COMUNIDADE/ELEIÇÕES 2014: Bunkyo e Gaimusho destacam importância de Encontro com Candidatos no próximo dia 20

Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social) e Associação de Ex-Bolsistas do Gaimusho decidiram unir forças para a realização do 3º Encontro com Candidatos aos Cargos de Deputado Federal e Deputado Estadual, que acontece no próximo dia 20, no Pequeno Auditório do Bunkyo. O debate contará com as participações já confirmadas dos candidatos a deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB), Jooji Hato (PMDB), Sadao Nakai (PSDB), Mauricio Miyazaki (PSB), Roberto Sekiya (PSB), Marilda Watanabe (PV), Kowa Iha (PSDB) e Patrícia Tani (PSDC) e dos candidatos a deputado federal Junji Abe (PSD), Keiko Ota (PSB), Walter Ihoshi (PSD), Alex Hato (PMDB), Amélia Naomi (PT), Pedro Mori (PSB), Thataba Yamauchi (PRB) e William Woo (PV).

 

O presidente do Gaimusho, Jorge Sototuka e o presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita (foto: Aldo Shiguti)

O presidente do Gaimusho, Jorge Sototuka e o presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita (foto: Aldo Shiguti)

 

Para o presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita, “mais que participar como entidade co-realizadora, o Bunkyo tem obrigação de apoiar iniciativas desta natureza”. “Vejo este Encontro como um importante exercício de cidadania, principalmente para os jovens. Fazer política também faz parte do papel do Bunkyo”, afirma Kita, lembrando que “até no intercâmbio entre Brasil e Japão existe política”.

“Por outro lado, trata-se de uma oportunidade para que os candidatos se habituem a dialogar com o público nikkei e a conhecer melhor a comunidade nipo-brasileira”, explica o presidente do Bunkyo, lembrando que, “no último evento que realizamos, os candidatos que mais se destacaram conseguiram êxito nas urnas”.

Desta vez, Kita espera que, “se pelo menos repetirmos o quadro atual, com o mesmo número de deputados na Assembleia e na Câmara dos Deputados”, já se dará por satisfeito. “É lógico que a gente sempre torce para que entrem mais representantes”, diz Kita, afirmando que não vê com preocupação o fato de as duas entidades estarem realizado um evento somente com candidatos nikkeis. “Outras associações também elegem seus representantes, não faria sentido se realizássemos um debate com 70 ou 80 candidatos”, destaca o dirigente, revelando que pretende propor um encontro anual com os políticos nikkeis eleitos.

“Um deputado, seja ele estadual ou federal não pode ser meramente um fornecedor de emendas, tem que também apresentar projetos”, observa Kita, que admite, porém, que sem a ajuda financeira oriunda de emendas parlamentares muitas associações não sobreviveriam.

 

Revés – Para o presidente da Associação de Ex-Bolsistas do Gaimusho, Jorge Sototuka, “o revés” é um ponto a ser considerado. “Se não realizarmos esse tipo de evento aí é que seremos questionados. A Associação de Ex-Bolsistas do Gaimusho, diferentemente de outras associações congêneres, congrega ex-bolsistas do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, que ocupam posições de destaque na vida nacional, com presença de seus membros nas Forças Armadas, na Polícia Militar e Civil, na Magistratura, nas Universidades Públicas, na Advocacia Pública e Privada, nas Academias e Instituições Jurídicas de várias espécies, na política e no meio empresarial e social”, justifica Jorge Sotokuka.

Segundo ele, a realização de eventos desta natureza não fere os estatutos da associação. Ao contrário, “incita” a participação. “Nos associamos ao Bunkyo pois estamos amparados no art. 4º, letra “a” de nosso estatuto”, diz Sototuka, explicando que “é bem difícil separar os dirigentes do Bunkyo e os dirigentes do Gaimusho, “pois grande parte dos diretores e conselheiros do Bunkyo são originários do Gaimusho”. “Além disso, as duas entidades tem objetivos estatutários em comum”, afirma Sototuka.

