BEM ESTAR: Meditando com os Origami

 

Estive pesquisando sobre o Origami como preparação para o próximo módulo do workshop ‘Zen e Yoga,’ da Associação Palas Athena.  O Origami é, tradicionalmente, uma forma lúdica presente nas origens do Japão.  Consiste na dobradura de um papel que visa o formato de animais, plantas e de utensílios domésticos.

Mas, para que?  Qual foi a motivação da primeira pessoa que transformou uma folha de papel plana num objeto tridimensional?  Como conseguiu desdobrar, a partir deste primeiro momento, um universo completamente novo e tão envolvente?

E indo um pouco além, como chegamos ao papel japonês, o washi?  Que preciosidade encontra-se oculta no ato de dobrar um papel?

Qual é o propósito de se fazer um origami?

Qual é o propósito de se fazer um origami? (foto: divulgação)

A resposta me veio inusitadamente simples: unir pessoas, conectá-las, prover um meio de compartilhamento e de interação através da beleza, da simplicidade, do simbolismo provido pela dobradura.

Podemos constatar este fato tão logo no primeiro registro histórico de que se tem sobre os origamis: o Hiden Senbazuru Orikata (1797), que pode ser visto parcialmente no site Origami Tanteidan, Japan Origami Academic Society (JOAS).

Chama a atenção a preocupação em se descrever como dobrar, a partir de uma folha de papel, vários tsurus ligados entre si; ainda mais com a preocupação operacional de nos orientar sobre a trajetória para se obter um origami semelhante.  Ao todo descrevem-se quarenta e nove tipos de origamis de tsurus interligados.

Esta publicação encantou, certamente, as pessoas da Era de Edo (1603-1868), tornando-se assunto preferencial da época, e, transpondo os limites do tempo e do espaço, surge aqui, em nossa era, transmitindo-nos mensagens sobre a beleza e o encanto que somente os origamis poderiam expressar com tanta simplicidade.

Assim, numa dobra cuidadosa, na abertura de que dispomos a debruçarmo-nos sobre uma folha de papel, podemos nos encontrar com estes primeiros viajantes que se propuseram a nos deixar pistas sobre o que lhes foi o seu trilhar.

Da fabricação do papel japonês washi, à finalização de um origami, transitaremos por histórias que falam sobre eles, e, refletidas no nosso papel sulfite, encontraremos as nossas próprias histórias.  Fica aqui o convite para a próxima quarta-feira!

http://www.palasathena.org.br/curso_detalhe.php?curso_id=235

 

 

 

Helena Tiemi Honda Kobayashi

Instrutora de yoga, atenção e concentração nas práticas meditativas, tem doutorado e mestrado pela Yokohama National University, tendo completado 15 anos de vivência no Japão.

 

 

 

 

 

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