipado como fizemos. Mesmo nesses últimos anos, já no período de crise, conseguimos pagar nosso fornecedores e entregar a Prefeitura saneada.

     

    J.N.: Por que apoiar a Tamiko?

    J.O.: Justamente para dar continuidade ao nosso trabalho. Tanto que ela era a nossa secretária da Educação e manteve praticamente a mesma equipe que vinha trabalhando.

     

    J.N.: O senhor participa desta gestão?

    J.O.: Participo, estou ajudando a montar a equipe de governo.

     

    J.N.: Mas ocupa algum cargo?

    J.O.: Sou assessor Especial de Assuntos Estratégicos. Me sinto na responsabilidade de ajudar a conduzir esse trabalho.

     

    J.N.: Hoje, na sua opinião, qual seria o principal desafio de Andradina?

    J.O.: Como qualquer outro município brasileiro, Andradina também sentiu os reflexos da crise. Daí a necessidade de se criar uma equipe que se preocupa com essa questão da gestão porque todos os gastos têm que ser monitorados. Não dá para sair gastando. É preciso ver se existem recursos. E para isso é preciso ter uma equipe preparada para dizer o que pode e o que não pode fazer. Não pode ficar muito a gosto do querer individual da pessoa da prefeita ou do prefeito. A gente vem fazendo uma gestão baseado justamente neste tipo de experiência. A gente não fazia o que queria. Na questão da iluminação de Natal, por exemplo, priorizamos o pagamento dos servidores públicos em detrimento da iluminação pública de Natal. Nesse quesito, nossa despesa no ano passado foi de R$ 12 mil para uma cidade com 60 mil habitantes sendo que cidades turísticas vizinhas à Andradina tiveram à disposição quase um milhão de reais para gastar somente com iluminação de Natal. Mas temos que trabalhar conforme nossa realidade e nossas prioridades. E graças a Deus a população tem entendido a necessidade. Quando falamos que Andradina não terá Carnaval, é uma opção que tem que ser feita porque a gente tem que priorizar alguma coisa. Não é porque o município passou incólume nesse período de crise, diferentemente de outros municípios, que nós temos condições de fazer isso ou aquilo. Temos que trabalhar conforme nossas pernas permitem. E a gente sabe que todo início de governo temos que ser mais austeros para lá na frente poder realizar algunsa trabalhos priorizando as necessidades do município. Portanto, o primeiro ano é um ano que tem que controlar para saber até onde o município pode caminhar.

    Hoje, diria que a principal preocupação da nossa população é a geração de emprego e renda. Diria que os principais desafios da Tamiko são a consolidação dos parques industriais que nós iniciamos e a colocação de um novo distrito industrial tendo em vista o fim da guera fiscal como já mencionamos. Andradina está a 20 quilômetros do barranco do Rio Tietê e a 26 quilômetros do Rio Paraná, portanto, estamos muito próximos da divisa e isso tem impactado o município. Na verdade, dois fatores tem impactado o muniípio: a guerra fiscal e o não recebimento durante 24 anos do ICMS da Usina Três Irmãos. Dois fatos que vão se tornar realidade na gestão da Tamiko e que vai ajudar muito.

     

    J.N.: Todas essas conquistas o credenciam para novos desafios?

    J.O.: Vai depender das oportunidades, mas da minha parte gostaria sim de pleitar um cargo na Assembleia Legislativa. Muito em função da necessidade da nossa região, de Araçatuba até Andradina, não conseguir eleger um representante há mais de 40 anos. Tivemos em outras épocas o deputado Antonio Morimoto e o Sinval Antunes, por exemplo, mas de 45 anos para cá não tivemos mais representante político e na nossa região só temos um representante na Assembleia Legislativa que é o Roquinho Barbiere. E deputado federal o último foi o Jorge Maluly Netto, mesmo assim mais centrado na região de Araçatuba. Nossa microrregião está sem reprsentante há mais de 40 anos. Então é necessário que haja uma representação pelo menos na Assembleia Legislativa.

     

    ALDO SHIGUTI

    ALDO SHIGUTI

    Redator-chefe
    ashiguti@uol.com.br
    ALDO SHIGUTI

    Últimos posts por ALDO SHIGUTI (exibir todos)

       

       

      Related Post

      ESPECIAL: 30º Akimatsuri destaca contribuição da c... A 30ª edição do Akimatsuri – Festa de Outono – da Associação Cultural de Mogi das Cruzes prossegue neste final de semana (18 e 19), em sua sede esport...
      SÃO PAULO: CÂMARA MUNICIPAL APROVA PROJETO ANTIPIC... O substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 56/2005, dos vereadores Adilson Amadeu (PTB) – autor da proposta original – e outros 25 parlamentares, foi aprov...
      COPA DO MUNDO: Seleção Japonesa estreia contra a C...   Em sorteio realizado nesta sexta-feira na Costa do Sauipe, a Seleção Japonesa conheceu seus adversários na primeira fase da Copa do Mundo de...
      COMUNIDADE: Para Nakamae, relação entre os dois pa... Se é verdade que a primeira impressão é a que fica, o novo cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae, tem tudo para conquistar a comunidade...

      Faça seu comentário

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *