ARTES: Instituto Tomie Ohtake apresenta terceira exposição em comemoração ao centenário da artista

 

No mês em que a artista completa 100 anos (21 de novembro), o Instituto Tomie Ohtake inaugura nesta sexta-feira (22), a terceira exposição em comemoração ao seu centenário, com curadoria de Paulo Herkenhoff. Em Tomie Ohtake – Gesto e Razão Geométrica – que ficará aberta para visitação até o dia 2 de fevereiro – , o crítico, ao reunir cerca de 60 trabalhos, a maioria pinturas, aborda como o racionalismo da construção geométrica encontra a pincelada gestual que propõe a linha orgânica, formando aí uma das características importantes da obra da artista.

 

Tomie Ohtake, Geste e Razão Geométrica (1953) (Foto: divulgação)

 

 

 

Segundo Herkenhoff – profundo estudioso de Tomie, curador de várias mostras sobre a artista, como Pinturas Cegas, realizada no ano passado no Instituto Tomie Ohtake e que agora, dia 19 de novembro, será inaugurada no MAR – Museu de Arte do Rio de Janeiro, do qual é diretor cultural – uma questão chave atravessa toda a obra de Tomie: a intangibilidade da perfeição. “Ao contrário do racionalismo da geometria ocidental, Ohtake experimenta incessantemente a imprecisão’, afirma.

 

Tomie Ohtake, Gesto e Razão Geométrica (1964) (foto: divulgação)

Nesta grande mostra comemorativa, a partir de trabalhos seminais e de um expressivo conjunto que traz variações formais, como os retângulos, as sombras, a arquiteturas, as elipses, os círculos, as sobreposições, o curador percorre o inesgotável vocabulário plástico do universo de Tomie. Para Herkenhoff, a vontade geométrica da artista não se reduz a uma lógica única e está dispersa entre experiências singulares. “Certa pintura de Ohtake representa a adesão à dita “geometria sensível da América Latina”; noutros casos, está a geometria imprecisa e uma geometria cósmica”, destaca.

Outras reflexões de Paulo Herkenhoff o fizeram optar pela pauta geométrica nesta principal mostra em homenagem ao centenário de Tomie. Segundo ele, a geometria da artista, fora da exegese canônica do concretismo, expande o campo e o torna mais complexo. “A pintora contribuiu para a formulação da geometria transcultural do Brasil, que envolve sua relação com algumas imagens estéticas que envolvem valores espirituais, como o enso, o círculo imperfeito no Zen Budismo, e a relação da forma com a sombra, um valor da cultura japonesa tradicional”, completa o curador.

 

 

 

Exposição: Tomie Ohtake – Gesto e Razão Geométrica

Abertura: 22 de novembro de 2013, às 20h (convidados)

Até 02 de fevereiro de 2014

Terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca

 

 

Instituto Tomie Ohtake

Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros, São Paulo

Fone: 11.2245-1900

Informações à Imprensa

Pool de Comunicação – Marcy Junqueira

Contato: Martim Pelisson

Fone: 11.3032-1599

martim@pooldecomunicacao.com.br / marcy@pooldecomunicacao.com.br

 

 

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