COMUNIDADE: Hospital Santa Cruz investe em modernidade e prevê crescimento de 15% no ‘ano da virada’

Para comemorar aquele que considera o ano da virada do Hospital Santa Cruz, o presidente da instituição, Renato Ishikawa, convocou uma coletiva de imprensa com os jornais da comunidade nipo-brasileira para apresentar os excelentes resultados obtidos em 2014 e anunciar os planos para os próximos anos. Além de Ishikawa, estiveram presentes o superintendente geral, Leonel Fernandes; o diretor técnico Júlio Shoiti Yamano; o diretor clínico Américo Kitahara e o diretor de Marketing, Léo Ota.

 

Américo Kitahara, Léo Ota, Renato Ishikawa, Leonel Fernandes e Júlio Yamano ( a partir da esquerda) (foto: Jiro Mochizuki)

Américo Kitahara, Léo Ota, Renato Ishikawa, Leonel Fernandes e Júlio Yamano ( a partir da esquerda) (foto: Jiro Mochizuki)

 

No ano em que comemora seu 75º aniversário de fundação, a mais antiga instituição de cooperação nipo-brasileira apresentou resultados animadores depois de passar por um período de turbulência. Com faturamento consolidado até novembro de R$ 178,8 milhões, o hospital deve superar a meta de faturamento projetada para este ano, de R$ 191 milhões, que representa 15% acima do obtido em 2013, de R$ 166 milhões.

“Estamos fechando no positivo desde que assumimos, em 2012”, comemora Ishikawa. Segundo ele, o resultado é reflexo do novo conceito de administrar o hospital – que prioriza a “gestão de pessoas” – e também das medidas adotadas para promover a estabilização e crescimento da rentabilidade e produtividade com a melhoria de processos, do controle de custos, da qualidade de vendas e aumento do nível de ocupação dos leitos e centro cirúrgico, que até 2011 era de 60% e passou para cerca de 90% em 2013.

 

Santa Cruz está investindo em equipamentos para se modernizar (foto: Jiro Mochizuki)

Santa Cruz está investindo em equipamentos para se modernizar (foto: Jiro Mochizuki)

 

Investimentos – A projeção atualizada é de se realizar este ano 14,2 mil cirurgias (contra 12,9 mil em 2013) e 45 mil atendimentos (39 mil no ano passado), números que se aproximam da capacidade máxima, com as instalações atuais.

Coube ao superintendente explicar os investimentos. Dos R$ 5,6 milhões, a maior parte, de R$ 3,8 milhões, foi direcionada para a aquisição de equipamentos médicos, como um aparelho de angiógrafo, mesas cirúrgicas, macas de transporte, carros de anestesia e aparelho de laser urológico, entre outros. Foram realizadas ainda reformas na UTI geral e em dez apartamentos. Também foram reativados três leitos da enfermaria e inaugurado o Centro de Reabilitação.

Ishikawa explicou que R$ 1,8 milhão foram investidos em três principais obras, entre elas a que a direção considerava “a pedra no sapato” da infraestrutura: a instalação de três novos geradores de energia com 75 kvas. Movida a diesel, a miniusina é capaz de abastecer o hospital durante uma semana em caso de interrupção no fornecimento de energia elétrica.

Outro grande investimento foi a perfuração de um segundo poço artesiano, com cerca de 300 metros de profundidade capaz de produzir de 560 m³ de água por mês. “Só pagamos o esgoto para a Sabesp”, destaca o superintendente, acrescentando que outra obra complexa foi a construção de um elevador no ambulatório. “Estamos apenas aguardando o alvará da Prefeitura para colocá-lo em funcionamento”, afirmou Leonel.

 

Dívida – “Como ninguém vive apenas de boas notícias”, Renato Ishikawa lembrou que a dívida bancária, que atualmente encontra-se na casa dos R$ 35 milhões, “continua sendo um item importante”.

“Tomamos uma importante decisão estratégica de renegociá-la com nossos principais credores e, de certa forma, ela está controlada, ou seja, não diminui mas também não aumenta”, disse. Segundo Leonel, o hospital paga por mês “apenas” os juros, entre R$ 600 e 800 mil.  “O hospital está precisando se modernizar e nossa prioridade é direcionar os recursos para investimentos, como a aquisição de equipamentos,  oferecenedo assim mais conforto tanto para pacientes como para os médicos”, explica Ishikawa, lembrando que “estamos em crescimento e nos preparando para um mercado cada vez mais competitivo”.

De olho nesse crescimento, Ishikawa disse que solicitou um Plano Plurianual traçado com o objetivo de, em cinco anos o Santa Cruz possa se tornar um hospital de referência. “Para 2015 estamos prevendo um crescimento entre 15% e 20% sobre o faturamento deste ano. Nossa preocupação é que atingiremos um ponto máximo, ou por estrangulamento ou por falta de espaço físico. A ideia do plano, denominado Inova 10, é mostrar como será o hospital daqui a cinco anos e contemplar a ampliação física da instituição, mantendo o nível de excelência nas especialidades já reconhecidas”, disse Ishikawa, afirmando que a visita do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe ao Brasil também trouxe novo alento para os corredores do Santa Cruz.

Quando esteve no Brasil, o primeiro-ministro anunciou investimentos japoneses na área da saúde e citou o Hospital Santa Cruz como um dos beneficiários dessa parceria. “Estamos trabalhando forte para negociar as várias formas de cooperação com as empresas japonesas em mostrar seus produtos ao mercado brasileiro”, conta Ishikawa, afirmando que o momento do Santa Cruz é “fantástico”.

“Estamos em evidência e entre os três principais hospitais da comunidade nipo-brasileira no país. 2014 foi um ano muito bom graças à colaboração de empresas japonesas e também do governo japonês através do empenho do Consulado Geral do Japão em São Paulo. Estamos tirando o Hospital Santa Cruz do anonimato, participando de atividades da comunidade, seja em eventos como os da Associação Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono, da Sociedade Beneficente Casa da Esperança Kibô-no-Iê, e da  Assistência Social Dom José Gaspar Ikoi-no-Sono”, disse Ishikawa, lembrando que “com muito prazer e responsabilidade, atendemos quase que diariamente internos das três instituições”. “Já é uma tradição do Santa Cruz, duas vezes por ano, irmos até essas instituições para realizarmos check-ups gratuitos”.

 

 

Renato Ishikawa: " O Hospital Santa Cruz voltou a ser considerado pela comunidade nipo-brasileira" (foto: Jiro Mochizuki)

Renato Ishikawa: ” O Hospital Santa Cruz voltou a ser considerado pela comunidade nipo-brasileira” (foto: Jiro Mochizuki)

 

Diferencial – “Além disso, atendemos os sobreviventes das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki em uma parceria com o Ministério da Saúde e o governo japonês e estivemos presentes no 17º Festival do Japão, onde realizamos 1708 palestras”, destacou Ishikawa, que entre as presenças “ilustres” ao longo de 2014 destaca as visitas do embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, do general Riyuzo Ikeda e da primeira-dama do Japão, Akie Abe, “que ficou impressionada com o atendimento e conservação do hospital”.

“Primeiro e verdadeiro hospital da comunidade nipo-brasileira, o hospital Santa Cruz voltou a ser considerado pela comunidade não só por termos resgatado a credibilidade da instituição mas também pelo nosso atendimento, que é nosso diferencial”, explica Ishikawa.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

 

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