ANDRADINA: TAMIKO VISITA CRIAÇÃO DE PIRARUCU E APLICAÇÃO DE BOKASHI

A prefeita de Andradina (SP), Tamiko Inoue (PcdoB), visitou no último dia 28, um projeto de criação do peixe amazônico, pirarucu, e conheceu o manejo e aplicação do adubo orgânico que cura o solo, bokashi, da Associação Nipo Brasileira das cidades de Gabriel Monteiro e Piacatu.

“Estamos nos esforçando para buscar caminhos de novas práticas de produção sustentável, formas de preservação ambiental e é claro de uma alimentação mais saudável” disse Tamiko ao explicar que este é um anseio da própria população que está cada vez mais exigente na questão de segurança alimentar.

 

Tamiko conhece técnica japonesa bokashi mundialmente conhecida por ser um excelente fertilizante natural. Foto: Divulgação

 

A prefeita ressaltou ainda a importância deste tipo de ação para a agricultura familiar, que agrega valor ao produto e consequentemente fortalece uma das mais participantes bases da economia do município.  “Precisamos disseminar essa tecnologia para renovar o solo e garantir uma vida sustentável para todos”, disse ao visitar uma plantação de maracujás orgânicos.

No sítio da família Suenaga, a Associação formada por produtores da região, dedicados à pesquisa e produção orgânica e agroecológica, é pioneira no manejo do adubo orgânico, bokashi, que é uma técnica japonesa utilizada no mundo inteiro de fertilizante natural conhecido por curar o solo sua composição é à base de farelo de arroz, esterco de aves, uma fonte de fósforo e um fermento inoculante (natural à base de microorganismos) misturados a restos de carvão, está sendo usado na fruticultura e vem garantindo bons resultados.

“Fomos orientados pelo especialista em solo, Kunio Nagai, e desde então nos dedicamos a agricultura natural, usando o bokashi no processo de recuperação do solo, buscando produtos cada vez mais orgânicos e que atendam as exigências da certificação agroecológica” disse Ricardo Hiromite Takahashi Suenaga presidente da associação de produtores, acompanhado dos pais, Júlio e Luiza Takahashi.

Para os produtores Celso Massahiro Takahashi e Sérgio Hiroaki Nishikawa, o bokashi tem sido a melhor alternativa na recuperação do solo. “Precisamos de no mínimo dois a três anos e até cinco anos para recuperar o solo, mas já sabemos que terra saudável é garantia de menos pragas, doenças e a certeza de uma colheita segura”.

 

Pirarucu – Na mesma propriedade Tamiko visitou projeto inédito na região de produção do peixe amazônico pirarucu, que mantém há cinco anos, três tanques de engorda com mais de duzentos peixes cada, com uma média de 6 a 14 kg, que começou com alevinos de 10 a 12 cm, vindos da cidade de Pimenta Bueno no estado de Rondônia (maior criador do pirarucu).

“Só sabemos de outra criação de pirarucu no Vale do Ribeira, nossos peixes alcançam de 10 a 12 kg em um ano e meio e o maior desafio são as baixas temperaturas, já que é um peixe tropical de região quente”, disse Ricardo ao segurar um pirarucu de mais de 15kg. “Este peixe de sabor suave e que pode ser preparado de todas as formas, pode alimentar até 70 pessoas”.

Acompanhando a visita os produtores Akihiko Nakata e Ricardo  Nakamura comentaram que a associação está à disposição para compartilhar todo o conhecimento, com os produtores de Andradina.

Também participaram da visita o presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras da Noroeste, Shinichi Yassunaga, o Assessor de Assuntos Estratégicos e ex-prefeito, Jamil Ono, o Ouvidor Público, Edu Hara e a assessora Andreia Silva.

 

 

 

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