Canto do Bacuri

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: Triste março de 2015

CANTO DO BACURI > MARI SATAKE: Triste março de 2015

0 by / on 26 de março de 2015, 15:39 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

  Em tempos atuais, a notícia é velha. Afinal, aconteceu dez dias atrás. Estava eu no alto, bem abrigada pelo silencio que a altura proporciona, quando começamos a perceber barulho vindo de fora. Primeiro eram sons de pancadas. Em seguida, buzinas. Muitas buzinas. Olhei pelas vidraças. Lá embaixo, nas ruas, poucos carros. No restaurante da esquina, tudo parecia normal. Apesar […]

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CANTO DO BACURI > Mari Satake: O retrato

CANTO DO BACURI > Mari Satake: O retrato

0 by / on 10 de março de 2015, 11:25 / in Canto do Bacuri, Colunas

  Chamada às pressas, correu ao endereço para acompanhar o bloco dos despossuídos. O garoto cismou que neste carnaval ele também sairia fantasiado. Ela não poderia deixá-lo sozinho no meio de tanta gente desconhecida. Vestiu a sua fantasia e seguiu adiante, ainda dava tempo de encontrá-lo para ficar perto dele. Ficaram ali entre os outros. Foram quatro dias de trégua […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa

CANTO DO BACURI > Francisco Handa

0 by / on 4 de março de 2015, 19:52 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

Sem qualquer arrependimento   Que sensação é esta em que O tempo do agora não clama por saudade Nem a idade que marca na pele Uma cor cinza dos céus de inverno Tenha alguma importância.   Deixei de abrir os álbuns antigos De fotografias, que me importava isso Se nada mais se passava de fantasmas Soltos pelas esquinas Com suas […]

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CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dare mo shiranai

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Dare mo shiranai

0 by / on 11 de dezembro de 2012, 17:31 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

Meu amigo Juquinha é assim, gosta sempre de fazer mistério sobre tudo. Dia desses quis lhe passar um recado. O assunto era triste. Telefonar e falar com ele era impossível, ele nunca se deu ao trabalho de me fornecer o número de sua casa, apenas o comercial. Ainda bem que pelo menos, abriu seu webmail naquela noite de feriado. E […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa

CANTO DO BACURI > Francisco Handa

0 by / on 30 de novembro de 2012, 14:25 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

        Sem certeza alguma   Quando a esperança morre morre também a última chama que ainda havia num pavio que resistia incansavelmente.     Mas não é o fim. Nem é o começo. Sem lume no horizonte nossos olhos passam a enxergar também onde isento de luz onde isento de escuridão.   Se a luz cega numa […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa: O demônio coxo da clínica

CANTO DO BACURI > Francisco Handa: O demônio coxo da clínica

0 by / on 23 de novembro de 2012, 20:40 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

  O telefonema não seria mais estranho. – Por favor, resolva este problema. Depois de contar toda a história, pediu que o monge fosse em breve até a clínica dentária e desse um fim no incômodo. De que se tratava? No começo reticente, contou que havia uma manifestação estranha no local. “Todas as tardes, depois que não há mais clientes, […]

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CANTO DO BACURI > Mari Satake: A cidade que desejo

CANTO DO BACURI > Mari Satake: A cidade que desejo

0 by / on 19 de novembro de 2012, 11:32 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

  É cheia de encantos. Nela posso andar a qualquer hora sem sustos nem medos. E, enquanto ando sossegada, posso parar para admirar as árvores floridas que colorem as ruas ou para procurar o pássaro que canta escondido em alguma delas. Nessa minha caminhada encontro bandos de crianças que vão ou voltam da escola, alegres e falantes. Nas praças, durante […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa

CANTO DO BACURI > Francisco Handa

0 by / on 8 de novembro de 2012, 15:15 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

    Dia de aniversário   Quantas vezes as velas foram acendidas e novamente o bolo enfeitado carregado no açúcar refinado só para adoçar a vida sem graça dos desafortunados pela graça engraçado seria se fosse tragédia.   Mas a vida é comédia e só podemos rir dela daqueles que tem nesta vida um papel engraçado um papel sério empolado […]

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CANTO DO BACURI > Mari Satake: Guardados

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Guardados

0 by / on 5 de novembro de 2012, 10:35 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

  Outra vez, às voltas dos descartados. São fitas de vídeo, de áudio, bolachas de vinil, livros e mais livros, revistas, recortes de jornais, CDs, DVDs e toda a sorte de memórias guardadas. Pequenas recordações trazidas das tantas viagens que foram fazendo desde quando as crianças eram muito pequenas. Anjinhos, vidrinhos de areia colorida retratando uma possível paisagem, bibelôs, pequenas […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa: Boneca de Madeira

CANTO DO BACURI > Francisco Handa: Boneca de Madeira

0 by / on 25 de outubro de 2012, 20:45 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

Quando entrou na sala, um tanto confuso, com a vitrola no canto, num amontoado de vinil, via-se nas capas a cara de Misora Hibari num sorriso. Nada original, considerando-se que todos – ou quase todos – escutavam a voz encantada da cantora, ainda que os prováveis riscos no disco provocassem um chiado incessante e desagradável. Mais para o centro, havia […]

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CANTO DO BACURI > Mari Satake: Mogari no Mori

CANTO DO BACURI > Mari Satake: Mogari no Mori

0 by / on 22 de outubro de 2012, 14:12 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

Filme de Naomi Kawase. Ganhou o Premio Especial do Júri no Festival de Cannes em 2007. Chegou por aqui no ano seguinte na Mostra Internacional de Cinema de 2008 com o título A Floresta dos Lamentos. Filme belíssimo que infelizmente não entrou em cartaz no circuito comercial da cidade. O filme gira em torno dos meandros que cercam a existência […]

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CANTO DO BACURI > Francisco Handa

CANTO DO BACURI > Francisco Handa

0 by / on 9 de outubro de 2012, 15:15 / in Canto do Bacuri, Carousel, Colunas

      Inquietações   Certa inquietação incômoda incomoda ainda esta existência que aos quinze compunha versos sofridos de toda vontade que tinha. Aos cinqüenta retorna em tempestade temporal assolando a terra inóspita de minha inconstante má formação. Se escrevia por esperança escrevo agora por desesperança.     A força da pele   Dos arroubos da carne trêmula Conceição conheceu […]

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