ARTES: A Sedução de Marilyn Monroe reúne obras de artistas nikkeis

 

“A Sedução de Marilyn Monroe” é o título da exposição que o Museu Afro Brasil apresenta no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Artistas contemporâneos, inspirados na sedução da estrela, recriam sua imagem. “A exposição da Marilyn não é para celebrar a morte, mas celebrar uma artista que, com sua beleza, sua pureza, seu ar de quase adolescente e de mulher vivida, de dores, realmente encanta. A gente quer transportar esse encantamento”, afirma o diretor-curador do museu, Emanoel Araújo.

 

Futoshi Yoshizawa expõe no Museu Afro-Brasil (foto: divulgação)

 

A exposição conta com fotografias históricas de Marilyn (inclusive as clicadas por Bert Stern), cartazes, objetos que marcam sua presença no imaginário popular, serigrafias de Andy Warhol (1928-1987) e obras inéditas dos artistas plásticos Antônio Miranda, Caíto, CesarePérgola, Claudio Tozzi, Fernando Ribeiro, Futoshi Yoshizawa, Glaucia Amaral, Helena Sardenberg, José de Guimarães, Leonardo Kossoy, NelsonLeirner, Newton Mesquita e Roberto Okinaka, além de um trabalho do artista pernambucano Maurício Nogueira Lima (1930-1999).

Um dos destaques é o vestido-instalação “Entre o amor e o pânico”, da artista espanhola Maribel Domènech (com a gravação de “Happy Birthday, Mr. President”, cantada por Marilyn para John F. Kennedy, em 1962).Paralelamente, haverá a mostra “Hollywoodiana – Gráfica cinematográfica”, com cartazes de cinema.

“Ela é um produto. Como disse a Marlene Dietrich, ela gostava de sersex symbol. Isto tinha um lado infantil e, ao mesmo tempo, de mulher. É isso que faz com que o mito de Marilyn permaneça. Não é a grande atriz, mas é exatamente a mulher que, com sua beleza e sua vontade de ser sexy, virou a grande sedutora do seculo XX”, acrescenta Araújo.

Em Hollywood, Marilyn se firmou no “star system” com os filmes “Como agarrar um milionário” (1953), de Jean Negulesco, “Os homens preferem as loiras” (1953), de Howard Hawks, “O pecado mora ao lado” (1955), de Billy Wilder, “Quanto mais quente melhor” (1959), outro de Wilder – o qual arrancou a interpretação frequentemente considerada como a melhor da atriz no cinema -, “Adorável pecadora” (1960), de George Cukor, “Os desajustados” (1961), de John Huston, além de outras obras em que representou papéis menores.

 

Obra de Futoshi Yoshizawa (foto: divulgação)

 

Rapidamente, ela se tornou uma das personalidades mais cobiçadas por fotógrafos, também protagonizando novelas midiáticas ao longo de seus casamentos tumultuados com o jogador de beisebol Joe DiMaggio e com o dramaturgo Arthur Miller.

“As Vênus da sétima arte foram tantas. Magras como Audrey Hepburn, frias como Grace Kelly, devoradoras como Ava Gardner. Nenhuma talvez fosse tão próxima do conceito original da Vênus como grande mãe e grande amante quanto Marilyn Monroe”, analisa o fotógrafo Leonardo Kossoy, autor de um dos textos da exposição.

Em agosto de 1962, a morte de Marilyn, atribuída a uma overdose de barbitúricos, cortou brutalmente a carreira da atriz e “provocou um reforço ao mito”, na avaliação de Emanoel Araújo.

“A vida ceifada em pleno apogeu deixa uma certa dúvida para as pessoas, que se sentem um pouco culpadas de uma mulher tão bela, tão maravilhosa, tão festejada, morrer de uma overdose. A morte é sempre um ato incompreensível. Ninguém compreende a morte, é sempre um corte em que não há explicação. As pessoas buscam justificar. E é por isso que Marilyn sempre volta aos jornais. Uma mulher tão sedutora, tão transbordante de vida, sexo e beleza, não deveria morrer. A busca desse final é a chave que explica a permanência de Marilyn”, diz o curador.

 

SERVIÇO

“A Sedução de Marilyn Monroe”

Museu Afro Brasil

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n

Parque Ibirapuera – Portão 10

São Paulo / SP – Brasil – 04094 050

Fone: 55 11 3320 8900

 

 

 

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