CINEMA: Mostra no MIS presta homenagem aos 50 anos sem Yasujiro Ozu

 

O dia 12 de dezembro é marcado pelo nascimento e também partida de um dos principais nomes do cinema japonês. Nascido em 1903, Yasujiro Ozu, um dos principais nomes do cinema japonês e também mundial, será homenageado na mostra 50 anos sem Ozu, que acontece no Auditório MIS, de18 a22 de dezembro, em parceria com a Fundação Japão.

Parte de sua vasta filmografia produzida entre as décadas de 30 e 60 compõe a programação, que é gratuita e aberta ao público.

A Mostra inclui algumas de suas principais obras, como Filho Único, de 1936, seu primeiro trabalho sonoro e o penúltimo produzido por Ozu antes de servir ao exército na Segunda Guerra Mundial. Narra a dura vida de uma mãe solteira na criação de seu único filho, em meio a uma economia de guerra e o fortalecimento do exército do imperador.

 

Filho Único (Hitori Musuko) – 1936, PB, 87 min, 16 mm (foto: Sochiku / divulgação)

 

Também destaque na programação, Era uma vez em Tóquio (1953) revela a ida de um casal do interior à capital, para uma visita aos filhos.

E assim são os filmes de Yasujiro Ozu, variações sobre os cotidianos de diferentes protagonistas, que por meio de pequenos gestos e emoções contidas, levam o espectador a uma grande reflexão. Do sofrimento silencioso das relações entre pais e fihos, Ozu leva ao público a arte oriental fundada em conceitos tradicionais.

Interessados em conhecer, ou relembrar, o universo tão particular e grandioso de Yasujiro Ozu devem comparecer ao MIS para retirar os ingressos, gratuitamente, uma hora antes do início das sessões.

 

Pai e Filha (Banshu) – 1949, PB, 108 min, 16 mm (foto: Shochiku / divulgação)

 

 

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Cineasta iniciou carreira no cinema muda

 

Já no final dos anos 20, Yasujiro Ozu iniciou no cinema ainda mudo. Espada da penitência, de 1927, foi o primeiro de uma longa série interrompida durante a Segunda Guerra Mundial.

“Eu só vou dar uma olhadinha na guerra”, escreveu em um cartão a um amigo. Neste período, O irmão da família toda foi premiado como melhor filme na votação anual de Kinema Jumpo, consagrando-o.

 

Fim de Verão (Kohayagawa-ke no Aki) – 1961, COR, 103 min, 16 mm (foto: Toho / divulgação)

 

Com o fim da guerra, Ozu não apenas retornou ao Japão, mas também viu confirmada a estabilidade de sua posição na indústria cinematográfica. Recebeu, daí por diante, uma série de prêmios, incluindo os do Ministério da Educação, do Imperador e, por três anos consecutivos, agraciado pela Sociedade Nacional dos Artistas. Em 1959, foi o primeiro diretor eleito para a Academia Nacional de Arte.

Seu último filme, A Rotina tem seu encanto, veio em 1962, um ano antes de sua morte.

 

A Rotina tem seu Encanto (Sanma no Aji) – 1962, COR, 113 min, 16 mm (foto: Shochiku / divulgação)

 

Embora inicialmente sua obra tenha sido considerada ‘muito oriental’ para exportação, pouco a pouco o olhar da crítica e público se abriu, até ser finalmente consagrado mundialmente. Hoje, seu nome é frequentemente citado junto aos melhores diretores de todos os tempos.

Recentemente, esteve nos três principais festivais de cinema mundiais. O Festival de Berlim foi aberto com a versão restaurada de Era uma vez em Tóquio, enquanto que outros dois clássicos, O Gosto do Saquê e Flor de Equinócio, foram exibidos, respectivamente, nos festivais de Cannes e de Veneza.

 

Era uma vez em Tóquio (Tokyo Monogatari) – 1953, PB, 135 minutos, 16mm (foto: Shochiku / divulgação)

 

 

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PROGRAMA

 

18/12 (quarta-feira)

16h00 – Fim de Verão (Kohayagawa-Ke no Aki, 103min, 1961, cor, Japão)

18h30 – Filho Único (Hitori Musuko, 87min, 1936, PB, Japão)

20h30 – Era uma vez em Tóquio (Tokyo Monogatari, 136min, 1953, PB, Japão)

 

19/12 (quinta-feira)

16h00 – A Rotina tem seu Encanto (Uma tarde de Outono) (Samma no Aji, 112min, 1962, PB, Japão)

18h30 – Pai e Filha (Banshun, 108min, 1949, PB, Japão)

20h30 – Fim de Verão (Kohayagawa-Ke no Aki, 103min, 1961, cor, Japão)

 

 

20/12 (sexta-feira)

16h00 – Filho Único (Hitori Musuko, 87min, 1936, PB, Japão)

18h30 – Pai e Filha (Banshun, 108min, 1949, PB, Japão)

20h30 – A Rotina tem seu Encanto (Uma tarde de Outono) (Samma no Aji, 112 min, 1962, PB, Japão)

 

21/12 (sábado)

15h00 – Pai e Filha (Banshun, 108 min, ficção, 1949, PB, Japão)

17h00 – A Rotina tem seu Encanto (Uma tarde de Outono) (Samma no Aji, 112 min, 1962, PB, Japão)

19h00 – Era uma vez em Tóquio (Tokyo Monogatari, 136 min, 1953, PB, Japão)

21h30 – Filho Único (Hitori Musuko, 87 min, 1936, PB, Japão)

 

 

22/12 (domingo)

15h00 – Era uma vez em Tóquio (Tokyo Monogatari, 136 min, 1953, PB, Japão)

17h30 – Filho Único (Hitori Musuko, 87 min, 1936, PB, Japão)

19h00 – Pai e Filha (Banshun, 108 min, 1949, PB, Japão)

21h00 – Fim de Verão (Kohayagawa-Ke no Aki, 103min, 1961, cor, Japão)

 

 

 

50 ANOS SEM OZU

Data:18 a 22 de dezembro de 2013

Local: Auditório MIS (172 lugares)

Endereço: Av. Europa, 158 – Jd. Europa, São Paulo – SP

 

Ingressos: gratuitos

(sujeitos à lotação da sala – retirada com uma hora de antecedência na Recepção MIS)

 

Classificação: livre

 

 

 

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