Para ele, o próprio convite do governo japonês para a indicação de candidatos a serem contemplados pela Bolsa, ultimamente vem sendo formulado em nome do Bunkyo – uma comissão paritária formada por dirigentes do Bunkyo e do Gaimusho seleciona os candidatos inscritos,

“Entendemos que boa convivência com os representantes do povo, de origem japonesa, por si só, apesar de salutar sob todos os aspectos, não é suficiente para atingir objetivo maior, que é o de despertar o interesse e a consciência da laboriosa e ordeira comunidade nipo-brasileira no sentido de influir no processo de escolha desses representantes do povo”, diz Sototuka, que não considera discriminatório a opção de convidar apenas candidatos de origem japonesa. “Isso não difere em nada do que faz a mídia televisiva ao chamar para debates candidatos com maior número de votos e instituições como igrejas, magistrados e entidades ambientalistas que também promovem encontros com seus representantes”, justifica.

 

Contribuição – Para o presidente do Gaimusho, “para que cada um possa influir, nos limites de suas possibilidades e capacidades, nesse processo de escolha que o Estado Democrático Brasileiro propicia, é preciso conhecer os candidatos, as suas idéias, os seus projetos políticos e as suas capacidades em potencial para o cumprimento da árdua e importantíssima missão legislativa”.

“Assim, temos a certeza de que estaremos cumprindo com a parcela pequenina que seja de nossas responsabilidades, para auxiliar os mais aptos dentre os componentes do segmento nipo-brasileiro na difícil e cansativa tarefa de conquistar uma cadeira legislativa”, argumenta Jorge Sototuka, para quem “a importância e legitimidade dessa nossa iniciativa reside no fato de que a sociedade brasileira reúne hoje cerca de 1,8 milhão de pessoas que compõem o segmento nipo-brasileiro, o que torna o Brasil o país que abriga o maior contingente de pessoas de descendência japonesa em comparação com as outras sociedades do mundo inteiro.

“E à medida que os valores altamente positivos da cultura japonesa já estão arraigados  de forma irreversível no seio da ampla sociedade brasileira, pensamos que qualquer esforço no sentido da conquista de maior número de cadeiras legislativas por candidatos que, por natureza, são cultores e difusores da nossa cultura oriental, estaremos contribuindo para o progresso deste país multirracial e multicultural que detém a sétima economia mundial”, diz Sototuka, lembrando que o estreitamento cada vez maior das relações entre o Brasil e o Japão “é sinal indicativo de que o governo brasileiro depoista no segmento nipo-brasileiro a esperança de dias melhores”.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

Comissão altera regra de Encontro a pedido de candidatos

 

Jorge Sototuka, Kihatiro Kita, Kiyoshi Harada e Nagato Hara (foto: Aldo Shiguti)

Jorge Sototuka, Kihatiro Kita, Kiyoshi Harada e Nagato Hara (foto: Aldo Shiguti)

 

Atendendo a pedidos de assessores dos candidatos participantes do 3º Encontro com Candidatos aos Cargos de Deputado Federal e de Deputado Estadual, a Comissão Organizadora decidiu alterar o regulamento do debate. “Fui informado pelo secretário Nagato Hara que a assessoria dos candidatos não estavam vendo com simpatia o primeiro módulo, em que um candidato deveria fazer pergunta para outro candidato”, explicou o coordenador dos Debates, Kiyoshi Harada.

Desta forma, o primeiro módulo “retoma às origens”, ou seja, com as perguntas, no prazo de um minuto, sendo feitas pelos componentes da Mesa aos candidatos, que terão três minutos para responder. Só que as perguntas não deverão ser específicas, mas genéricas propiciando ao candidato a oportunidade de expor suas ideias sobre o que pode fazer pela sociedade caso eleito.

Também ficou decidido que, antes do primeiro módulo, será lido um minicurrículo de cada participante. Os módulos dois – com perguntas abertas ao público – e o terceiro – com questionamentos dos jornalistas – permanecem inalterados.

(Aldo Shiguti)

 

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