COMUNIDADE: Cônsul Kazuaki Obe se emociona durante homenagem na Câmara Municipal

Simples, humana e muito, muito emocionante. A cerimônia de entrega do Titulo de Cidadão Paulistano ao cônsul geral do Japão em São Paulo, Kazuaki Obe, realizada nesta sexta-feira (15), no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, não poderia ter sido diferente. O clima foi, sim, de despedida. Não de um funcionário diplomático do governo japonês. Mas de uma pessoa que a comunidade aprendeu a gostar e se tornou próximo. Em parte, pela sempre simpática consulesa Eiko Obe.

 

José Maria Mastres Manso, Aurélio Nomura, Keiko Ota, Eiko Obe, Kazuaki Obe, Jooji Hato e Junji Abe (foto: Aldo Shiguti)

 

A consulesa Eiko Obe (foto: Aldo Shiguti)

Recém-chegada ao país, Eiko Obe começou a conquistar a admiração da comunidade quando, ainda em agosto de 2009 – durante a inauguração do Centro de Assistência Social Enkyo, deixou a timidez de lado para cantar, em português, o hino nacional brasileiro. Cena que se repetiria dias depois, na abertura da 18ª Expo Aflord, em Arujá. E em praticamente todos os eventos em que o hino nacional era entoado.

São passagens que certamente deixarão saudades na comunidade. Como discursaram o deputado estadual Jooji Hato (PMDB) e o deputado federal Junji Abe (PSD-SP), o vereador Aurélio Nomura (PSDB), proponente da solenidade, “marcou um golaço” com a homenagem.

Além de Jooji Hato e Junji Abe, compuseram a mesa o cônsul geral da Espanha, José Maria Matres Manso, a deputada federal Keiko Ota (PSB-SDP), o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kihatiro Kita; o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Akinori Sonoda; o presidente do Enkyo (Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo), Yoshiharu Kikuchi; o presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani; e o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Masaki Kondo, além do homenageado e do autor da homenagem.

 

Kazoshi Shiraishi, Tadakuni Yasunaga, Kazuaki Obe e Aurélio Nomura (Aldo Shiguti)

 

Estiveram presentes Paulo Yokota, economista, ex-professor da USP, ex-diretor do Banco Central do Brasil, ex-presidente do Incra; o ex-deputado estadual Hatiro Shimomoto; o presidente da Sociedade Beneficente Casa da Esperança “Kibô-no-Iê”, Jairo Uemura; o presidente da Assistência Social Dom José Gaspar “Ikoi-no-Sono”, Reimei Yoshioka; o presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Registro, Kuniei Kaneko; o presidente da Fenivar (Federação das Entidades Nikkeis do Vale do Ribeira) e Uces (União Cultural e Esportiva Sudoeste), Toshiaki Yamamura; o presidente da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), Hirofumi Ikesaki; e o presidente da Associação Cultural de Mogi das Cruzes, Kiyoji Nakayama, além de Tadakuni Yassunaga, que acabou dividindo as atenções com a consulesa Eiko Obe.

 

O artista plástico Yutaka Toyota cumprimenta o cônsul (foto: Aldo Shiguti)

 

Embaixador – Em seu discurso, o presidente do Bunkyo destacou que a cerimônia “traduz plenamente o sentimento que temos em relação ao cônsul Kazuaki Obe”. “Desde que assumiu sua função de cônsul geral do Japão em São Paulo, em janeiro de 2009, e sempre acompanhado da consulesa, Eiko Obe, o cônsul Kazuaki Obe não descansou um dia para poder cumprir com esmero sua função”.

O presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita (foto: Aldo Shiguti)

Segundo Kita, ao longo desses três e meio de convivência, “guardamos passagens para serem lembradas”. “Como a angústia e sofrimento que vimos em seus olhos quando do trágico tsunami e com o gesto de gratidão diante da solidariedade do povo brasileiro”. “Kazuaki Obe também se dedicou a visitar mais de 100 cidades de São Paulo, do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul”, disse Kita, para quem “o tempo passou muito rápido”. “Já estávamos acostumados a tê-lo sempre conosco, mas é chegada a hora de retornar ao Japão. Kazuaki Obe levará consigo o título que tão bem representa a nossa gratidão a sua pessoa”, concluiu.

 

Yoshiharu Kikuchi (foto: Aldo Shiguti)

 

Já o presidente do Enkyo, Yoshiharu Kikuchi, ressaltou a “discrição” e, ao mesmo tempo, a participação ativa do cônsul nas atividades da comunidade. “O casal sempre se preocupou em conhecer pessoalmente todos os locais bem como incentivou e colaborou, em especial, com ações na área da saúde”.

 

 

 

 

O presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani (foto: Aldo Shiguti)

 

Para o presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani, a entidade “deve muito ao cônsul pelo apoio que ele sempre deu para que pudéssemos transmitir um pouco mais da cultura japonesa para cerca de três mil jovens”. “Participei pessoalmente de encontros e eventos e posso testemunhar a sua dedicação para a integração entre os dois países”, destacou Nakatani. “O casal Kazuaki Obe e Eiko Obe vai deixar saudades. Vamos ficar com uma sensação de vazio, mas desejamos muito sucesso em sua carreira e torcemos para que ele retorne brevemente como embaixador do Japão no Brasil”.

 

 

 

O deputado estadual Jooji Hato (foto: Aldo Shiguti)

 

O deputado estadual Jooji Hato destacou a personalidade “ímpar” e “simpática” enquanto a deputada federal Keiko Ota afirmou que não esquecerá os exemplos de “docilidade”, “sorridente” e “presteza”. “Foram momentos de grande aprendizado de como deve ser um ser humano nota mil”.

A deputada federal Keiko Ota (foto: Aldo Shiguti)

 

 

O deputado federal Junji Abe (foto: Aldo Shiguti)

 

 

Quebrando a tradição – Junji Abe lembrou que, “tempos atrás, tínhamos – e também a população – um certo distanciamento pela importância das figuras representativas de um cônsul”. “No entanto, o Kazuaki Obe e a Eiko Obe quebraram essa tradição nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”. “Sem demérito nenhum a outros cônsules, somos testemunhas que este casal estendeu seu abraço caloroso à população brasileira”.

 

 

O cônsul espanhol José Maria Matres Manso (foto: Aldo Shiguti)

O cônsul espanhol, José Maria Matres Manso, destacou a importância da homenagem e afirmou sentir orgulho em poder participar da cerimônia. “Não se tratam apenas de colegas, mas também de amigos excepcionais. Lembro quando eu e minha esposa chegamos em São Paulo. O cônsul Kazuaki Obe e a consulesa Eiko Obe foram os primeiros colegas do copor consular a oferecer hospitalidade e amizade, uma relação que permanece até hoje”, destacou o cônsul espanhol.

José Maria Manso lembrou que serviu na Embaixada da Espanha no Japão, oportunidade em que pode conhecer “um pouco mais a fundo o povo e os costumes japoneses”. “Eu e minha esposa ficamos apaixonados pelo país, um exemplo de força e cortesia. Aprendemos a admirar o Japão por sua valentia, demonstrada diante de tantas adversidades, principalmente depois do desastre de Fukushima. Com coragem, união e dedicação, o Japão deu um exemplo a ser seguido”, disse o cônsul, que destacou ainda as relações “estreitas” entre Espanha e o Japão. Como Nakatani, José Maria Manso também fez coro para que Kazuaki Obe se torne embaixador. “Mas na Espanha”, ponderou.

