COMUNIDADE: Festival busca voluntários e novos parceiros para venda de ingressos

Depois de roer o osso, chegou a hora de saborear o filé. É mais ou menos com essa sensação que o Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil) convocou a imprensa nipo-brasileira no último dia 1º de abril, uma sexta-feira, no escritório da entidade, no prédio do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), no bairro da Liberdade, em São Paulo, para anunciar a quantas andam os preparativos para a 19ª edição do Festival do Japão, que este ano será realizado de 8 a 10 de julho, no  São Paulo Expo Exhibition & Convention Center (antigo Centro de Exposições Imigrantes), na zona Sul de São Paulo.

 

Jurandir Silva, gerente de operações do SP Expo (4º, no sentido horário) mostra obras à Comissão Executiva do 19º Festival do Japão. Foto: divulgação.

Jurandir Silva, gerente de operações do SP Expo (4º, no sentido horário) mostra obras à Comissão Executiva do 19º Festival do Japão. Foto: divulgação.

 

A entrevista aconteceu um dia após a Assembleia Geral Ordinária do Kenren, que definiu Yasuo Yamada como novo presidente da entidade e efetivou Toshio Ichikawa como presidente da Comissão Executiva.

Não que este ano a organização do Festival do Japão esteja mais “tranquila”. Longe disso. Mas depois de pegar a mudança de administradores do espaço, que passou a ser controlado pelo grupo francês GL events, e ter realizado a edição do ano passado “sob reforma”, o evento deste usufruirá das comodidades do novo complexo arquitetônico.

A previsão da GL era investir cerca de R$ 300 milhões até o final de 2017 em obras de modernização do espaço, reforma do pavilhão existente de 40 mil m² e construção de 50 mil m² de área de exposição e 10 mil m² de centro de convenções, além da construção de um edifício garagem com 4,7 mil vagas (o maior estacionamento coberto do Brasil). A modernização inclui climatização e wi-fi.

Os visitantes poderão notar as mudanças antes mesmo de entrar no novo espaço. Para evitar aqueles intermináveis congestionamentos que se formavam na Rodovia dos Imigrantes, principalmente aos domingos – impossibilitando muita gente de chegar até o local – foram construídas novas vias de acesso.

 

Estacionamento – Até lá, também estarão disponíveis todas as vagas do estacionamento, além de áreas exclusivas para ônibus e, se for necessário, bolsões de estacionamento. Internamente, também haverá mudanças. E, como explica Ichikawa, para melhor.

Para quem foi no ano passado, uma das alterações mais significativas será o local do palco principal, que este ano ficará no mesmo nível da praça de alimentação, ou seja, não será mais preciso acessá-lo via escadas.

De acordo com Ichikawa, aliás, a praça de alimentação ficou mais “arredondada”. Com isso, a área ganhou mais mil lugares em relação ao ano passado, com mais mesas, cadeiras e bancadas.

 

Participação de voluntários é essencial para o sucesso do festival. Foto: Aldo Shiguti

Participação de voluntários é essencial para o sucesso do festival. Foto: Aldo Shiguti

 

Voluntários – A gastronomia também será dividida da área de exposições pelos Espaços Criança e Terceira Idade. A ideia, segundo Ichikawa, é padronizar os kenjninkais para facilitar a identificação pelos visitantes. Na entrada de cada corredor serão colocados banners com nome e número de cada estande de província.

“Em 2015 já fizemos isso, mas este ano colocaremos mais alto para não atrapalhar a visão dos visitantes”, explica Ichikawa, lembrando que uma das preocupações constantes do Kenren nos últimos anos tem sido a de mobilizar o maior número possível de voluntários não só para trabalharem para o próprio Festival como também para melhorarem o atendimento ao público nos estandes dos kenjinkais.

No ano passado, conta, quatro associações deixaram de participar por falta de pessoal. “Por isso, estamos convocando voluntários desde já”, diz Ichikawa, acrescentando que os interessados podem se cadastrar no site do Festival do Japão (www.festivaldojapao.com/voluntarios).

“Sempre tenho dito que o Festival do Japão não é do Kenren, mas de todos os kenjinkais e para isso é preciso que haja participação de todos”, destaca Ichikawa, afirmando que no ano passado já houve uma maior conscientização nesse sentido.

 

No ano passado, não bastassem as obras, ainda choveu. Foto: Aldo Shiguti.

No ano passado, não bastassem as obras, ainda choveu. Foto: Aldo Shiguti.

 

Novos pontos de venda – Além de voluntários, a Comissão Executiva também está buscando novos pontos de venda de ingressos antecipados. Ichikawa explica que podem ser lojas, restaurantes e comércios em geral, que possam apoiar o Kenren vendendo os ingressos antecipados para o Festival do Japão 2016.

“Estamos procurando novos pontos principalmente no interior e em outros Estados”, revela Ichikawa, antecipando que a meta é aumentar o público em cerca de 10% em relação ao ano passado o que, consequentemente, elevaria também a receita do Festival.

“Estamos trabalhando, e isso foi exposto na reunião com os presidentes, com o pior cenário que poderemos ter pela frente. Isto é, estamos trabalhando com a dificuldade de captar recursos através da Lei Rouanet. O projeto já foi aprovado como merecedor de incentivo, mas ainda não saiu o valor e nem sabemos de quanto será esse montante. Um aspecto positivo é que nossos principais parceiros vão continuar, mesmo quepara isso tenham que diminuir a cota de patrocínio. Isso mostra que o Festival do Japão já tem um certo valor de imagem”, justifica Ichikawa, revelando que este ano o Festival do Japão deve iniciar com um prejuízo na casa dos R$ 200 mil.

 

Este ano, tema será ‘Cultura e Esporte - Uma vida saudável”. Foto: Aldo Shiguti.

Este ano, tema será ‘Cultura e Esporte – Uma vida saudável”. Foto: Aldo Shiguti.

 

Público – “No ano passado foi mais ou menos assim e, no final, conseguimos igualar”, lembra. Uma das formas de equilibrar receitas e despesas, explica Ichikawa, será reajustando o valor dos ingressos, que passarão a custar R$ 20,00 (antecipado) e R$ 23,00 (na bilheteria) contra R$ 15,00 e R$ 18,00, respectivamente, praticados no ano passado. “Se conseguirmos aumentar o número de visitantes, que no ano passado ficou bastante prejudicado por causa da chuva e da reforma, em pelo menos 10%, estaremos recuperando parte do público de 2014”, diz Ichikawa, lembrando que este ano a economia do país está ainda pior do que em 2015.

“Não sabemos ainda que impacto isso poderá ter no público do Festival. No ano passado tivemos uma queda de cerca de 20% em relação ao público médio das edições anteriores e se recuperarmos parte disso já será positivo”, conta Ichikawa, lembrando que em 2015, mesmo com todas as dificuldades a 18ª edição do Festival do Japão recebeu cerca um público estimado de cerca de 150 mil visitantes.

 

ALDO SHIGUTI

ALDO SHIGUTI

Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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