ARTE E CULTURA: Oshibana Art faz homenagem ao grande mestre da arquitetura brasileira, Oscar Niemeyer

 

A 7ª Exposição de Oshibana Art acontece de 8 a 17 de novembro, das 10h às 19h, no Salão Nobre da Catedral Nossa Senhora do Líbano, localizada na Rua Tamandaré, 355 – No bairro da Liberdade, no centro da capital paulista. A mostra reúne cerca de 500 telas, sendo 41 obras de releituras de clássicos da pintura mundial, como a obra de Monalisa, de Leonardo da Vinci terá um outro olhar e beleza. Destaque para a homenagem ao grande mestre da arquitetura brasileira, Oscar Niemeyer que ganha em formato de biombo, bem japonês, os artistas de Oshibana reproduziram em uma tela de 6m², o Congresso Nacional.

 

Congresso Nacional de Oscar Niemeyer reproduzido em biombo de 6m². (foto: divulgação)

 

A curadora da mostra, professora Miriam Tatsumi revela a importância da exposição. “A mostra tem como objetivo homenagear os grandes mestres da arte mundial”, diz.  “A exposição reverencia também, o maior arquiteto do Brasil, Oscar Niemeyer. Há cerca de um ano o Brasil se despedia de Niemeyer e, por isso, os artistas de Oshibana reproduziram em uma tela de 6m² (em formato de biombo) o Congresso Nacional”, destaca a sensei Tatsumi.

 

A Grande Onda de Kanagawa (Neide Maeda) (foto: divulgação)

 

“Reproduzimos a obra intitulada, “A Grande Onda de Kanagawa”, do artista Japonês, Katsushika Hokusai. O trabalho retrata uma enorme onda ameaçando a embarcação de pescadores e revela a fragilidade humana diante da força da natureza. Para confeccionar o biombo, foram utilizadas 15 espécies de plantas e consumiu dois meses de trabalho de 90 artesãos”, conta Miriam.

 

Biombo de 6m² com reprodução da Grande Onda de Kanagawa de Katsushika Hokusaki (foto: divulgação)

 

 

Monalisa (Leonardo Da Vinci) (foto: divulgação)

 

 

O visitante também terá a obra Monalisa, por exemplo, feita em tinta a óleo sobre madeira, é o quadro mais visitado e reproduzido do mundo. Na técnica Oshibana, utilizou-se pedaços de plantas desidratadas como pétalas de cacto orquídea, girassol, leiteiro vermelho, cabelo de milho, alface roxa, pétalas de rosa, entre outras.

 

 

In The Meadow (Renoir) (foto: divulgação)

 

 

 

As telas como D.Quixote, de Picasso, “In The Meadon”,  de Renoir, “A sesta (depois de Millet)”, de Van Gogh, são algumas das 41 obras clássicas da pintura reinterpretadas por meio da técnica Oshibana. O que mais parece pintura, na verdade, são plantas naturais secas e prensadas que recriam as cenas, sem as tradicionais pinceladas de tinta.

A riqueza de detalhes de “In The Meadon” de Renoir impressiona. A original feita em óleo sobre tela é um dos ícones de Renoir. A cena mostra duas meninas colhendo flores, que celebram a inocência juvenil e deixa clara a preferência do mestre em retratar pessoas. Na versão Oshibana, sai o óleo sobre tela e entram as flores secas, como a peônia; mussaenda; dama da noite; hortênsia; folha de caqui; mini-avenca, entre outras.

Além dos quadros, haverá outros itens decorados com Oshibana. São centenas de bijuterias em madre pérola, porta joia, caixas de chá, caixas de vinho, cartões postais, velas, marcadores de páginas e luminárias. A exposição tem entrada gratuita

 

 

Sobre Oshibana

A técnica consiste em utilizar flores, folhas, galhos, frutas, verduras desidratadas naturalmente e transformá-las em obras de arte e outros objetos decorativos. A palavra Oshibana significa flores prensadas. Os primeiros relatos da técnica são do XVI na Europa, quando botânicos italianos trocavam correspondências contendo ervas medicinais desidratadas. Obras de arte com flores secas são datadas do XVII na Inglaterra. A princesa Grace Kelly foi apreciava a técnica. Atualmente, estima-se que arte Oshibana exista em mais 10 países, especialmente no Japão. Os japoneses aprimoraram a técnica por um método a vácuo, o mesmo utilizado no Brasil. É esse método que isenta as flores de umidades e fungos, preservando as características das flores por muitos anos. No Brasil, Oshibana passou a ser difundida a partir de 2004 por intermédio de Mirian Tatsumi.

 

Sobre a curadora Mirian Tatsumi

Mirian Tatsumi é paulistana, mestra em Oshibana formada no Japão. É fundadora da Escola Oshibana Art, localizada no bairro da Liberdade, é pioneira na difusão da técnica no Brasil. Estudou a arte no Japão em 1996 e iniciou seus trabalhos no Brasil em 2004. Atualmente dá cursos há 90 artesãos. Em sua trajetória, Mirian acumula mais de 17 anos de pesquisa e dedicação a Oshibana. Suas telas já foram premiadas no Brasil e exterior.

 

 

(Luci Júdice Yizima)

 

 

 

Serviço:

7ª Exposição de Oshibana Art

Onde: Salão Nobre da Catedral Nossa Senhora do Líbano, localizada na Rua Tamandaré, 355 – Liberdade – São Paulo – SP

Quando: De 8 a 17 de novembro

Horário: Das 10h às 19h

Entrada Gratuita

Informações: (11) 3207-0811

Site: www.oshibana.com.br

 

 

 

 

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2 Comments

  1. Minha querida irmã Mirian S.U.Tatsumi e Diário Nippak!!!

    Fiquei muito emocionada vendo e lendo essa reportagem!!!

    Nunca vi trabalhos tão lindos de Oshibana nem aqui no Japão …

    Vocês estão de parabéns !!!

    Agradeço a Diário Nippak por estar sempre apoiando a minha irmã !!!

    Um grande abraço a todos!!!

    Sayuri Kaneda/Chiba/Japão

  2. Boa Tarde!
    Comprei a apostila Oshibana mas fiquei em dúvida quanto a algumas flores.
    Como montar uma rosa, para que fique igual ao botão original?
    Como desidratar a flor Copo de Leite?
    E a flor Girassol, que tem um miolo grosso?
    Obrigada!

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