CONFRATERNIZAÇÃO NIKKEI: 22ª edição da ‘Confra’ reúne cerca de 500 atletas no México

De hoje (22) até domingo (25), a Cidade do México, no México, será palco da 22ª Confraternização Esportiva Internacional Nikkei, também chamada carinhosamente de “Confra”, competição que acontece a cada dois anos. A última edição, em 2014, foi realizada em  Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A próxima será no Chile. O Brasil, que já foi sede em seis ocasições (1968, 1971, 1977, 1984, 1988 e 2008), receberá a competição novamente em 2020.

 

Pela terceira vez, o presidente do NCC, Valter Sassaki (E), está no comando da delegação brasileira. Foto: Arquivo

Pela terceira vez, o presidente do NCC, Valter Sassaki (E), está no comando da delegação brasileira. Foto: Arquivo

 

Os jogos reúnem modalidades tradicionais da comunidade japonesa, como o boliche, judô, atletismo, golfe, tênis de mesa, futsal, voleibol, natação e tênis de campo. No total, mais de 500 atletas de diferentes países disputam torneios de suas respectivas modalidades.

A delegação brasileira, que embarcou nesta terça-feira (20), conta com aproximadamente 200 pessoas entre atletas, comissões técnicas, assessores e dirigentes. Além do Brasil, estarão presentes Argentina, Chile, Peru, Equador, Paraguai, Uruguai, Canada, além, claro, dos donos da casa.

Presidente da Comissão Organizadora pela terceira vez, Valter Sassaki disse ao Jornal Nippak que a expectativa é desempenhar um bom papel. “Nossas equipes contam com ótimos talentos, dentro de suas respectivas modalidades. Além disso, é uma grande honra participar deste evento. Vemos como uma oportunidade única para os atletas, técnicos e dirigentes estarem juntos, trocando experiências e, principalmente, estreitando os laços de amizade”, disse Sassaki, lembrando que os brasileiros são considerados favoritos na maioria das modalidades, mesmo sem contar com suas principais estrelas.

“A participação de atletas na Confraternização é bastante limitada pois cada um tem que bancar sua própria passagem”, esclarece. “Então, a competição acaba se tornando uma excelente oportunidade para revelar novos talentos”, disse Sassaki, que  também preside o Nippon Country Club.

 

Local onde os atletas ficarão alojados. Foto: divulgação

Local onde os atletas ficarão alojados. Foto: divulgação

 

Coletividade – Segundo ele, porém, mais do que conquistar medalhas e posições no ranking, “o principal objetivo é fortalecer o elo entre os nikkeis de países co-irmãos”.  “Todos vão motivados para mostrar seu melhor, claro. Porém, o que vemos é um grande espírito de coletividade e harmonia entre todos os participantes. Historicamente, a ‘Confra’ tem um papel importante para cada país, pois mostra não só os talentos esportivos, mas a força de cada comunidade nikkei. Isso faz com que o evento seja especial e muito marcante”, destaca Sassaki, acrescentando que “é sempre um prazer ser coordenador da delegação brasileira”.

 

Pista de Atletismo. Foto: divulgação

Pista de Atletismo. Foto: divulgação

 

História – A história da “Confra” está ligada diretamente a evolução das comunidades de japoneses presentes na América do Sul. Há quase 40 anos, um grupo de atletas da Argentina, Brasil e Peru promoveram o primeiro encontro para fortalecer a amizade e confraternizar através do esporte. Era o embrião do modelo de evento que é realizado atualmente.

No Brasil, o engajamento de nikkeis para participar do encontro internacional à época foi da Associação Cultural e Esportiva Piratininga, clube localizado até hoje na zona oeste de São Paulo. Após reuniões e planejamento, em 1967 uma caravana de jovens partiu para o Peru, para o encontro com universitários locais e da Argentina.

Já no ano seguinte, em São Paulo, acontece a primeira edição do “Torneio Internacional” que, posteriormente, transforma-se em “Confraternização Desportiva Internacional Nikkei”, com a participação, a cada edição, de mais países.

Realizado anualmente entre 1968 e 1971, o evento passou a ter um intervalo – em média – de dois anos. Além do Peru, já sediaram a “Confra” o Brasil (seis vezes), sendo a última em 2008, no Centenário da Imigração; Argentina (quatro vezes); Paraguai (uma vez); Bolívia (uma vez) e México pela terceira vez como país-sede da competição poliesportiva.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
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