MEIRY KAMIA: Namoro na empresa: Pode ou não pode?

Não é de se surpreender que colegas de trabalho interessem-se uns pelos outros. Esse “olhar diferente” um pelo outro pode ser favorecido pela proximidade, contato diário por horas seguidas, e pela interação até mesmo para solucionar problemas. Além disso, no ambiente de trabalho, as pessoas estão mais bonitas, bem vestidas, o que acaba despertando o interesse de colegas.
Mas sempre rola a dúvida quando se decide iniciar um namoro com um(a) colega de trabalho. “Será que vai dar problema?” essa é a pergunta que muitos gestores fazem ao saber de uma notícia como essa. Algumas empresas não são favoráveis a relacionamentos pessoais, mas não podem proibir que isso aconteça. Funcionários não podem ser demitidos por namorarem, entretanto, caso sejam flagrados aos beijos, carinhos explícitos e até relação sexual, podem ser demitidos por justa causa. Mas o temor das empresas é que o namoro afete o clima de trabalho, o desempenho, e até mesmo cause problemas éticos.
Um relacionamento íntimo com um colega de trabalho requer maturidade do casal envolvido. Assim como há casos com finais felizes, há também os casos desastrosos em que o final pode ser não só a perda da pessoa amada, como também a perda do emprego.
Algumas empresas criam estratégias para lidar com a questão, por exemplo, mudando o funcionário de setor quando começam a namorar. Outras proíbem, de forma velada, que os relacionamentos aconteçam principalmente quando há envolvimento entre chefes e subalternos. A relação passa a envolver poder, influência, informações sigilosas, que podem prejudicar o bom andamento da organização, caso o casal não tenha maturidade e profissionalismo suficientes.
Caso você esteja “de olho” em algum(a) colega de trabalho, seguem algumas dicas importantes para que você possa comemorar bem o mês dos namorados:
• Pense bem se “vale à pena” antes de começar: muitas mulheres se sentem mal ao término de um relacionamento íntimo com um colega de trabalho, podendo se sentir usadas e envergonhadas. Portanto, antes de começar, pense! Você aguentaria trabalhar com seu colega mesmo após o término do relacionamento?
• Uma vez dentro do relacionamento, procure separar os papéis: no ambiente da empresa evite beijinhos, trocas de carinhos, bilhetinhos de amor, mensagens de amor na intranet. Evite também utilizar termos como “amor”, “lindinha”, “chuchu”, etc.
• Não carregue resquícios das brigas para o ambiente de trabalho: fique atento(a) ao seu humor. Não desconte no trabalho ou demais colegas a sua frustração. Aprenda a proteger suas questões privadas e também não use o tempo do trabalho para tentar se reconciliar.
• Evite cenas de ciúmes com relação aos demais colegas de trabalho. Algumas pessoas são dominadoras e tentam controlar até as amizades do(a) parceiro(a) criando empecilhos para cafezinhos, almoços, etc.
• Evite contar intimidades no ambiente de trabalho. Esses assuntos logo viram fofoca. Lembre-se que sua responsabilidade é dupla, tudo o que você fala afeta não só a sua imagem como também a imagem do parceiro.
• Caso a empresa não demonstre empecilhos para relacionamentos, o melhor é assumir publicamente para evitar fofocas.

MEIRY KAMIA – Palestrante, Psicóloga, Mestre em Administração de Empresas e Consultora Organizacional.

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