COMUNIDADE: Jurista Kiyoshi Harada prepara livro para ‘projetar a imagem’ do Bunkyo no cenário nacional

Uma obra que servirá de marco para o Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – projetar a sua imagem no cenário nacional e assim assegurar a sua continuidade histórica e geracional. Essa é a proposta da obra coletiva “Intercâmbio Cultural Brasil-Japão”, que está sendo coordenada pelo jurista Kiyoshi Harada. Inédito, o livro deve ser lançado  no final de 2016.

 

Harada: “Precisamos de colaboração para obter dados do Japão” (Foto: Arquivo/Aldo Shiguti)

Harada: “Precisamos de colaboração para obter dados do Japão” (Foto: Arquivo/Aldo Shiguti)

 

Segundo Harada, que também coordenou os livros “O Nikkei no Brasil” – que já se encontra em sua terceira edição – e “60 Anos de Bunkyo: Passado, Presente e Futuro” – lançado em março deste ano em comemoração ao 60º aniversário de fundação da entidade –, além de inúmeros títulos jurídicos, “o objetivo da obra é o de dar efetividade à principal finalidade do Bunkyo, consistente no intercâmbio cultural Brasil-Japão que é uma via de mão dupla”.

“Os principais objetivos do Bunkyo estão voltados para a área da promoção e divulgação da cultura japonesa no Brasil e da cultura brasileira no Japão, visando o fortalecimento dos laços de amizade entre os dois países. Creio que a difusão da cultura japonesa no Brasil está sendo feita a contento pela entidade ao longo de seus 60 anos de existência, mas,  a recíproca, isto é, a divulgação da cultura brasileira no Japão não está sendo feita materialmente por ausência entidades congêneres naquele país”, disse Harada, que também é o atual presidente do Conselho Deliberativo da entidade.

 

Foto: Arquivo/Aldo Shiguti

Foto: Arquivo/Aldo Shiguti

 

Bons frutos – Em entrevista ao Jornal Nippak, o jurista conta que o caminho inverso não ocorre, principalmente, pelas dificuldades de sua implementação por falta de infraestrutura no Japão. “Daí a ideia de suprir essa lacuna  por meio desta obra coletiva retratando a cultura de ambos os países,  abarcando todos os setores da atividade compreendidos no amplo conceito de cultura”, explica o jurista, acrescentando que o livro terá 41 capítulos, que serão abordados “pelos prismas da sociedade japonesa e da sociedade brasileira”.

“Ao final de cada capítulo o autor do texto fará uma apreciação crítica ante o confronto das duas realidades encontradas. Acredito que está obra coletiva, em edição ilustrada, contribuirá para maior compreensão recíproca da cultura dos dois povos amigos, resultando em bons frutos em todos os setores da atividade”, conta.

Dentre os capítulos, Harada destaca a Organização do Estado; o Sistema Educacional; o Sistema de Saúde, o Sistema de Segurança Pública, Culinária, Esportes, Artes, Energia,  Religião, Desperdício, Teatro, Cinema, Ciência e Tecnologia, Desenhos Animados.

Segundo ele, já estão confirmados adesões importantes como o sociólogo Sedi Hirano, o  ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Sydney Sanches; o ministro aposentado do STJ (Superior Tribunal de Justiça); Massami Uyeda; o presidente do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros, Shozo Motoyama; o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf e o presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Abram Szajman, além de Maria Garcia, Nagato Hara, Léo Ota, Roberto Nishio, Lili Kawamura, Érica Tamura (colaboradora do Jornal Nippak), entre outros.

 

Ajuda – “De minha parte já escrevi o texto sobre a Organização do Estado, abordando o Estado Brasileiro e o Estado Japonês, com breves considerações críticas ao final. A nossa maior dificuldade está sendo a de encontrar autores que possam abordar os temas considerando os dois lados: o brasileiro e o japonês. Muitas vezes, temos designados dois autores para o mesmo capítulo. Precisamos de colaboração de pessoas, órgãos e instituições para nos municiar com dados sobre o Japão nos diversos capítulos desta obra coletiva  para suplementar os dados da Internet e da mídia em geral”, destaca Harada.

O jurista observa que “apesar do atraso em seu lançamento, a obra faz parte dos festejos comemorativos dos 120 anos de Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão a exemplo da obra coletiva anterior, 60 Anos de Bunkyo: Passado, Presente e Futuro”.

(Aldo Shiguti)

 

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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