SILVIO SANO: Atenção, eleitor!

 

Queira ou não, na hora que clicar seu voto estará criando uma relação direta e incontestável com seu candidato caso seja eleito… para o bem ou para o mal!! Para o bem, se honrar o cargo lhe conferido. Daí poderá até clamar, aos quatro ventos, que é seu parceiro. E para o mal, se, ao contrário, usar o cargo da forma como conquistaram a fama que têm. Daí terá de aceitar ser clamado de cúmplice.

Mas o ato de votar não se restringe apenas a essa relação. É muito mais abrangente. O ato consciente é uma demonstração de cidadania ao seu vizinho, ao seu bairro, à sua cidade, ao seu Estado, ao seu País, mas principalmente a si mesmo. O contrário, o inconsciente, de votar por votar, por ser obrigatório, como muitos o fazem, é uma demonstração de aceitação da realidade que vive, de achar que o problema não é seu. Ledo engano.

Senão, vejamos. Quando vamos até a padaria, pertinho de casa, para comprar aquele delicioso pãozinho francês, o percurso pode ser bom ou ruim dependendo das condições do calçamento. Mas, de quem é a responsabilidade? Pense bem! Apesar do percurso curto, diante da nossa realidade, hoje, estamos sujeitos a ser ou não assaltados. Né, não? Isso, para não pensarmos no pior! De quem é a responsabilidade? Pense bem! Ou até atropelados, porque o semáforo quebrou ou um motorista extrapolou. De quem são as responsabilidades? Pense bem!

O pãozinho nos espera, mas há riscos para o trazermos para casa, ainda quentinho. E o que dizer do dia-a-dia? Para se ir ao trabalho, ou à escola, usufruir o lazer merecido, ir a um restaurante, baile, karaokê, etc., os percursos são maiores ainda e a variedade de riscos se amplia.

Pois é, seu “dedo” também está presente em todas essas circunstâncias… para o bem ou para o mal, como parceiro, ou cúmplice, por suas escolhas anteriores. Por isso, não despreze seu voto. Valorize-o… e a si mesmo!

Aquele simples clicar na urna eletrônica é, na verdade, um valioso ato de cidadania. Habitue-se a ele. Habitue-se a ser cidadão… até para passar a acreditar que ao sair de casa para ela retornará “inteiro”… e feliz. Pense bem!

ET: Fui um dos 20 “gatos pingados” presentes ao debate do Bunkyo (SP). Verdade! 20!! O público total foi pouco mais de 80 (eu contei!). Se cada um dos 8 candidatos trouxe, ao menos, 2 assessores, mais familiares e amigos (alguns da mesa afirmaram isso, até acenaram para eles!), somados aos jornalistas (de todo o Brasil!, como tiveram a ousadia de afirmar) e diretores da entidade, minha conta está certa. Né, não? Daí, pergunto: Qual foi a finalidade do debate? Qual o papel da entidade para a comunidade que representa em momentos cruciais como esses?

 


*Silvio Sano é arquiteto e escritor. E-mail silviossam@gmail.com

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