ARTES: Alice M. Imai e alunos realizam 13ª Exposição de Oshibana-e

 

Arte ainda pouco divulgada no Brasil mas muito popular na Europa, Estados Unidos e em países como o Japão, o Oshibana-e ganhará destaque nos próximos dias 23 e 24, no Salão Nobre do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) com a realização da 13ª Exposição da artista Alice Midori Imai. A abertura, para convidados, acontece no dia 22 (sexta), a partir das 18 horas.

 

Alice M. Imai e alunos realizam 13ª Exposição de Oshibana-e (foto: divulgação)

 

A mostra reunirá cerca de 250 trabalhos, entre quadros, pingentes, cartões e marcadores de livros feitos através da arte das flores, folhas e galhos prensados (Oshi em japonês significa prensar; Bana é flor e E, desenho ou seja, Oshibana-e = técnica de fazer desenhos com flores prensadas) confeccionados pela artista e pelos 25 alunos desde o início do ano. As obras expostas também estarão à venda a partir de R$ 190,00.

Segundo Imai, que visitou a redação do Jornal Nippak acompanhada das alunas Tieko Furuyama, Rita de Cássia Moreno e Kiyo Shima, o método empregado em seu ateliê, que fica na Praça da Árvore (zona Sul de São Paulo) – o de secagem em papel – é considerado o mais primitivo das técnicas do Oshibana-e, arte que ela aprimorou durante o período que esteve no Japão – de1996 a1999 – quando estudou a técnica na Escola Fushigi Na Hana Club e no Coronet Atelier Heart, na província de Saitama, com a mestre Yumiko Kotaka.

 

Kiyo Shima, Rita de Cassia, Alice M. Imai e Tieko Furuyama (foto: Aldo Shiguti)

 

“Os primeiros indícios de Oshibana surgiram na Europa, no século 15, através de herboristas que enviavam amostras de plantas para colegas de outros países através de correspondências”, explica a artista, acrescentando que, como arte, o Oshibana desenvolveu-seno século 17, utilizando as flores e folhas prensadas em pequenos objetos como capas de Bíblias e pequenas molduras.

“No Japão, o Oshibana também apareceu no século 15 em cartas de correspondências”, conta Imai, afirmando que “na realidade, to mundo um dia já fez Oshibana ao colocar uma flor ou uma folha no meio de algum livro”. “Para manter a coloração, foram desenvolvidas técnicas de secagem no micro-ondas, com peso ou usando areia”, define Imai, lembrando que, depois que retornou do Japão, pesquisou o processo de secagem por quatro anos antes de abrir sua escola.

 

Frutas e legumes – “O clima no Japão é diferente do brasileiro e, portanto, o tempo de secagem também é diferente. No Japão, em função do clima ser mais úmido, a flor é mais seca e leva uns três dias para secar enquanto no Brasil, pelo fato de o clima ser mais seco, as flores contém mais água e a secagem demora dois dias a mais”, explica a artista. “Na prática, no Brasil a flor demora mais tempo para ser prensada”, diz Alice Imai, destacando que, além de flores e folhas, podem ser utilizados outros produtos como legumes, frutas, casca de árvores e pétalas de rosas.

(Aldo Shiguti)

 

 

SERVIÇO

 

13ª Exposição de Oshibana-e

 

Quando: Dias 23 e 24 de novembro, das 10 às 18 horas

Onde: Salão Nobre do Bunkyo: Rua São Joaquim, 381 – Liberdade (próximo à estação São Joaquim do metrô)

Entrada franca

Informações pelo telefone: 11/3208-1755

 

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