COMUNIDADE/POLÍTICA: Organizadores do 3º Encontro elogiam participação do público

 

O presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita, disse que ficou “surpreso” com o nível dos candidatos que participaram do 3º Encontro de Candidatos aos Cargos de Deputado Estadual e Deputado Federal realizado em conjunto com a Associação Brasileira de Ex-Bolsistas do Gaimusho Kenshusei. “Senti firmeza. Os candidatos foram claros em suas propostas e qualquer um que assumir a comunidade nipo-brasileira estará bem representada”, avaliou Kita, acrescentando que espera que a comunidade nipo-brasileira eleja, “no mínimo, três deputados estaduais e três federais”. “Mas se vier mais, melhor”, afirmou.

 

Presidente do Gaimusho, Jorge Sototuka discursa ladeado por Nagato Hara, Kiyoshi Harada e Kita (foto: Jiro Mochizuki)

Presidente do Gaimusho, Jorge Sototuka discursa ladeado por Nagato Hara, Kiyoshi Harada e Kita (foto: Jiro Mochizuki)

 

Para o coordenador do Encontro, Kiyoshi Harada, as perguntas elaboradas pelo público mostrou que a comunidade nipo-brasileira “está em dia com os graves problemas que afligem a nossa sociedade e que merece maior empenho de nossos representantes nas Casas Legislativas”.

Segundo ele, “a semente lançada por ocasião do 1º Encontro, anos atrás pelas duas entidades líderes, germinou e está crescendo a cada Encontro que promovemos”.

 

Isseis – “O nível de participação dos membros da sociedade nipo-brasileira nessa cruzada cívica pela escolha de representantes do povo brasileiro para compor o Poder Legislativo nas esferas federal, estadual e municipal está aumentando a olhos vistos. Impressionou-me, sobretudo, a presença de alguns isseis, o que revela o seu elevado nível de conscientização e politização, participando de um debate democrático como esse, com vistas aos interesses maiores da heterogênea sociedade brasileira”, destacou o jurista, acrescentando que “um segmento social com mais de 1.800.000 pessoas tem o respaldo da legitimidade popular para promover um Encontro desse naipe, a fim de apontar os candidatos mais aptos, dentre os herdeiros naturais da rica cultura japonesa, já incorporada de forma irreversível, em vários de seus aspectos, no seio da ampla sociedade brasileira pelos valores positivos e incontestáveis que ela representa, para o desenvolvimento e progresso da nação brasileira”.

 

Desqualificados – “É possível que alguns pensem diferente, mas, a maioria esmagadora da sociedade nipo-brasileira, os jornalistas, veículos naturais da propagação da opinião pública e os próprios candidatos nikkeis aprovam a iniciativa de Encontro da espécie. Ele nada tem  de discriminatório, antidemocrático  ou não isonômico, se considerado no contexto da realidade social em que vivemos e com a necessária largueza de espírito. Seria uma ingenuidade e até cômico  pensar que estamos promovendo esse tipo de evento para que os eleitos atuem apenas em prol da comunidade nipo-brasileira, esquecendo-se da missão do parlamentar de representar a sociedade brasileira nas Casas Legislativas para a construção e desenvolvimento deste País multicultural e multirracial”, observa Harada.

Segundo ele, “ao  ajudar os candidatos que, por natureza, são adeptos da cultura japonesa, fundada nos valores da honestidade, da lealdade, da disciplina, da honra, da lealdade, da responsabilidade,  do respeito à hierarquia,  do respeito aos mais velhos, da força de trabalho,  do apego à educação e  no  generalizado sentimento de vergonha ante a prática de atos tidos como antissociais, a conquistar uma cadeira no Parlamento, só estaremos ajudando o Brasil a crescer para que um dia venha ocupar o lugar que merece no cenário internacional, posicionando-se como uma das primeiras potencias mundiais”.

Para Harada, promover eventos desta natureza “é bem melhor do que ajudar a colocar pessoas totalmente desqualificadas. Não estamos condenando ninguém. Só estamos afirmando que ajudar a promover candidatos que comungam com a cultura japonesa faz bem para a sociedade brasileira, e por conseguinte, para a sociedade nipo-brasileira, que a compõe como um de seus segmentos ao lado dos demais, como os do português, do italiano, do alemão”, disse, acrescentando que “se alguém pensa o contrário é direito dele, pois,  estamos em uma democracia, onde a diversidade de pensamento é da essência do regime”.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

 

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