COMUNIDADE/BUNKYO: Jantar e lançamento de livro marcam início das comemorações dos 60 anos de fundação

Fundado em 17 de dezembro de 1955 como Sociedade Paulista de Cultura Japonesa, o Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – completa em 2015 seu 60º aniversário de existência, uma data que costuma ser celebrada com muita festa. Tanto que a entidade programou uma série de atividades que devem ocorrer ao longo do ano. O lançamento do livro “60 Anos de Bunkyo: Passado, Presente e Futuro”, coordenado pelo presidente do Conselho Deliberativo, jurista Kiyoshi Harada, e o Jantar de Confraternização em Prol dos 60 Anos do Bunkyo, marcados para o dia 13 de março, são o pontapé dos festejos, que devem culminar com outro jantar, possivelmente em dezembro.

 

O presidente do Bunkyo (E), Kihatiro Kita com Kiyoshi Harada e Tuyoci Ohara (foto: Aldo Shiguti)

O presidente do Bunkyo (E), Kihatiro Kita com Kiyoshi Harada e Tuyoci Ohara (foto: Aldo Shiguti)

 

De acordo com o atual presidente da entidade, Kihatiro Kita, a expectativa é receber cerca de 500 convidados, com cada convite sendo vendido a R$ 250,00. Quem comparecer, além do exemplar do livro, irão receber um pin comemorativo do Jubileu de Diamante da entidade. Haverá também sorteios de um aparelho de televisão de 40 polegadas, dez livros da publicação “Ikebana Ikenobo, o caminho das flores”; cinco exemplares da terceira edição de O Nikkei no Brasil e um quadro doado pelo artista plástico Kazuo Wakabayashi.

O jantar e o lançamento do livro serão realizados no Espaço Multiuso do Bunkyo, antigo Ginásio de Esportes, que foi completamente remodelado, incluindo instalação de equipamentos de ar condicionado, oferecendo mais conforto aos usuários.

Segundo Kita, a ideia é transformar o evento numa noite de gala, que terá a presença do grupo Kaito Shamidaiko. Comandado pela família Kaito, o grupo apresentará shamisen, taiko e minyo.”A ideia é fazer deste jantar o pontapé inicial e arrecadar fundos para outros eventos e,aomesmo tempo, apresentar o novo espaço para a comunidade”, explica Kita, acrescentando que “não poderíamos deixar esta data passar em branco”.

 

Sucessor – De acordo com Kita, o lançamento do livro, por si só, já é um “fato histórico”. “Eu, pelo menos, nunca vi o lançamento de um livro comemorativo antes do acontecimento”, conta, referindo-se ao fato de a data correta ser em dezembro. “Acho que é um fato inédito”, destaca, lembrando que o Jantar de Confraternização em prol dos 60 Anos do Bunkyo e o lançamento do livro praticamente marcam sua despedida à frente do Bunkyo, já que a eleição que definirá seu sucessor está marcada para abril.

O prazo para a inscrição de candidatos ao Conselho Deliberativo termina no próximo dia 13. A eleição que escolherá os 50 novos conselheiros – além de 25 suplentes – está marcada para março. Esses 50 conselheiros mais os 50 com mandato até 2017 e outros seis conselheiros natos se reúnem em abril para eleger a nova diretoria da entidade.

 

Prematuro – O coordenador da obra, Kiyoshi Harada, tem um explicação para o lançamento “prematuro”. “O livro também é uma forma de homenagear o atual presidente, que dedicou parte de seu tempo em função do Bunkyo.Daí o esforço concentrado da equipe para prestar uma homenagem ao presidente que deu início a uma administração voltada também para os aspectos legais da entidade e não apenas para os eventos”, disse Harada, lembrando que a obra contou com a participação de 24 autores e traz como ilustração de capa um recorte do quadro do artista plástico Kazuo Wakabayashi, gentilmente cedido pelo artista.