 

O vereador Aurélio Nomura (foto: Aldo Shiguti)

 

Nervosismo – Para o proponente da homenagem, o vereador Aurélio Nomura, a cerimônia era também uma forma de homenagear “o povo japonês”. “Primeiro, pelos ancestrais que aqui vieram. E, depois, pela amizade, e, principalmente, pelo estreitamento dessa amizade”, justificou. Segundo o vereador, o Brasil recebe muitos investimentos japoneses. “Investimentos esses que ajudam a melhor fluir o trânsito e no vazamento de água nos encanamentos”, afirmou. Uma homenagem pelo que representa o próprio cônsul, uma pessoa excepcional e que incorporou o ritmo paulistano”.

 

Cônsul Kazuaki Obe (foto: Aldo Shiguti)

Antes de iniciar seu discurso, Kazuaki Obe não escondeu seu nervosismo. Olhando para a plateia, disse que cada um dos presentes lhe trazia uma lembrança, impossível de contar a todos. Agradeceu a Tadakuni Yassunaga, de 91 anos, que saíra de Promissão em companhia do filho, Kazunori Yassunaga, especialmente para prestigiar a cerimônia.

Aliás, Tadakuni Yassunaga acabou “roubando a cena” quando o cônsul lembrou de um encontro realizado em Promissão, em abril de 2010, quando ficou sabendo da história de Shuhei Uetsuka, “o pai da imigração japonesa”.

 

“O Tadayuki Yassunaga me chamou, sério, e disse que tinha um pedido para fazer: transmitir a luta de Shuhei Uetsuka. Naquela hora, estremeci. É como se o espírito de Shuhei Uetsuka tivesse me tocado através de suas palavras. Shuhei Uetuska faleceu em 1935 e 77 anos depois, o Tadakuni Yassunaga transmitindo o espírito do pioneiro que nunca desiste, que abriu caminho onde não existia e desbravou uma terra selvagem. Vou lembrar para sempre este espírito de luta dos imigrantes”, contou o cônsul, que se emocionou ao falar de Eiko Obe.

 

Homenageado Kazuaki Obe (foto: Aldo Shiguti)

Companheira – “Neste momento tão importante em minha vida, não poderia deixar de mencionar uma pessoa que sempre me acompanhou em todos os momentos, e que sem ela não teria atingido os meus objetivos durante a minha missão em São Paulo: a minha esposa. Levo-a sempre comigo em eventos oficiais porque ao seu lado consigo entoar o Hino Nacional Brasileiro, pois ela sabe decor e salteado toda a letra do hino. Hoje, inclusive, é a data de seu aniversário”, disse o cônsul, visivelmente emocionado.

No cargo desde novembro de 2008, Obe agradeceu a iniciativa e disse que jamais imaginou receber “esse prestigioso título”. “É algo de grande honra para mim, e sinto o carinho da comunidade nipo-brasileira. Recebo essa homenagem com imensa felicidade e profundo agradecimento”, declarou Obe, que agradeceu “profundamente a meus familiares, professores, amigos, enfim, a todas as pessoas que até hoje me deram apoio e suporte em minha vida”. “Sou grato à sociedade brasileira, à colônia nipo-brasileira e aos inúmeros amigos pela calorosa hospitalidade e por ter nos recebido sempre de braços abertos”, afirmou.

(Aldo Shiguti)

 

André Korosue, Hirofumi Ikesaki e Kazuaki Obe (foto: Aldo Shiguti)

 

 

Leia o discurso (original) do cônsul Kazuaki Obe:

 

“Receber esta homenagem de Cidadão Paulistano na data de hoje é uma grande honra e também, uma imensa felicidade. É uma honraria inesperada que jamais imaginei receber ao chegar a São Paulo. É como um sonho. 

 

Agradeço profundamente esta homenagem concedida pelo Excelentíssimo Senhor Vereador José Police Neto, Presidente da Câmara Municipal, por iniciativa do Excelentíssimo Senhor Vereador Aurélio Nomura com apoio da sociedade brasileira e a comunidade nipo-brasileira como demonstração de grande amizade e carinho.

