COOPERAÇÃO: Governo japonês estuda investimentos no Pará nas áreas de agronegócio e meio ambiente

O presidente da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), Shinichi Kitaoka, e comitiva estiveram no Pará, de 10 a 13 de fevereiro, para conhecer os projetos desenvolvidos em parceria com o governo do Estado e prospectar novos desenhos para o desenvolvimento da região. Além da área de infraestrutura, o governo japonês também está interessado em investir no agronegócio e na preservação ambiental no Estado. No dia 12, o grupo visitou a Ilha do Combu para conhecer mais da produção e biodiversidade local.

Uma visita às obras do Parque Estadual do Utinga, no dia 13, encerrou a programação. Com 1.340 hectares e investimento de cerca de R$ 36 milhões em obras, o espaço passará a ter circuito de quatro quilômetros de pistas, preparado para caminhadas e passeios de bicicletas, patins e skates, além de estacionamento de 500 lugares para veículos e do centro de recepção aos visitantes, equipado com auditório para 50 lugares e café. Estima-se que cerca de 140 mil pessoas visitem a reserva a cada ano após a conclusão das obras, previstas para o primeiro trimestre deste ano.

Presidente da Jica conhece projetos desenvolvidos em parceria com o Estado do Pará e estuda novas parcerias. Foto: divulgação

 

Foi a primeira vez que Kitaoka esteve no Brasil desde que assumiu a presidência da Jica, em 2015. O representante do governo japonês ficou impressionado com a beleza dos rios e a riqueza de espécies de árvores e animais da região. “Outras autoridades já tinham visitado o Pará e sempre comentavam comigo que se eu não conhecesse a Amazônia, não teria conhecido o Brasil. Estou bastante feliz por ter vindo”, afirmou.

Durante o passeio, o grupo visitou uma das famílias residentes na ilha, que trabalha com a produção de açaí, pupunha e cacau, fruto usado para fabricação de chocolate artesanal, reconhecido por grandes chefs nacionais e internacionais. O Combu é uma das quatro áreas de preservação ambiental da Região Metropolitana de Belém, criada pelo governo do Estado em 1997. Gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-bio), o local é exemplo das grandes possibilidades do turismo rural do Pará.

A visita foi acompanhada por funcionários públicos estaduais que participaram de cursos de formação e qualificação técnica feitos no Japão, por meio da parceria entre os governos do Estado e japonês. Desde 2015, quando começou, dez servidores já foram enviados, por meio da Coordenadoria de Relações Internacionais do Pará, para intercâmbio de conhecimento, e dois ainda estão em treinamento no país. As despesas são custeadas integralmente pela agência.

 

Liderada pelo presidente da Jica, Shinichi Kitaoka, comitiva japonesa visitou a ilha do Combu para
conhecer um pouco mais da produção e biodiversidade local. Foto: divulgação

 

Natureza – A vidsita serviu também para discutir novas possibilidades de parcerias ligadas à preservação do meio ambiente. “A Amazônia é um mundo à parte, um tema global. Não podemos pensá-la como as outras cooperações, temos que ter uma ideia nova. Gostaríamos de atuar também na área de diversidade biológica, mas temos que consultar o governo brasileiro e o Estado do Pará para vermos que tipo de atuação seria possível nesse sentido”, adiantou Shinichi Kitaoka.

Em relação à produção, os representantes japoneses destacaram o trabalho desenvolvido por cooperativas de Tomé-Açu, no nordeste paraense. O município foi um dos pontos visitados pela comitiva no Estado. “ Eles têm uma técnica muito especial de plantio para reflorestamento, e esse tipo de cooperação é bastante interessante”, disse o presidente da Jica sobre o sistema agroflorestal. Para ele produzir e preservar é fundamental no mundo, e nesse sentido a Amazônia ocupa um papel fundamental. “Já fui embaixador da ONU, e posso dizer que o Brasil tem atacado firmemente a questão ambiental. O Japão também é bastante interessado nessa questão, então temos que dar as mãos para combater a poluição e os demais problemas”, ressaltou.

 

O presidente da Jica, Shinichi Kitaoka, e o vice-governador do Pará, Zequinha Marinho. Foto: divulgação

 

Parcerias – O órgão do governo japonês é responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA), que presta assistência a mais de 150 países. Os japoneses são parceiros dos paraenses há mais de 20 anos, além de financiadores do Ação Metrópole. Entre as obras que fazem parte do projeto está o BRT Metropolitano, que visa melhorar o trânsito da capital e o serviço de transporte público na Região Metropolitana de Belém.

“A questão do BRT vem da expansão muito rápida da cidade, e todos os países do mundo estão solicitando a nossa cooperação nossa”, disse Kitaoka. O BRT Metropolitano representa investimento na ordem de R$ 530 milhões, recursos oriundos de financiamento da agência, parceira técnica do projeto. “Agora que já temos a parceria do BRT Metropolitano, também queremos continuar a cooperação especialmente na capacitação dos recursos humanos, pois uma obra de infraestrutura sem capacitação não tem autossustentabilidade”, acrescentou o representante chefe da Jica Brasil, Ryuichi Nasu.

A iniciativa faz parte de um sistema que foi pensado para trabalhar integrado com outros projetos executados pelo governo do Estado, como a Avenida Independência (orçada em R$120 milhões), já concluída; a duplicação da Avenida Perimetral (R$ 77 milhões), cuja primeira fase já foi executada e entregue e a segunda está em andamento, e o prolongamento da Avenida João Paulo II (R$ 300 milhões), que está em andamento e tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2017.

No dia 13 a comitiva visitou as obras do Parque Estadual do Utinga, em Belém, espaço de 1.340 hectares que, com investimento de cerca de R$ 36 milhões em obras, passará a ter circuito de quatro quilômetros de pistas, preparado para caminhadas e passeios de bicicletas, patins e skates, além de estacionamento de 500 lugares para veículos e do centro de recepção aos visitantes, equipado com auditório para 50 lugares e café. Estima-se que cerca de 140 mil pessoas visitem a reserva a cada ano após a conclusão das obras, previstas para o primeiro trimestre deste ano.

 

(da Agência Pará)

 

 

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