COMUNIDADE: ABJICA comemora 30 anos com lançamento de livro de memórias

 

Considerada “o braço” – e também a voz – da Jica (Japan International Agency Cooperation), a ABJICA – Associação dos Bolsistas Jica – realizou no último dia 20, no Auditório “Augusto Ruschi” da Secretaria do Meio Ambiente (zona Oeste de São Paulo), cerimônia de lançamento do livro “Memórias da ABJICA – 30 Anos de História”. Estiveram presentes o representante-chefe do Escritório da Jica no Brasil, Satoshi Murosawa; o cônsul interino do Japãoem São Paulo, Hiroaki Sano; o secretário adjunto do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Rubens Rizek (representando o governador Geraldo Alckmin); o presidente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Otávio Okano, e o deputado federal Junji Abe (PSD-SP), além do vereador de São Bernardo do Campo, Hiroyuki Minami (PSDB), e o ex-presidente da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, professor Kokei Uehara, entre outros.

 

Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, deputado Junji Abe chamou ao palco familiares do presidente da ABJICA (foto: Jiro Mochizuki)

 

Na ocasião, foram prestadas homenagens a Hiro Lia Okayama (in memorian) – considerada a “madrinha da ABJICA” – e Hirokazu Sasaki, além de todos os ex-presidentes: Alberto Tomita, José Ignácio Sequeira de Almeida, Seigo Tsuzuki, Toshi-ichi Tachibana e a atual vice-presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya, que presidiu a associação de 2002 a 2006.

 

Presidente da CETESB entrega placa a Harumi Goya, ex presidente da ABJICA (foto: Jiro Mochizuki)

 

O atual, o engenheiro agrônomo Guenji Yamazoe, foi homenageado pela Jica e pelo deputado federal Junji Abe, que entregou uma placa em nome do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, do qual é o atual presidente.

Com tiragem de dois mil exemplares, o livro comemorativo traz mensagens do governador Geraldo Alckmin, do cônsul geral do Japãoem São Paulo, Noriteru Fukushima e do representante-chefe da Jica no Brasil, Satoshi Murosawa, além de depoimentos de bolsistas.

 

Representante chefe da Jica no Brasil homenageia Guenji Yamazoe (foto: Jiro Mochizuki)

 

 

Timidez – O projeto, ponto alto das comemorações dos 30 anos da ABJICA, começou a ser elaborado no final de 2012. “Assumimos um compromisso perante a cúpula da Jica que não tinha mais volta”, lembra Yamazoe, afirmando que ficou impressionado com os primeiros depoimentos dos bolsistas. “Percebemos que não se tratavam de freqüentadores assíduos das nossas reuniões, uma indicação que o espírito da ABJICA está vivo entre os cerca de 1400 associados, embora somente 200 participem ativamente”, disse Yamazoe, acrescentando que, inicialmente, a obra será distribuída entre os associados e posteriormente às instituições e entidades públicas. “Trata-se do primeiro passo para que possamos comemorar nosso Jubileu de Ouro em2034”, destacou Yamazoe.

Para Otávio Okano, “se existe algum órgão que se beneficiou desta parceria ao longo destes 30 anos, este órgão foi a Cetesb, que nesse período enviou mais de 100 técnicos ao Japão para serem capacitados com recursos do governo japonês”. “Capacitação essa que possibilitou o crescimento da Cetesb em seus 46 anos de existência”, afirmou o presidente da Cetesb.

Tanto o cônsul Hiroaki Sano como o deputado Junji Abe destacaram em suas falas a atuação da Jica no país, como nos casos da Usiminas e do Prodecer – Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento Agrícola dos Cerrados, e especificamente no Estado de São Paulo, o projeto de recuperação do Rio Tietê. Hiroaki Sano disse que as contribuições ajudaram e muito não só desenvolvimento do Brasil como também fortaleceram as relações entre os dois países. No entanto, conta Sano, a Jica é muito “tímida” para divulgar suas ações. “Felizmente, a ABJICA tem desempenhado esse papel de disseminar o trabalho da Jica”, explicou o cônsul.

 

ONU melhorada – Já Satoshi Murosawa lembrou que a Jica recebe, anualmente, cerca de 200 bolsistas brasileiros. “Até 2012, mais de nove mil receberam treinamento da Jica e, destes, cerca de dois mil são associados da ABJICA. “Ficamos felizes em saber que os conhecimentos estão sendo aplicados no país, contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e ajudando a fortalecer as relações entre os dois países”, destacou o representante-chefe da Jica no Brasil, que citou, em especial, a parceria entre a Jica e a ABJICA em 2012, um ano após a tragédia de 11 de março no Japão e do deslizamento de terra no Rio de Janeiro e que resultou num evento conjunto sobre prevenção de desastres.

 

O secretario adjunto do Meio Ambiente, Rubens Rizek (foto: Jiro Mochizuki)

 

Último a discursar, o secretário adjunto do Meio Ambiente se referiu à Jica como “uma espécie de ONU melhorada”. “O que a Jica fez em São Paulo foi algo sem paralelo”, disse Rizek.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

 

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