DIA INTERNACIONAL DA MULHER: Mulheres Nikkeis Provam que não Fazem Parte de um Sexo Frágil

 

Antigamente elas eram vistas como sexo frágil, mas os anos passaram e a mulher conquistou autonomia. Além do papel de donas da casa e de mães, elas também contribuem para as despesas do lar e hoje estão em ascensão no mercado de trabalho. Em 8 de março, o “Dia Internacional da Mulher”, é visto como data para reflexão, diante de tantas conquistas que o sexo feminino ainda precisa alcançar. A data também serve para a humanidade refrescar a memória e reverenciar quem se dedicou e ainda se dedica a assegurar uma vida mais digna a todas as mulheres. Em vez de questionar a existência de um Dia da Mulher, decidimos aceitar que ele existe. E que gera milhares de opiniões interessantes sobre a situação das mulheres pelo mundo.

O Jornal Nippak entrevistou algumas mulheres na comunidade nikkei para saber o que é ser mulher nos dias de hoje? E quais as suas perspectivas?

 

A executiva Chieko Aoki menciona a versatilidade da mulher como uma qualidade essencial. “Eu acredito que ser mulher nos dias de hoje é poder usar a versatilidade que nos é nata, tendo a possibilidade de trabalhar, cuidar da família, nos divertir e conquistar espaço em todas as esferas da sociedade”, destaca. “E para o futuro, a tendência é que isso se acentue cada vez mais. As mulheres já são maioria com curso universitário e o mercado de trabalho as aceita com mais facilidade e respeito do que antes. Meu desejo é que homens e mulheres sejam reconhecidos por suas qualidades e não pelo gênero”, diz otimista Chieko Aoki.

 

 

 

 

Para a consultora e palestrante, Meiry Kamia destaca as conquistas das mulheres ao longo dos anos. “Nos últimos tempos, nós, mulheres, abrimos muitos caminhos, conquistamos nosso espaço, mostramos nossa força, competência e inteligência”, diz.  “Nosso grande desafio do momento é cumprir nossa missão sem nos esquecermos de nossa fonte original, ou seja, devemos abrir fronteiras não através da força, mas sim através do amor, da compaixão, da doçura, do sorriso e do acolhimento. Assim, mostraremos o nosso grande diferencial e provaremos que viemos para transformar esse mundo em algo muito melhor!”, define Meiry Kamia.

 

 

 

 

 

Já a ceramista Hideko Honma acredita que a mulher possui um papel fundamental na sociedade. “A mulher é muito habilidosa, organizada e comprometida. A gente faz a diferença na sociedade”, afirma. E completa,

“A mulher é exemplo de força e responsabilidade. Ser mulher hoje é saber aproveitar a praticidade dos avanços tecnológicos e todo o conhecimento acumulado ao longo da vida. O futuro? Vejo um futuro com muitas mulheres ceramistas produtivas, criativas e consequentemente felizes!”.

 

 

 

 

 

Para finalizar a Consultora de Recursos Humanos, Zelinda Tanaka questiona o ser mulher. “Que ser é esse? Que solta o avental ensaboado para acariciar a cabeça de uma criança. Que ser é esse? Que lê um livro ao som de uma música fininha enquanto lava roupas e assa um bolo. Que ser é esse? Que corre no parque, fazendo contas e agenda enquanto conversa com duas amigas. Que ser é esse? Que faz um Hai Kai enquanto os pés dançam sob uma mesa durante a reunião. Que ser é esse? Que tem a fala mansa e sonora, mas sabe soltar gritos ferozes”, pergunta. “Que ser é esse… Que aparenta frágil e inseguro, mas age com paixão e determinação. Esse ser é a Mulher,  que muitos homens querem ter e ser”, reflete Tanaka

 

 

 

Luci Júdice Yizima

 

 

 

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