 

Eu e minha esposa guardaremos este memorável momento para sempre em nossos corações.

 

Eu gostaria de, nesta oportunidade, expressar o meu profundo respeito e admiração pela história dos imigrantes japoneses que chegaram a este país há mais de 100 (cem) anos.

Nestes 3 anos e meio (três anos e meio) de missão como Cônsul Geral  em São Paulo, tive a oportunidade de visitar mais de 100 cidades e suas colonias nos Estados de São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

Em setembro de 2009 (dois mil e nove), realizei a minha primeira visita à cidade de Araçatuba para participar do 50º (quinquagésimo) aniversário de fundação da Federação das Associações Culturais Nipo-Brasileiras de Noroeste.

Naquela ocasião, tomei conhecimento de que a região é considerada a terra natal dos imigrantes japoneses, e acredito que fui tocado pela alma e a essência daqueles imigrantes que já se foram, mas que continuam descansando nas imensas terras brasileiras. Assim iniciei uma série de visitas.

Dentre as minhas viagens, existe um episodio que desejo relatar.

Em abril de 2010, visitei a Cidade de Promissão no interior do estado de São Paulo. Na ocasião, participei de um encontro com os representantes nipo-brasileiros daquela região, e um dos participantes, o Senhor Tadakuni Yasunaga, hoje com 91 anos, de repente se levantou e com diligência disse:

“Tenho um pedido, Senhor Cônsul Geral. Por favor, ajude a transmitir o espírito de luta do Uetsuka Sensei às futuras gerações.”

Contou-me, então, que aos 14 anos encontrou-se com Shuhei Uetsuka antes de seu falecimento, em 1935, num hospital na cidade de Lins, que segurou fortemente as suas mãos e repetiu por diversas vezes para que ele se esforçasse em transmitir o espírito de luta: “Gambattekure”, “Gambattekure”, “Gambattekure”!!

Por ser demasiadamente jovem na época, não entendeu claramente o significado de suas palavras, entretanto, naquele momento com o semblante profundamente sério e concentrado, pedia que eu cooperasse em transmitir às gerações futuras o espírito de luta do Uetsuka Sensei. Ao ouvir aquelas palavras, o meu coração foi tocado e fui tomado por um sentimento de profunda emoção que me fez estremecer. Era como se o espírito de Shuhei Uetsuka, conhecido como pai dos imigrantes japoneses, tivesse me tocado através das palavras do Senhor Yasunaga.

Acredito que o espírito de luta de Shuhei Uetsuka possui dois significados: proteger e apoiar os imigrantes japoneses e nunca desistir, mesmo diante de grandes adversidades. Shuhei Uetsuka dedicou a sua vida à felicidade e à prosperidade dos imigrantes japoneses que lutaram e conquistaram terras abrindo caminhos onde não existiam, e com os quais uniu forças para criar a base para construir a Colonia Itacolomy. Creio que graças a esse espírito de luta, a comunidade japonesa prosperou em terras brasileiras, refletindo, consequentemente, na prosperidade deste país.

Dizem que morava num casebre de madeira bruta, muito humilde e provisória. Após 10 anos de luta, quando a colônia atingiu certa estabilidade, os próprios moradores se ofereceram em construir uma nova casa, mas Shuhei Uetsuka recusou a oferta por ainda ter muito a ser construído naquela colonia, como pontes e outras construções que visam o bem da comunidade.

Expresso aqui o meu profundo respeito a Shuhei Uetsuka por sua história de vida, e também ao Senhor Yasunaga, que por 75 anos esforçou-se para transmitir o espírito de luta de Uetsuka.

Shuhei Uetsuka imigrou ao Brasil duas vezes, uma em 1908 e outra em 1917. Por incrível coincidência, hoje, 15 de junho, é o dia em que ele desembarcou pela segunda vez a este país, há exatamente 95 anos.

