COMUNIDADE: Novo cônsul geral pretende se empenhar “de corpo e alma” para estreitar a relações entre os dois países

 

Nem bem assumiu seu posto, o novo cônsul-geral do Japão em São Paulo, Noriteru Fukushima, já tem uma missão um tanto diferente. Não, não se trata de nenhum conflito diplomático entre os países. Fukushima assume depois de a comunidade nipo-brasileira viver uma experiência inusitada com o casal Obe, que atingiu popularidade digna de pop star.

“Historicamente, a indicação do novo cônsul-geral do Japão em São Paulo é sempre motivo de grande expectativas pois é ele que irá nos conduzir frente aos assuntos com o Japão. A expectativa é maior diante da popularidade conquistada pelo casal Obe”, disse o presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita, durante seu discurso.

 

O novo cônsul-geral do Japão em São Paulo, Noriteru Fukushima (foto: divulgação)

 

Não por acaso, a cerimônia de boas-vindas organizada pelas principais entidades nipo-brasileiras no último dia 24, no Salão Nobre da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, foi tão concorrida quanto a despedida de Kazuaki e Eiko Obe.

Estiveram presentes, entre outros, os deputados federais Junji Abe (PSD-SP) e Keiko Ota (PSB), os deputados estaduais Hélio Nishimoto (PSDB) e Jooji Hato (PMDB), o presidente do Enkyo (Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo), Yoshiharu Kikuchi; o presidente do Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), Akinori Sonoda; o presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão, Anselmo Nakatani; o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, Masaki Kondo; o diretor-geral da Fundação Japão, Akira Fukano; e o coordenador de projetos da Jica (Japan International Cooperation Agency), Vicente Murakami, além de presidentes de diversos kenjinkais e associações do interior, como o presidente da Associação Agro-Cultural e Esportiva de Guatapará, Jun Kawakami; o presidente da Federação das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Noroeste, Kazoshi Shiraishi; o presidente do Instituto Cultural Nipo-Brasileiro de Campinas, Hiromoti Yassunaga; o presidente da Fenivar (Federação das Entidades Nikkeis do Vale do Ribeira) e da Uces (União Cultural e Esportiva da Sudoeste), Toshiaki Yamamura, e o presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Registro, Kuniei Kaneko.

 

Autoridades presentes (foto: divulgação)

 

Futebol – Representando as entidades co-promotoras do evento, Kihatiro Kita disse que Fukushima “chega em um momento muito especial”. “Em 2013 iremos comemorar os 105 anos da imigração japonesa no Brasil e em 2014 as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo”, lembrou Kita, acrescentando que São Paulo sediará a cerimônia de abertura e algumas partidas e o cônsul terá oportunidade de assistir alguns jogos de futebol no “próprio país do futebol”.

“E quem sabe não possa comemorar conosco mais uma conquista do futebol brasileiro”, afirmou o presidente do Bunkyo, que elogiou ainda a “fluência no espanhol, que facilitará um entendimento mútuo”.

Recém-chegado da Embaixada da Espanha, onde exercia o posto de ministro, o cônsul-geral Fukushima lembrou que desembarcou no dia 13 de setembro em um país “cheio de energia”. Como destacou Kita, “apesar de falar um pouco de espanhol”, fruto de sua passagem pelas embaixadas da Argentina, México e Espanha, Fukushima se esforçou para conquistar os convidados ao tentar falar em português.

Fukushima não cansou de elogiar o Brasil, “um país dinâmico”, que reúne a maior comunidade japonesa fora do Japão e onde poderá experimentar “as mais diversas formas da cultura japonesa”.

Disse que pretende se inspirar na bravura dos imigrantes japoneses e que quer conhecer o maior número possível de associações e empresas nipo-brasileiras para aprender a história da comunidade, “que tanto admira”, e desta forma contribuir para o fortalecimento das relações entre os dois países.

 

Corpo e alma – Por fim, reiterou sua gratidão em nome do povo japonês pelas “manifestações calorosas de solidariedade e encorajamento recebidas de toda a comunidade nipo-brasileira por ocorrência da tragédia de 11 de março do ano passado.

Como seu antecessor, lembrou que o Brasil viverá uma “década de ouro” com as realizações da Copa do Mundo (2014), Jogos Olímpicos (2016), os 110 Anos da Imigração Japonesa (2018) e o bicentenário da independência do Brasil (2022).

Aproveitando o momento eleitoral pelo qual passa o país, Noriteru Fukushima destacou sua felicidade em “atuar em um momento tão significativo” e prometeu que irá se empenhar “de corpo e alma” para estreitar ainda mais as relações entre os dois países.

 

(Aldo Shiguti)

 

 

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