ARTIGO: Aquecimento Global vs Resfriamento Global

 

*Walter Ihoshi

Dia 11 de junho começou a circular na capital paulista dois táxis elétricos. O objetivo é reduzir os níveis de poluentes emitidos pelo setor de transportes, responsável por 70% da poluição na cidade. Segundo a prefeitura, até o final do ano, outros oito táxis entrarão em circulação e integrarão a frota de veículos com energia limpa – que podem rodar até 160 quilômetros com uma recarga.

O custo com o abastecimento elétrico é menor. Para percorrer 160 quilômetros, o taxista desembolsa R$ 33,70 com etanol e um pouco mais com gasolina, R$ 39,25. Já com a recarga elétrica o gasto cai para R$ 7,11.

A poluição está entre um dos fatores que provocam o aquecimento global. Pesquisas científicas apontam que algumas atividades humanas intensificam o efeito estufa através do aumento na queima de gases de combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural. Além disso, há os desmatamentos e as impermeabilizações do solo.

Outra consequência do aquecimento global é o de­gelo. Segundo especialistas, a camada de gelo do oceano Ártico tornou-se 40% mais fina e sua área sofreu redução de aproximadamente 15%. E não é só lá, segundo a revista britânica Science, a neve que cobre o monte Kilimanjaro, na Tanzânia, pode desaparecer nas próximas décadas.

Para tentar impedir um desastre ambiental, em 1997 foi criado o Protocolo de Kyoto, no qual 162 países concordaram em reduzir ao menos 5% de suas emissões de gases. Agora em junho, recebemos aqui no Brasil a Conferência das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, a chamada Rio + 20, com pesquisadores, ambientalistas, movimentos sociais e líderes mundiais comprometidos com a preservação do meio ambiente.

Em meio a tantas dis­cussões e buscas por solu­ção, uma corrente de climatologistas afirma o contrário: o que está havendo é um resfriamento global até meados de 2030. Segundo esse grupo de especialistas, os seres humanos não têm como influir no índice de CO² e que nos últimos 15 anos os níveis de carbono tem aumentado, mas está em níveis normais.

O aquecimento global produzido pelo homem, conforme esse grupo de especialistas, não tem bases científicas sólidas. Ele pode mudar a paisagem e o clima local, por exemplo, quando a vegetação nativa é destruída e os solos passam a ser impermeabilizados por asfalto e concreto, como acontece em grandes cidades. O climatologista Luiz Carlos Molion diz que o homem consegue manipular apenas 7% da superfície terrestre e que isso, portanto, não pode mudar o clima global. Outros 71% da superfície terrestre são cobertos por oceanos, 15% de terras geladas (com gele e neve) e desertos, sobram ainda 7% cobertos por florestas.

Ainda segundo esta corrente, o mar, em regiões tropicais, pode flutuar e subir até 13 centímetros em 19 anos, devido à atração da lua. O que controla o clima global é a atividade solar e o calor dos oceanos, cujos indicadores apontam para um resfriamento global, período em que o sol estará num mínimo de atividade de um ciclo de 90 anos. Até 2030, países fora da área tropical deverão passar por um resfriamento.

Temos, portanto, duas vertentes: aquecimento global X resfriamento global. Especialistas no assunto dedicam sua vida pesquisando sobre o clima e o meio ambiente. A discussão está aberta, este é só o começo. Ainda há muito o que ser descoberto e muito trabalho a ser feito em políticas públicas em prol da preservação ambiental. Continuar investindo em educação e pesquisa científica é o melhor caminho para solucionar este paradoxo.

 

 

*Walter Ihoshi é deputado federal (PSD-SP)

 

 

 

 

 

 

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