 

Diferencial – Trata-se, como destaca Harada, do primeiro livro em português sobre a história do Bunkyo. “O diferencial desta obra é o fato de ela não se limitar simplesmente à narrativa dos fatos. Ele narra não só todos os acontecimentos presenciados ou realizados durante a existência do Bunkyo como analisa esses fatos com espírito crítico, projetando o futuro da entidade”, diz Harada.

“Terminamos com uma projeção do Bunkyo no futuro e alicerçados pelos fatos históricos, podemos concluir que, enquanto o sentimento nikkei existir, o Bunkyo não vai desaparecer. Vai sobreviver sustentado por três pilares que são: administrativo, relacionamento e sócio-cultural”, justifica Harada, explicando qure o administrativo serve de suporte para os outros dois pilares.

“Isso nos dá a certeza que o Bunkyo ainda vai permanecer por um longo tempo, até pelo privilégio de ter como função institucional servir de ponte entre os diois países, fazendo com que as principais autoridades japoneses marquem ponto no Bunkyo”, afirma Harada.

(Aldo Shiguti)

 

Jantar de Conternização em prol dos 60 anos do Bunkyo e Lançamento do livro “60 Anos de Bunkyo: Passado, Presente e Futuro”

Quando: Dia 13 de março, a partir das 19h

Onde: Espaço Multiuso do Bunkyo (Rua São Joaquim, 381, Liberdade)

Adesão: R$250,00 por pessoa

Informações e reservas pelo telefone: 11/3208-1755

 

 


 

 

 

Primeira obra em português sobre a história do Bunkyo, livro é um tributo aos pioneiros

 

A obra coletiva “60 Anos de Bunkyo: Passado, Presente e Futuro”, coordenada pelo jurista Kiyoshi Harada, foi escrita por ele e mais 24 autores (Kihatiro Kita, Jorge Yamashita, Roberto Nishio, Célia Oi, Atushi Yamauchi, Eduardo Goo Nakashima, Tuyoci Ohara, Aldo Shiguti, Anacleto Hanashiro, Andre Ryo Hayashi, André  Korosue, Felícia Ayako Harada, Harumi Goya, Kenia Gomes, Kyoko Yanagida Nakagawa, Léo Ota, Lídia Reiko Yamashita, Madoka Hayashi, Massami Uyeda, Maurício Miyasaki, Reimei Yoshioka, Ricardo Augusto Yamasaki, Misako Shimizu e Tomio Katsuragawa).

A ideia de escrever o livro, explica Harada, como o próprio nome sugere, é uma forma de prestar uma homenagem um grupo de isses que unificaram a comunidade nipo-brasileira, dividida em função da Segunda Guerra Mundial. “É também um tributo a esses heróis, que são nossos antepassados”, conta Harada, que explica cada um dos 12 capítulos do livro.

 

Capa do livro: obra reúne trabalhos de 24 colaboradores (foto: divulgação)

Capa do livro: obra reúne trabalhos de 24 colaboradores (foto: divulgação)

 

Capítulos – Nos capítulos 1 e 2, a jornalista Célia Oi retrata com impressionantes detalhes e fidelidade aos fatos a luta de um punhado de pessoas determinadas, sob a liderança de Kiyoshi Yamamoto, de criar uma entidade que pudesse reunir em seu torno os membros da comunidade nikkei de então, dividida em duas facções decorrentes do pós guerra. Superando as divergências e dificuldades edificaram, com a ajuda do governo japonês, o edifício-sede da entidade que hoje ostenta o nome de Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social.

O capítulo 3, sob a responsabilidade de Roberto  Nishio, dispõe sobre as finalidades institucionais do Bunkyo, ao passo que o capítulo 4, que  versa sobre os órgãos institucionais do Bunkyo, é desenvolvido por Kiyoshi Harada  e Atushi Yamauchi com a participação de Léo Sussumo Ota, Kihatiro Kita e Lídia Yamashita que discorrem sobre o Pavilhão Japonês no Ibirapuera, o Centro Esportivo Kokushikan Daigaku e o Museu Histórico da Imigração Japonesa, respectivamente.

