SILVIO SANO: Ah!…O karaokê, jurados, cantores, comissões…

 

Pois é, passaram-se as eleições, mas o julgamento do Mensalão deve prosseguir, agora, com o retorno do ministro Joaquim Barbosa, da Alemanha. Mesmo assim, até para dar uma “quebrada”, vou tentar tratar, aqui, de tema pouco mais leve… Ops! “Com esse título?”, dirão alguns.

Bem… pouco mais leve, por ser restrito à comunidade. “Ué?! Outra vez?!”, repetirão. “Fazer o quê?”, respondo, já que, cada vez mais, chego à conclusão de que, para a comunidade, só mesmo à base da “martelada”! As eleições passadas não me deixa mentir, mesmo após muito “martelar”… ao menos, de minha parte.

Retomo, pois, o tema do título, por continuar a testemunhar atos de ofício que perseveram e que, na certa, podem ser as razões do possível ocaso desse ainda maravilhoso boom do karaokê. O fato do momento é o número cada vez menor de inscritos nesses concursos de forma a algumas associações terem de recorrer ao famoso tobiiri (inscrição no dia) de natsumero (músicas do passado).

Alguns anos atrás, quando ajudei a coordenar três desses concursos, ciente da postura de certos jurados, fiz questão de que cada um fosse de uma região geográfica diferente da cidade, não para eliminar protecionismos, mas, ao menos, para minimizá-los; e nunca os repetimos; além disso, solicitamos aos cantores da comissão para que não se inscrevessem, no que fomos atendidos, até porque se os fizessem, seriam os primeiros em suas categorias; etc.

Tivemos de tomar esses cuidados, por culpa do passado… e ainda do presente, razão da volta ao tema. É que, nas últimas três semanas seguidas, acabei flagrando atos explícitos desse tipo, a tal ponto de até um leigo, como eu, perceber. Ou seja, de candidatos descaradamente superiores serem prejudicados em razão de “certas” amizades, ou por serem considerados “forasteiros” em vez de convidados, além de cantores de comissão “estranhamente” contemplados… e assim por diante.

Pois é, bom seria se o espírito original do tanoshimi (diversão) renascesse, sem prejuízo ao do kyosou (competição), já que taikai (concurso). Né, não, caros jurados, cantores e comissões?!

ET: Ao contrário, outras razões para preservação de um boom tem a ver com criatividade e renovação, conforme comprova o taikai de Renato Chibana e sua comissão, fadado ao sucesso, que ocorre neste sábado e domingo, em Campinas

 


*Silvio Sano é arquiteto e escritor. E-mail: silviossam@gmail.com

 

 

 

 

 

 

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