BEM ESTAR: Wabi-Sabi

 

Wabi Sabi Representa uma visão abrangente do mundo japonês, de uma estética centrada na aceitação da transitoriedade e da imperfeição. Esta estética é muitas vezes descrita como uma beleza que é “imperfeita, impermanente e incompleta.”  As características da estética do Wabi Sabi incluem assimetria, aspereza (rugosidade ou irregularidade), simplicidade, economia, austeridade, modéstia, intimidade e a valorização da integridade ingênua de objetos e processos naturais (http://en.wikipedia.org/wiki/Wabi_sabi).

 

A primeira imagem que me vem à mente referente ao Wabi Sabi é a do mangá de Akiko Hatsu, Uryuudou Yumebanashi.  É história de um antiquário japonês, cenário onde o Wabi Sabi se desenrola com toda a característica expressividade.

O neto do dono do antiquário é Rên, que possui uma sensibilidade única. Rên comunica-se com os objetos do antiquário e, com a sua ajuda, vamos adentrando o mundo mágico do real significado das coisas: a energia com a qual impregnamos os objetos ao nosso redor, a ‘vontade’ que um objeto tem de se reencontrar com outro, reunindo pessoas, belíssimas pinturas japonesas das quais um pássaro ou uma moça de quimono decidem sair, tamanha a perfeição que se revela nas pinceladas em sumi, a tinta japonesa.

Rên nos ensina a enxergar o mundo de modo simples, porém, sem que busquemos uma simplicidade exagerada ou artificial, que exceda a do objeto.  O Wabi Sabi de Rên nos encanta à medida em que nos guia através de seu olhar carinhoso.  Ele nos reeduca o olhar, para que busquemos, naquilo que está por perto, uma relação amigável, amorosa, de significado profundo e envolvente.

Por que nos cercamos com tantos objetos ao nosso redor?

Quantos deles estão realmente vivos, à medida em que nos relacionamos com eles com frequência?  E quantos deles encontram-se guardados no armário à espera do reencontro com a luz do sol?

O que é que faz daquela nossa toalha mais querida, a mais querida?

Em nosso próximo módulo de Zen e Yoga, na Associação Palas Athena, transitaremos por estes importantes temas, visando que eles nos auxiliem na construção de outras maneiras de nos relacionarmos com as coisas que nos cercam.

Vamos?

 

 

Helena Tiemi Honda Kobayashi

Instrutora de yoga, atenção e concentração nas práticas meditativas, tem doutorado e mestrado pela Yokohama National University, tendo completado 15 anos de vivência no Japão.

 

 

 

 

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