O capítulo 5, pertinente à Luta pelos Recursos Financeiros, é abordado por Eduardo  Nakashima. No capítulo 6 Tuyoci Ohara aborda didaticamente o Movimento de Renovação do Bunkyo iniciado por uma decisão histórica do presidente Hideo Iwasaki, em 17-10-2002.

O capítulo 7, concernente as entidades que integram o edifício-sede do Bunkyo, subdividido em vários subcapítulos, foi abordado por Reimei Yoshioka, Kiyoshi Harada, Roberto Nishio, Aldo Shiguti,  Anacleto Hanashiro e Ricardo Augusto Yamasaki, o qual comenta tecnicamente o processo de tombamento do conjunto arquitetônico representativo do Bairro da Liberdade pelo CONPRESP – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Históirico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.

O capítulo 8 que  aborda  as 29 Comissões do Bunkyo que promovem as atividades socioculturais e artísticas foi desenvolvido por Kenia  Gomes com as narrativas acerca de algumas dessas Comissões feitas por Felícia Ayako Harada, André Ryo Hayashi, Andre Korosue, Tomio Katsuragawa, Roberto Nishio, Madoka Hayashi, Atushi Yamauchi, Eduardo Nakashima,   Maurício Miyazaki e  Harumi Goya.

O capítulo 9 cuida de diversas atividades desenvolvidas pelo Bunkyo. É subdividido em vários capítulos que foram desenvolvidos por Atushi Yamauchi e Eduardo Goo Nakashima, enquanto que o capítulo 10, que  enfoca   o relacionamento com as várias entidades, foi desenvolvido por Eduardo Nakashima e Kiyoshi Harada. Conta, ainda, com o breve relatório feito pelo Ministro Massami Uyeda acerca de sua visita oficial ao Japão que contribuiu para esclarecer vários dos aspectos controvertidos sobre a presença de dekasseguis brasileiros naquela País.

O capítulo 11 que  versa sobre o Bunkyo como entidade central da sociedade nipo-brasileira foi desenvolvido por Jorge Yamashita. Narra com riqueza de dados as sucessivas reuniões das entidades nikkeis promovidas pelo Bunkyo; as inúmeras tentativas de fundar a União das Entidades Nikkeis do Brasil – UNEN; a renovação da Diretoria do Bunkyo, como retratado no capítulo 6 por Tuyoci Ohara, e o consequente esvaziamento dos esforços para a criação da UNEN que acabou sendo atropelada pela rápida transformação da comunidade nikkei. Daí a inserção do Bunkyo dentro dessa nova realidade em que a comunidade nikkei ficou irreversivelmente integrada à sociedade brasileira  como um de seus segmentos, formando a atual sociedade nipo-brasileira, cujos membros são os herdeiros naturais da rica cultura japonesa, largamente difundida entre os povos do mundo inteiro.

O capítulo 12 encerra o livro coletivo versando sobre o futuro do Bunkyo. Ele foi  escrito por  Kiyoshi Harada que, partindo da análise da evolução  histórico-cultural da comunidade nikkei sustenta que a hoje chamada sociedade nipo-brasileira subsistirá enquanto não desaparecer o sentimento de “ser nikkei”,  que se encontra arraigado no psiquismo coletivo dos nipo-descendentes de gerações diversas. Conclui que dentro deste contexto o futuro do Bunkyo se encontra fulgurante alicerçado nos três pilares (Administrativo, Sociocultural e de Relacionamento)   para dar continuidade a sua principal missão institucional que é a de manter o intercâmbio sociocultural entre o Brasil e o Japão, assegurado pelo Tratado de Amizade entre os dois países que neste ano de 2015 completa 120 anos.

 

Registro – “Mais do que uma simples edição comemorativa, esta obra coletiva servirá de registro histórico da entidade central da sociedade nipo-brasileira para que as gerações futuras possam dela extrair seus conhecimentos e dar continuidade a essa importante  missão de prosseguir com o  intercâmbio cultural Brasil-Japão, uma via de mão dupla,  que haverá de subsistir enquanto os dois países continuarem unidos pelos tradicionais laços de amizade”, diz Harada.

 

 

 

 

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