COMUNIDADE: Museu Histórico da Imigração Japonesa lança audioguia

A Comissão de Administração do Museu Histórico do Brasil apresentou no dia 1º de junho, a quarta e última ação do projeto aprovado pela Lei Rouanet denominado “Modernização e Acessibilidade do Museu” através do qual vem sendo executadas reformas desde 2014 como parte das comemorações dos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão.

 

Museu Histórico da Imigração Japonesa passa a contar com audioguia em três idiomas. Foto: Aldo Shiguti

Museu Histórico da Imigração Japonesa passa a contar com audioguia em três idiomas. Foto: Aldo Shiguti

 

Trata-se do audioguia, através do qual os visitantes do museu poderão visitar as instalações ouvindo – e lendo – cada seção visitada.

O projeto, orçado em R$ 400 mil, incluiu ainda a plataforma de acessibilidade para portadores de deficência física e terceira idade, entre o 8º e 9º andares (obra inaugurada em abril de 2015); reforma da circulação do oitavo andar e o catálogo do museu.

 

O presidente da Comissão de Administração do Museu, Ignácio Moriguchi, usa o audioguia. Foto: Aldo Shiguti

O presidente da Comissão de Administração do Museu, Ignácio Moriguchi, usa o audioguia. Foto: Aldo Shiguti

 

“Logo que assumimos a direção do museu, em 2012, elegemos dois alvos como prioritários: a construção de uma entrada própria para o museu a partir da rua Galvão Bueno e o audioguia”, explicou o presidente da Comissão, Ignácio Tadayoshi Moriguchi, que na coletiva de imprensa esteve acompanhando da vice-presidente, Lídia Yamashita, além de Hermes Enokihara, da agência Conosenti – responsável pelo desenvolvimento do aplicativo – e de Márcio Akamine Filho, do Departamento de Marketing da Sakura, uma das patrocinadoras do projeto, que contou também com apoio financeiro do Banco Mitsui Sumitomo e da Yakult.

A previsão era colocar os aparelhos em funcionamento ainda nesta semana. São 20 tablets com telas de 7 polegadas. Com locução e textos explicativos em três idiomas – português, inglês e japonês – os aparelhos serão disponilizados na bilheteria do museu mediante o pagamento de uma pequena taxa, cujo valor seria definido ontem à tarde.

 

Kanae fez a locução em japonês. Foto: Nikkey Shimbun.

Kanae fez a locução em japonês. Foto: Nikkey Shimbun.

Locução – São cerca de 130 textos e aproximadamente 10 horas de gravação. A locução em inglês e português ficou a cargo do profissional John S. Hill, que já presta serviços para a Conosenti. Já a locução em japonês mereceu uma preocupação extra por causa da entonação da voz.

“Não queríamos alguém que apenas lesse os textos. Queríamos alguém que transmitisse o espírito daquilo que estivesse lendo”, explicou Ignácio, acrescentando que a solução veio através do jornalista do Nikkey Shimbun, Masayuki Fukasawa, que apresentou a ex-locutora da TBS do Japão, Kanae Takecuhi.

De Buenos Aires, onde reside atualmente, ela se prontificou a gravar o aúdio gratuitamente. Todo o trabalho foi feito via Internet. “O trabalho ficou impecável”, aprovou Moriguchi, que no dia da apresentação prestou uma homenagem a Takeuchi pela “nobre ação voluntária”. Impossibilitada de estar presente, a placa foi entregue a Fukasawa, que deverá repassá-la a Takeuchi. “Ela viveu dois anos no Brasil e ficou sensibilizada com a história dos pioneiros. Por isso, fez questão de transmiti-la a um número maior de pessoas”, contou Lídia Yamashita.

 

Fukasawa recebe placa de agradecimento a Kanae Takeuchi. Foto: Aldo Shiguti.

Fukasawa recebe placa de agradecimento a Kanae Takeuchi. Foto: Aldo Shiguti.

 

Marco – O aparelho é de fácil manuseio. Ao ligá-lo, o visitante deverá selecionar um dos três idiomas e seguir as instruções. Para ter acesso ao conteúdo, basta posicionar a câmera do tablet onde tiver um QR Code – espécie de código de barra espalhados nos três andares do museu. “Não é necessário seguir nenhuma ordem para a visitação”, destaca Moriguchi, que comemorou a conquista.

“É um marco para o museu e que beneficiará não só portadores de necessidades especiais, tanto visuais como auditivos – como também facilitará para qualquer visitante, já que o aplicativo é uma ferramenta moderna que permite a interação pois muitos não tem o costume de ler os textos explicativos”, diz Moriguchi, acrescentando, porém, que não espera um aumento significativo de visitantes com o audioguia.

O que deve aumentar o número de visitas – atualmente estimado entre 900 e mil pessoas por mês –  destaca Moriguchi, é a construção de uma nova entrada para o museu. O projeto ainda está em fase de captação de recursos.

O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil ocupa o 7º, 8º e 9º andares do prédio do Bunkyo, à Rua São Joaquim, 381, na Liberdade. Funciona de terça a doningo, das 13h30 às 17h. Tel.: 11/3209-5465.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
ashiguti@uol.com.br
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