AQUICULTURA: Pesquisador destaca importância da cooperação entre Brasil e Japão

O Auditório da Sociedade Civil Hiroshima Kenjinkai do Brasil abriu suas portas no último dia 31para a palestra “Desenvolvimento do Cultivo da Ostra no Japão” do pesquisador e PhD na área de maricultura, o catarinense, Guilherme Sabino Rupp. Após a palestra, os convidados puderam degustar a ostra japonesa, cultivada em Santa Catarina.

O pesquisador foi ao Japão para fazer o ‘Curso de Treinamento de Enfermidades do Manejo Ambiental da Aquicultura’ através da Japan International Cooperation Agency (Jica) em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), para um estágio de três meses, onde visitou três cidades importantes no cultivo de ostras: Hiroshima, Fukuoka e Yamaguchi.

Participantes da mesa de trabalho (foto: Luci Judice Yizima)

 

Rupp destaca a importância da cooperação entre o Brasil e Japão na área de aquicultura. “Esse estágio enriqueceu muito os meus estudos e permitiu ter uma visão geral do cultivo e das tecnologias de produção de moluscos, peixes e camarões. A maricultura no Japão é uma atividade muito desenvolvida, bem organizada e muito fiscalizada pelos órgãos do governo. Enquanto que no Brasil, apesar da dimensão litorânea do país, o manejo é muito artesanal já que a maricultura ainda está em desenvolvimento”, explica. “No Japão tive a oportunidade de conhecer Hiroshima e o cultivo de ostras na região é muito forte. Também visitamos a ilha de Miyajima, um santuário não só religioso, mas ecológico também”, comenta o pesquisador.

De acordo com o engenheiro-agrônomo da Epagri, Fabiano Muller Silva, a parceria com o Japão rendeu bons frutos ao estado de Santa Catarina “tanto na terra como no mar”. “Primeiro, foi o cultivo da maçã fuji e da pera japonesa conhecida como nashi, na década de 1970, na cidade de São Joaquim, no interior catarinense. Com o conhecimento japonês facilitou a escala de produção e a variedade de espécie”, disse, lembrando que “na mesma década veio o cultivo da ostra japonesa para o litoral catarinense”.

“No Brasil, o estado que mais investe em maricultura é Santa Catarina através da Epagri, hoje é considerado o terceiro maior cultivador de ostras, atrás do Chile e Argentina na America Latina”, destaca o engenheiro-agrônomo.

Participaram da palestra Luis Sabanay (assessor de Assuntos Estratégicos e Relações Institucionais do Ministério da Pesca), Vicente Murakami (coordenador de Projetos da Jica),Yasuyuki Hirasaki (coordenador da Palestra e Diretor da Sociedade Civil Hiroshima Kenjinkai do Brasil), coronel Yoshio Kiyono (presidente Associação Nikkey do Brasil), Hiromu Ohnishi (presidente do Centro Cultural de Hiroshima do Brasil), vice-cônsul Satoshi Endo, Hirofumi Ikesaki (presidente da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Noritaka Yano (associação Pan-americana Nikkei do Brasil), Hiroyuki Hino (Associação Wan Wan Kai), Akio Ogawa (presidente do Conseg Liberdade).

Na ocasião, a coordenação da palestra homenageou Guilherme Sabino Rupp com uma placa de prata pela realização da palestra.

(Luci Judice Yizima)

 

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