COMUNIDADE: Homenagens marcam os 60 anos da Aliança Cultural Brasil-Japão

Uma sessão solene realizada no último dia 18 na Câmara Municipal de São Paulo encerrou as comemorações dos 60 anos de fundação da Aliança Cultural Brasil Japão, instituição referência no ensino das artes e da língua japonesa. Convocada pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB), que também preside do Conselho Superior da ACBJ, a cerimônia contou com a presença do cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae; do diretor geral da Fundação Japão, Yoo Fukazawa; do presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio e da presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya, além de Anselmo Nakatani e Jo Tatsumi, ex-presidentes da instituição.

 

Homenagens marcam cerimônia dos 60 anos da Aliança Cultural Brasil-Japão na Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Aldo Shiguti

Homenagens marcam cerimônia dos 60 anos da Aliança Cultural Brasil-Japão na Câmara Municipal de São Paulo. Foto: Jiro Mochizuki

 

A solenidade teve como ponto alto homenagens a associados e membros do Conselho Superior – entre eles o professor Rafael Almir Marcial Tramm (com 43 anos de filiação), o desembargador Jo Tatsumi (com 38 anos de filiação), o vereador Aurélio Nomura (com 20 anos de filiação) e Anselmo Nakatani (com 17) –; professores de língua japonesa – destaque para Alice Sanae Tsuchiya (com 39 anos de tempo de serviço) –; professores de artes – como Mari Kanegae (com 31 anos de tempo de serviço) – e funcionários, além de homenagens especiais à Fundação Japão e a Fundação Kunito Miyasaka. Na ocasião, foram apresentadas também a nova revista, Japan Go, e a nova campanha publicitária da instituição.

 

Presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Yokio Oshiro recebe homenagem de Aurélio Nomura. Foto: Aldo Shiguti

Presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Yokio Oshiro recebe homenagem de Aurélio Nomura. Foto: Jiro Mochizuki

 

Além das homenagens, os convidados, que lotaram o Salão Nobre foram brindados com as apresentações de koto, com a professora Tamie Kitahara, e de shakuhachi, com o músico Shen Ribeiro. A Camerata de Cordas sob regência do maestro Ricardo Fukuda, e o Coral da Aliança, com a professora Miriam Otachi, também abrilhantaram o evento. O ator e apresentador Kendi Yamai conduziu a cerimônia.

 

Autoridades e convidados presentes na cerimônia na CMSP. Foto: Aldo Shiguti

Autoridades e convidados presentes na cerimônia na CMSP. Foto: Jiro Mochizuki

 

Kanreki – Proponente da homenagem, Aurélio Nomura destacou a importância de comemorar a data na Câmara Municipal de São Paulo. “Hoje é um marco para nós e estamos extremamente honrados. Ao comemoramos os 60 anos da Aliança, estamos comemorando também todo um trabalho que teve início com o poeta Guilherme de Almeida, o príncipe dos poetas e entusiasta do haicai”, disse Nomura, acrescentando que, “desde então, a ACBJ vem contribuindo para a difusão da cultura japonesa, seja através do ensino da língua japonesa seja através da transmissão das mais diversas formas de artes trazidas pelos imigrantes, como o origami, mangá, ikebana e cerimônia do chá”.

 

Aurélio Nomura: “Um marco para todos nós”. Foto: Jiro Mochizuki

Aurélio Nomura: “Um marco para todos nós”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Líder da bancada do PSDB na Câmara Muncipal, Nomura lembrou ainda o significado da data para os japoneses. “Os japoneses chamam de kanreki, literalmente o retorno ao calendário, pois o sexagésimo ano de vida completa o ciclo zodiacal. Portanto, a Aliança Cultural Brasil Japão começa a escrever uma nova história que continuará sendo de grande sucesso com a construção do Centro Cultural em Pinheiros. A partir de agora a Aliança começa a escrever uma nova história que, sem dúvida, será de muito sucesso”, afirmou o vereador.

 

Harumi Goya, presidente do Bunkyo. Foto: Jiro Mochizuki

Harumi Goya, presidente do Bunkyo. Foto: Jiro Mochizuki

 

Para Harumi Goya, “a Aliança, bem como o Bunkyo, nasceu num período marcante da imigração japonesa”. “Em um momento de consolidar a base no pós-guerra”, destacou Goya, acrescentando que “se hoje a dobradura de papel é conhecida por origami, devemos à dedicação dos professores da instituição”.

 

Cônsul: “Sempre buscando o crescimento”. Foto: Jiro Mochizuki

Cônsul: “Sempre buscando o crescimento”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Crescimento  – Já o cônsul Takahiro Nakamae lembrou que, no ano passado, foram comemorados os 120 anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão. “Isso significa que estes 60 anos de atuação representam a metade desta história nas relações entre os dois países. Durante este tempo, a Aliança vem se dedicando à preservação e difusão da língua japonesa e hoje ocupa um papel de liderança nessa área na América Latina”, explicou o cônsul, afirmando que a instituição sempre tem buscado o crescimento.

“Prova disso é a construção do Centro Cultural, que estamos aguardando ansiosos a sua inauguração e que certamente irá contribuir fortemente para estreitar ainda mais os laços entre os dois países”.

 

Oshiro: “É uma honra e um privilégio presidir a Aliança”. Foto: Jiro Mochizuki

Oshiro: “É uma honra e um privilégio presidir a Aliança”. Foto: Jiro Mochizuki

 

Professores – Para Yokio Oshiro, “é uma honra e um privilégio” presidir a Aliança em uma data importante não só para a cultura ocidental como também cercada de simbologia para os japoneses. “Sessenta anos são 60 anos. Estamos completando um ciclo e iniciando outro. Queríamos ter feito uma comemoração à altura da importância da Aliança. Mas, como dissemos anteriormente, não o fizemos por causa da crise e em respeito aos nossos colaboradores e funcionários. Mas graças à propositura do vereador Aurélio Nomura nós tivemos a oportunidade de celebrar esta data tão especial nesta conceituada Casa”, disse Yokio Oshiro, que elogiou a diretoria, os professores e funcionários da Aliança.

 

Jo Tatsumi, ex-presidente da instituição. Foto: Jiro Mochizuki

Jo Tatsumi, ex-presidente da instituição. Foto: Jiro Mochizuki

 

“É muito gratificante contar com uma equipe cuja diretoria está muito consciente de sua ação voluntária em prol da instituição, mas nós temos que dar ênfase ao nosso corpo de funcionários, alguns com muitos anos de serviço, em especial os professores. Costumo dizer que os professores são a imagem da Aliança. Se hoje nós temos 1500 alunos matriculados nós devemos isso, quase que na totalidade, à desenvoltura e dedicação dos professores dentro das salas de aula. São eles que dão credibilidade ao ensino da língua japonesa e das artes na Aliança”, afirmou Oshiro.

 

ALDO SHIGUTI

ALDO SHIGUTI

Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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