ARTIGO: O valor de uma promessa cumprida: a retomada das obras do Antigo Hospital do Carrão

O ano de 2015 teve um significado especial para o meu primeiro mandato na Câmara Municipal de São Paulo, pois pude cumprir uma promessa feita antes mesmo de assumir uma cadeira no Legislativo: a retomada das obras do antigo Hospital Municipal do Carrão, fechado havia mais de 12 anos.

O vereador Masataka Ota (Foto: divulgação)

O vereador Masataka Ota (Foto: divulgação)

Iniciadas em 3 de dezembro, as obras do futuro Quarteirão da Saúde do Carrão incluem um Hospital da Rede Hora Certa, uma Upa 24 horas e um Centro de Reabilitação para Portadores de Necessidades Especiais. O prefeito Fernando Haddad assumiu comigo o compromisso de que as atividades do Hora Certa terão início em abril de 2016. Vão beneficiar os moradores dos bairros do Carrão, Tatuapé, Manchester e Vila Formosa. Falo de cerca de 700 mil pessoas – direta ou indiretamente – desafogando leitos das unidades dos bairros vizinhos e encurtando distâncias entre o atendimento e a fila de espera nos hospitais.

Reabrir um hospital é um compromisso enorme. No caso do Carrão, envolveu desapropriações na Justiça, visto que falamos de uma área de 3,7 mil metros quadrados, só para citar um dos complicadores.

Em três anos de luta, contei com o apoio dos moradores do bairro, que, juntamente comigo, ajudaram a construir um abaixo-assinado que totalizou cinco mil pessoas e reabriu o diálogo com o Poder Público.

Resolvidas as questões jurídicas, administrativas e políticas em seguida deparei com a questão do dinheiro. Nesse quesito, não posso deixar de mencionar as emendas feitas pela deputada federal Keiko Ota, totalizando R$ 6 milhões, além dos meus R$ 700 mil que pagaram o Projeto Executivo, sem o qual não seria possível iniciar as obras.

Outro ponto de destaque do mandato foram as emendas, dinheiro público que tem de ser bem aplicado. Em 2015, destinei R$ 3 milhões para obras de revitalização de ruas, praças, passarelas, segurança no sistema viário e mobilidade urbana, dentre outras, que têm beneficiado toda a cidade.

Outro papel importante de um parlamentar é propor leis que caminhem ao encontro das necessidades da população. Todos sabem o que me levou a ser vereador: a luta contra a violência e a impunidade. Sendo assim, tenho procurado propor ideias que atenuem ou coíbam a violência, em especial contra crianças e adolescentes. Dessa forma, estou mantendo viva a memória de meu filho Ives por meio de políticas públicas que ajudam a tratar melhor as vítimas da violência urbana.

Duas leis já em vigor em São Paulo vão neste sentido: a 15960/2014 que criou o Programa de Assistência Psicológica gratuita na rede municipal paulistana e a 16.164/2015, que criou o Programa Municipal de Combate à Sexualização de Crianças e Adolescentes.

A primeira lei eu criei resultado de minhas andanças pelas escolas da rede municipal para fazer palestras. Nela, identifiquei que muitas unidades tidas como violentas eram assim definidas por causa de um ou dois alunos. Acredito que oferecer acompanhamento psicológico com envolvimento da família certamente contribuirá para diminuir os índices de violência e, em contrapartida, a evasão causada por ela.

O Programa Municipal de Combate à Sexualização de Crianças e Adolescentes me veio à mente quando da publicação de um encarte em uma revista de moda trazendo crianças em situações eróticas. Em seguida, um apresentador de televisão lançou uma linha de camisetas com frases totalmente na contramão do que vem a ser infância, uma clara menção à sexualização infantil cada vez mais precoce e, infelizmente, muitas vezes, objeto da propaganda irresponsável.

O programa de Combate à Sexualização tem por objetivo levar informação à família por meio da escola e do Poder Público. Quero promover o debate sobre o tema na rede paulistana.

Por fim, para 2016, planejo consolidar o diálogo com a colônia japonesa. 2015 foi um ano de eventos que marcaram os 120 anos do Tratado de Amizade e Comércio entre o Brasil e o Japão. Foi também o ano em que lembramos, com pesar, o episódio das bombas atômicas, ocorrido há 70 anos.

O Brasil tem hoje a maior colônia de imigrantes japoneses no mundo. São quase dois milhões de pessoas, mais de 70% morando em São Paulo e no Paraná. Diariamente, novos jovens – nisseis e sanseis – chegam em busca de oportunidades. Quero muito ser a voz forte deles e da colônia, não apenas na Câmara, mas em todas as instâncias e representações paulistanas.

 

 

Masataka Ota (Pros) é vereador da Câmara Municipal de São Paulo

 

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