BEM ESTAR: “É COMPLICADO”

 

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Tenho observado que a expressão “É complicado” tem sido utilizada com frequência.

Amar é complicado, É complicado ser Feliz, o Trânsito é complicado, Confiar é complicado, Trabalho em equipe é complicado, As pessoas são complicadas…. E assim por diante.

Vejo, porém, que o “complicado” tem aparecido em nossas vidas em outras situações.

Por exemplo, quando quero recusar um favor, é o “complicado” que resolve a situação.  Uma rota de fuga.  Um subterfúgio.  Uma maneira de me esquivar quando não consigo colocar em palavras sobre um compromisso que não gostaria de assumir.

E por outro lado, quando os recursos são escassos, impossíveis de serem acumulados ou gerados, como é o caso do nosso tempo e paciência?

A Professora Lia Diskin nos faz lembrar com frequência sobre a importância do templo e da paciência, nos cursos de Atenção e Concentração nas Práticas Meditativas da Palas Athena:

É também fundamental que saibamos recusar, adequadamente, o pedido de uma pessoa que se apropria de nosso tempo e paciência, tanto pelo nosso benefício, quanto pelo processo de aprendizado da pessoa em questão.  Trata-se do conceito da escola Yoga: asteya – não nos apropriarmos indevidamente daquilo que não nos pertence.

Respeitados os limites, aprecio particularmente um terceiro modo de se usar o “complicado”: o “vai ser complicado”.  No “vai ser”, há uma abertura, uma tentativa, algo como “Vai ser complicado, mas vamos juntos ver onde dará”?

 

 

 

 

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Helena Tiemi Honda Kobayashi

Sócia e colaboradora da Associação Palas Athena, é instrutora de yoga, atenção e concentração nas práticas meditativas. Tem doutorado e mestrado pela Yokohama National University, tendo completado 15 anos de vivência no Japão.

 

 

 

 

 

 

 

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