COMUNIDADE: Secretário do Verde e Meio Ambiente participa da reabertura do Pavilhão Japonês

 

Fechado para visitação pública desde maio de 2012 para obras de restauro em suas instalações de madeira e descupinização, o Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera foi reaberto na manhã desta sexta-feira (25) diante da presença de autoridades e da imprensa nipo-brasileira.

 

Pavilhão, enfim, reabre suas portas para o público (Foto: Aldo Shiguti)

 

Na ocasião, foi descerrada placa em homenagem a Norio Nakashima, que voluntariamente realizou os serviços de reforço estrutural e descupinização no Pavilhão, chamado pela vice-presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês, Cristina Izumi Sagra de “verdadeiro Guardião do Pavilhão”.

 

Descerramento da placa em homenagem a Norio Nakashima (Foto: Aldo Shiguti)

 

Estiveram presentes à solenidade o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Ricardo Teixeira (representando o prefeito Fernando Haddad); o cônsul geral adjunto do Japãoem São Paulo, Hiroaki Sano; a presente em exercício do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya; o comandante da Guarda Civil Metropolitana, Eliazer Rodella; o presidente do Conselho Deliberativo do Bunkyo, jurista Kiyoshi Harada; Carolina Tavares, assessora técnica do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura (representando a presidente do Conpresp – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, Nadia Somek); o diretor do Parque do Ibirapuera, José Alonso Júnior; e Leo Sussumu Ota, diretor de Marketing e Comunicação e presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês.

Cônsul Hiroaki Sano planta muda de ipê (foto: Aldo Shiguti)

Todo construído com material vindo do Japão, o monumento foi um presente do governo japonês à cidade de São Paulo em comemoração ao seu 4º Centenário, em 1954. Administrado pelo Bunkyo desde 1955, foi a primeira vez que o local ficou fechado por tanto tempo em quase seis décadas. Por isso, sua reabertura deixou uma sensação de alívio no ar.

A explicação do cônsul geral adjunto do Japãoem São Paulo, Hiroaki Sano, define bem o que significa a reabertura do Pavilhão Japonês do Parque do Ibirapuera à visitação pública. “No dia seguinte que chegueiem São Paulo, caminhei da Av. Paulista, onde estava hospedado, até o Parque do Ibirapuera somente com o intuito de ver o Pavilhão Japonês, que no Japão é muito comentado por se tratar de um símbolo da comunidade nipo-brasileira”, lembrou Sano, para lamentar logo em seguida: “Infelizmente, estava fechado”. “Estava ansioso e esperava todos os dias que fosse reaberto”, disse o cônsul. “Felizmente esse dia chegou e estou muito feliz em participar desta cerimônia”, destacou Sano, que agradeceu os esforços da comunidade nikkei e também “de todos os paulistanos, que aceitaram receber este presente”.

 

Secretário do Verde e Meio Ambiente planta muda de sakura (foto: Aldo Shiguti)

Alegria – Em entrevista ao Jornal Nippak – e repetido depois durante seu discurso – o secretário Ricardo Texeira disse que a “cultura japonesa está enraizada na cidade de São Paulo há 105 anos, incorporando e modificando os costumes dos paulistanos”. “É uma pena esse espaço ter ficado fechado, pois conta com um acervo muito rico de peças, além de ser um espaço maravilhoso e pouco conhecido dos freqüentadores do parque”, explicou Teixeira, afirmando que, “antes de se pensar em revitalizar o espaço é preciso, primeiro, pensar em divulgá-lo”. “Esse espaço tem tudo a ver com a miscigenação da cidade de São Paulo e o seu fechamento era motivo de tristeza, pois faltava alguma coisa”, contou o secretário, acrescentando que “o prefeito, que mora aqui perto e costuma freqüentar o parque, sempre me cobrava a reabertura e ficou muito feliz ao saber que seria reaberto”.

Falando como turismólogo, o administrador do Parque do Ibirapuera observou que a reabertura do Pavilhão Japonês é muito importante “não só por seus equipamentos como também do ponto de vista turístico, por se tratar de um resgate da cultura japonesa”. “Era um momento muito esperado pelos usuários do parque e de muita coragem pela parceria firmada entre a comunidade nipo-brasileira, através do Bunkyo, e a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente”

 

Leo Ota, Seiji Ito, Ricardo Teixeira e José Alonso Júnior (foto: Aldo Shiguti)

 

Presidente da Comissão de Administração do Parque do Ibirapuera, Leo Ota explicou que a maior dificuldade foi encontrar um profissional que pudesse manter a concepção original do projeto, “desde matéria prima até a madeira”. “Não encontramos ningém no Brasil com conhecimento suficiente e tivemos que buscar na origem”, disse Léo Ota, lembrando que o contato com Norio Nakashima foi feito pelo ex-presidente da Comissão de Administração do Pavilhão Japonês e seu atual conselheiro, Sadao Onishi.

Do diagnóstico até a conclusão da obra foram seis meses – de março a agosto. Mas o trabalho de substituição das peças de madeira – que vieram via correio – e o tratamento de combate aos cupins, foi feito em apenas uma semana.

“Até aí simboliza a precisão e a eficiência de quem detém o conhecimento”, constatou Ota, revelando que a próxima etapa será trabalhar na revitalização do pavilhão. Um das ideias é integrar o Monumento aos Imigrantes ao pavilhão. O projeto paisagístico ficará a cargo do escritório BurleMarx. Os próximos passos serão o projeto executivo e a captação de recursos.

 

Projetos – Paralelamente, conta Leo Ota, a proposta é levar outros projetos, como a criação de uma área de degustação em conjunto com apresentações musicais. De imediato, a Comissão pretende retomar as atividades culturais realizadas aolongo do ano, como Festival Hina Matsuri (Dia das Meninas) e Kodomo no Hi (Dia dosMeninos), além de exposições culturais. Também estão nos planos o treinamento de monitores para atender excursões escolares.

Seus 1,6 milhão de metros quadrados de área costuma receber cerca de 1.500.000 visitantes/ano. Durante a semana, a presença de público varia entre 20 e 30 mil. Aos sábados, a média é de 60 mil a 80 mil e, aos domingos, de120 a160 mil. “Temos dois picos, que são o Dia da Criança e o feriado de 1º de Maio, com cerca de 350 mil visitantes por dia”, explica o diretor do parque.

Já o Pavilhão Japonês, com seus 7.500 m2, conforme apurou o Jornal Nippak, recebe, todos os anos, cerca de 20 mil visitantes. Em 2008, por ocasião dos festejos do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, esse número pulou para 40 mil visitas.

(Aldo Shiguti)

 

 

SERVIÇO

Pavilhão Japonês – Local: Parque do Ibirapuera (entrada pelo portão 10)

Funcionamento: Quarta, sábado, domingo e feriados, das 10 ás 12 horas, e das 13 às 17 horas

Ingressos: R$ 6,00 (adulto) e R$ 3,00 (estudantes com carteirinhas e crianças de 5 a 11 anos). Crianças menores de cinco e idosos acima de 65 anos não pagam

Informações pelos telefones: 5081-7292 ou 3208-1755

 

 

 

 

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