COPA DO MUNDO: Para Lopes, seleção japonesa jogou como a ‘Inglaterra de antes’

 

Não adiantou a torcida. A seleção japonesa se despediu da Copa do Mundo de forma melancólica. A goleada por4 a1 diante da Colômbia apenas confirmou o futebol apático apresentado na derrota diante da Costa do Marfim, por2 a1, e no empate sem gols com a Grécia. Grécia, aliás, que acabou sendo a surpresa do Grupo C ao ficar com a segunda vaga.

 

Jogadores da seleção japonesa durante treino aberto em Sorocaba (foto: divulgação)

 

 

Para o técnico do Criciúma (SC), Wagner Lopes, a equipe comandada pelo técnico italiano Alberto Zaccheroni fugiu completamente de suas características. “O que eu vi foram muitos cruzamentos, como os ingleses faziam antigamente. Só que na seleção japonesa não tem nenhum grandalhão”, observou Lopes, que defendeu os “Samurais Azuis” na Copa do Mundo de 1998, na França.

Acostumado com o futebol japonês, onde atuou por 17 anos, Lopes disse que a seleção voltou a repetir erros antigos, como a falta de triangulações e poucos chutes a gol. Para ele, faltou confiança para tabelar. “O Japão tem ótimos jogadores, reconhecidos até internacionalmente e infelizmente não justifica o futebol apresentado”, criticou Lopes, admitindo que ficou decepcionado com a péssima atuação da seleção.

“Se jogasse o seu melhor futebol, o Japão tinha todas as condições de passar pela Costa do Marfim e pela Grécia e terminar em segundo no grupo, pois achava que a Colômbia iria terminar em primeiro mesmo sem seu principal jogador, o Falcao Garcia. Mas sinceramente não imaginava que a seleção fosse decepcionar tanto”, desabafou Lopes, acrescentando que, pelo que viu até agora, a Alemanha é a seleção que está apresentando um futebol mais consistente. “Torço para que o Brasil faça uma grande Copa, mas a Alemanha é a seleção que vem apresentando um futebol mais equilibrado até agora, com reposição de bola rápida e marcação sob pressão”, destaca Lopes, afirmando que este Mundial “está confirmando que não existe mais bobo no futebol”.

“Só camisa não ganha jogo. As seleções consideradas pequenas estão provando que podem complicar aquelas que têm mais história”, assegura Lopes, que prefere não opinar sobre uma eventual saída do técnico italiano do comando técnico da seleção japonesa.

 

Naturalizado cidadão japonês Lopes dirige atualmente o Criciuma (foto: Fernando Ribeiro)

 

Educação – Se dentro dos gramados os Samurais Azuis decepcionaram, o comportamento dos torcedores nipônicos nas arquibancadas só mereceu elogios. A atitude dos torcedores japoneses, que recolheram o lixo nos estádios após os jogos, conquistou respeito e a admiração do mundo todo. “Exemplo” e “show de educação” foram os títulos que ganharam as páginas dos jornais e se espalharam nas redes sociais. Uma marca  que certamente ficará registrada nas histórias das Copas. E, diga-se de passagem, uma lembrança bem mais agradável da estadia da seleção japonesa no Brasil.

(Aldo Shiguti)

 

 

 

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