CONFRATERNIZAÇÃO NIKKEI: Delegação brasileira embarca para participar de evento na Bolívia

 

A cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, já está agitada com a realização de um evento bastante tradicional entre descendentes sul-americanos, a Confraternização Esportiva Internacional Nikkei, entre os dias 29 de janeiro e 5 de fevereiro. Em sua 21ª edição, a ‘Confra’, como é mais conhecida, congregará modalidades típicas da comunidade, casos do beisebol, boliche, judô, futsal, atletismo, golfe, tênis de mesa e voleibol.

 

Além do Brasil, estarão presentes Argentina, Chile, Peru, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala e Bolivia. (foto: divulgação)

 

No total, mais de 500 atletas de diferentes países disputarão torneios de suas respectivas modalidades. A delegação brasileira contará com aproximadamente 200 pessoas, entre atletas, comissões técnicas, assessores e dirigentes. Além do Brasil, estarão presentes Argentina, Chile, Peru, Equador, México, Paraguai, Uruguai, Guatemala, além, claro, dos donos da casa.

País com a maior concentração de nikkeis fora do Japão, o Brasil segue para a Bolívia com a maior delegação e com a expectativa de conquistar muitas medalhas. Na edição passada do evento – realizada no Peru -, os brasileiros faturaram o ouro em cinco modalidades (futsal masculino e feminino, atletismo, judô, tênis de mesa e vôlei masculino), sendo destaques, também, no golfe, tênis de campo e natação. No quadro geral de medalhas, o País obteve o maior número de medalhas de ouro (46), histórico que credencia o País como favorito neste ano.

“Embarcamos para a Bolívia com boas perspectivas, pois nossas equipes contam com ótimos talentos, dentro de suas respectivas modalidades. Além disso, é uma grande honra participar deste evento, levando cerca de 200 pessoas para representar o nosso país. Vemos como uma oportunidade única para os atletas, técnicos e dirigentes estarem juntos, trocando experiências e, principalmente, estreitando os laços de amizade”, explica o Presidente da delegação brasileira, Valter Sassaki.

 

No quadro geral de medalhas, o País obteve o maior número de medalhas de ouro (46), histórico que credencia o País como favorito neste ano (foto: divulgação)

 

Atual presidente do maior clube nikkei da América do Sul, o Nippon Country Club, Sassaki encara, pela segunda vez, a missão de coordenar os trabalhos na Confra. E com muito prazer, diga-se de passagem. Para ele, mais do que conquistar medalhas e posições no ranking, “o principal objetivo é fortalecer o elo entre os nikkeis de países co-irmãos”. “Todos vão motivados para mostrar seu melhor, claro. Porém, o que vemos é um grande espírito de coletividade e harmonia entre todos os participantes. Historicamente, a ‘Confra’ tem um papel importante para cada país, pois mostra não só os talentos esportivos, mas a força de cada comunidade nikkei. Isso faz com que o evento seja especial e muito marcante”, pondera o presidente da delegação.

 

História – A história da “Confra” está ligada diretamente a evolução das comunidades de japoneses presentes na América do Sul. Há quase 40 anos, um grupo de atletas da Argentina, Brasil e Peru promoveram o primeiro encontro para fortalecer a amizade e confraternizar através do esporte. Era o embrião do modelo de evento que é realizado atualmente.

No Brasil, o engajamento de nikkeis para participar do encontro internacional à época foi da Associação Cultural e Esportiva Piratininga, clube localizado até hoje na zona oeste de São Paulo. Após reuniões e planejamento, em 1967 uma caravana de jovens partiu para o Peru, para o encontro com universitários locais e da Argentina.  Já no ano seguinte, em São Paulo, acontece a primeira edição do “Torneio Internacional” que, posteriormente, transforma-se em “Confraternização Desportiva Internacional Nikkei”, com a participação, a cada edição, de mais países.

Realizado anualmente entre 1968 e 1970, o evento passou a ter um intervalo – em média – de dois anos. Além do Peru, já sediaram a “Confra” o Brasil (seis vezes), sendo a última em 2008, no Centenário da Imigração; Argentina (quatro vezes); México (duas vezes); Paraguai (uma vez); e, neste ano, a Bolívia estreará como país-sede da competição poliesportiva.

 

 

 

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One Comment

  1. O mais importante e bonito foi a amizade que se forma entre todos, estive no Peru e achei super emocionante e as recordações que se guarda dos nossos amigos
    nikkeis em outros paises.

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