Gostaria que este fato ficasse registrado na história, por isso tomo a liberdade de apresentar essa passagem a todos os senhores aqui presentes. Nutro um desejo sincero de não só divulgar esse episodio heroico da história da imigração japonesa, mas que ela possa ser contada de geração a geração para a perpetuação desse espírito de luta.

 

Eu e minha esposa partiremos de São Paulo no final de junho e retornaremos ao Japão. No entanto, esta cidade que tanto amamos permanecerá eternamente em nossos corações.

Agradeço profundamente a meus familiares, professores, amigos, enfim, a todas as pessoas que até hoje me deram apoio e suporte em minha vida. Sou grato à sociedade brasileira, à colônia nipo-brasileira e aos inúmeros amigos pela calorosa hospitalidade e por ter nos recebido sempre de braços abertos.

Desejo do fundo de meu coração muita saúde e felicidade a cada um dos participantes aqui presentes.

Neste momento tão importante em minha vida, não poderia deixar de mencionar uma pessoa que sempre me acompanhou em todos os momentos, e que sem ela não teria atingido os meus objetivos durante a minha missão em São Paulo: a minha esposa. Levo a sempre comigo em eventos oficiais porque ao seu lado consigo entoar o Hino Nacional Brasileiro, pois ela sabe decor e salteado toda a letra do hino. Hoje, inclusive, é a data de seu aniversário.

Ainda tenho muito a dizer, no entanto agora só tenho uma palavra que é:

Muito obrigado, Colônia!

Muito obrigado, Brasil!

Muito Obrigado, São Paulo!

Viva o Brasil!

Viva o Japão!

Muito obrigado”

 

Kazuaki Obe e Eiko Obe conversam com o cônsul da Espanha (foto: Aldo Shiguti)

 

 

RAIO –X

 

Natural da Província de Kanagawa (Japão), Kazuaki Obe nasceu em 15 de outubro de 1952. Economista formado pela Faculdade de Economia da Universidade Soka, Kazuaki Obe ingressou no Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão em abril de 1975. Atuou como diretor-adjunto da Segunda Divisão da América Latina e do Caribe (1987); diretor-adjunto da Divisão de Cooperação Multilateral (1989); primeiro secretário da Embaixada do Japão na Argentina (1991); e primeiro secretário da Embaixada do Japão na Austrália (1993).

Também foi conselheiro da Secretaria de Gabinete, Seção de Política Interna (1995); diretor de Operações do Instituto de Formação de Pessoal do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1997); diretor da Divisão de Cooperação para o Desenvolvimento do Departamento de Cooperação Econômica (1999); e diretor da Divisão de Cooperação Técnica do Departamento de Cooperação Econômica.

Em agosto de 2000, foi designado conselheiro da Embaixada do Japão na Arábia Saudita e em julho de 2002, ministro da Embaixada do Japão na Argentina. Foi diretor de Planejamento e Coordenação da Japan International Cooperation Agency (Jica) até ser designado cônsul-geral do Japão em São Paulo, em novembro de 2008.

 

O cônsul e a consulesa com os amigos (foto: Aldo Shiguti)

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2 Comments

  1. Pingback: Cônsul Kazuaki Obe se emociona durante homenagem na Câmara Municipal « Família Yassunaga

  2. Como filha de esforçados imigrantes japoneses,terminei a leitura… bem emocionada. A narrativa e fotos do jornalista Aldo Shiguti san revelou a bela Homenagem ao Cônsul Kazuaki Obe, por iniciativa do Vereador Aurélio Nomura. Muito lindas as declarações do ilustre homenageado sobre a presença constante e carinhosa da esposa, Consulesa Eiko Obe, e de enaltecer a batalha de Shuhei Uetsuka e Tadakuni Yasunaga. Felicidades a todos, com admiração!! Teruko Okagawa Monteiro/Rio de Janeiro.

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