ELEIÇÕES 2012: Eleitores nikkeis falam sobre importância de eleger representantes nikkeis

 

Os eleitores nikkeis não são diferentes dos mais de 140 milhões de brasileiros que irão às urnas neste domingo, 7 de outubro, em mais de 5 mil municípios. Afinal, todos querem candidatos íntegros, honestos e trabalhadores, virtudes que, aliás, deveriam ser itens obrigatórios de qualquer cidadão, mas que em tempos de mensalão acabam virando “acessórios”.

 

candidatos a vereador em São Paulo (foto: divulgação)

 

E para alguns eleitores nikkeis, a “peneira” é ainda mais rigorosa, pois tais qualidades tem que vir acompanhadas por um outro requisito “original de fábrica”, isto é, a ascendência japonesa.

É verdade que essa exigência não se estende a toda comunidade nipo-brasileira. No entanto, pelo menos para os entrevistados pela reportagem do Jornal Nippak, ter um representante nikkei na Câmara Municipal de São Paulo ainda é importante.

Para Sadau Hinuy, escrevente de Cartório de Notas, de 70 anos, “é importante votar e eleger candidatos da comunidade, pois estão mais aptos a entender e interpretar os anseios, as aspirações e as necessidades da comunidade em virtude da própria origem, convívio, formação e educação”.

Eleitora convicta do vereador Aurélio Nomura, “sempre votei nele”, Hinuy destaca a experiência do candidato tucano. “Além disso, o Aurélio tem acesso em todos os setores da administração municipal”, conta, acrescentando que “ele também está sempre pronto a dar atenção e apoio aos munícipes que o procuram para encaminhar solução aos problemas que se manifestam. Já demonstrou que realmente é atuante”, diz Hinuy, para quem “Aurélio é diferente dos demais candidatos nikkeis, pois tem objetivos claros e de interesse geral de todos”.

Para a também eleitora de Aurélio, a administradora Maria Seiko Hassegawa, de 69 anos, “temos de eleger um bom candidato nikkei, pois isso valoriza ainda mais a comunidade.”. “Vou votar no Aurelio Nomura por ele ser uma pessoa íntegra muito sincera. É um amigo de verdade”, garante.

É o caso do oftalmologista, Yoitiro Mori, 68 anos que aposta na renovação de candidatos nikkeis na Câmara Municipal. “Eu voto no Victor Kobayashi (PSD) por ele ter dado continuidade aos trabalhos começados pelo saudoso Paulo Kobayashi, e por desenvolver projetos sociais junto à comunidade japonesa através do Instituto Paulo Kobayashi (IPK), além disso, o Victor é um rotariano”, revela.

Yoneko Ikezue, 68 anos de idade, aposta em candidatos nikkeis na Câmara Municipal porque fortalece a execução dos projetos dentro da comunidade nipo-brasileira. “Acredito na seriedade e honestidade dos japoneses, meu voto vai para George Hato (PMDB), pelo trabalho que seu pai, Jooji Hato desenvolveu no município e desenvolve hoje na Assembleia Legislativa”, comenta.

“Meu voto é do Kamia. Um político que faz e prova no cotidiano que merece o apoio”. A afirmação é de Tério Uehara, que acompanha “com atenção” a disputa por uma vaga à Câmara Municipal. “Temos bons nomes e tenho a absoluta certeza que os eleitores escolherão muito bem seus próximos representantes. Pessoalmente, meu voto vai para Ushitaro Kamia, pois trabalha incansavelmente pela população, um político que cumpre com a palavra e apóia diversas ações culturais. Por todo este esforço e dedicação, tem meu apoio incondicional. Além disso, faz o que gosta e não fica fazendo propaganda de suas ações, mas tem papel fundamental para a comunidade. Por tudo isso, meu apoio incondicional vai para ele”, destaca Uehara.

Já Toyohiro Shimura explica que vota em Ushitaro Kamia por ser “o mais preparado e com trabalhos consolidados”. “Há anos acompanho a política e a comunidade nipo-brasileira. Ao longo dos anos e por todo o esforço e trabalhos realizados, meu voto vai para o vereador Kamia”, diz Shimura, acrescentando que o vereador, que busca a reeleição, “é sempre presente e atencioso, batalha para uma cidade melhor”. “Na comunidade, sua atuação é preponderante para evoluirmos, em especial nas entidades culturais. Não tenho dúvidas: Kamia é o mais preparado para nos representar na Câmara Municipal”, afirma.

 

Comprometidos – Outra que não esconde o voto é Maria Hiroko Kitayama, 63 anos, que vota nos candidatos da comunidade japonesa “por afinidade” e porque “os candidatos nikkeis podem ajudar a comunidade estando presente na Câmara Municipal”. “Acredito que os nikkeis têm muito a ajudar a sociedade paulistana. Estou em dúvida entre dois candidatos a vereador George Hato e Victor Kobayashi, seus pais fizeram muito por São Paulo e acredito que eles não vão decepcionar”, responde muito otimista.

Já Satiko Ytiyama prefere votar em candidatos da comunidade por serem mais comprometidos. “Hoje eu sei mexer no computador graças ao Victor Kobayashi, que faz trabalho com a Terceira Idade, como a inclusão social que vem desenvolvendo aqui na Liberdade”, diz. “Eu tenho certeza se um candidato nikkei for eleito, teremos mais chances e projetos para a comunidade. Meu voto é para o Victor Kobayashi”, afirma.

O jovem Regis Yoshio Shimanoe, 35 anos, destaca a importância de votar em candidatos da comunidade japonesa. “É importante para a comunidade ter um candidato nikkei ocupando uma cadeira na Câmara Municipal. A sociedade nipo-brasileira terá mais assistência, mais desenvolvimento. Também é preciso fortalecer a nossa presença política desenvolvendo e agregando projetos que ajude assim a sociedade brasileira. Eu voto no Victor Kobayashi já conheço seus projetos sociais”, define.

Entre os filhos de “ilustres”, a opinião é a mesma. Para o estudante Yugo Mabe Júnior, de 21 anos, filho do artista plástico Yugo Mabe, “é importante votar em candidatos nikkeis para que possamos reforçar nossa cultura”. Eleitor de Victor Kobayashi – votou no mesmo candidato em 2010, para deputado estadual, e em Walter Ihoshi para deputado federal – Yuguinho, como é carinhosamente chamado, faz uma ressalva.

 

Pulverização – “Já ouvi muita gente criticar e concordo com a opinião de que tem muitos candidatos nikkeis na disputa. Acho que deveriam fazer uma seleção para evitar uma pulverização de votos”, diz Yuguinho, que mesmo assim é otimista. “Acho que a comunidade consegue eleger o Victor Kobayashi, o Aurélio Nomura e o Ushitaro Kamia”, arrisca o estudante, afirmando que vota em Victor Kobayashi por “afinidade e por conhecer o seu trabalho”. “Sei o quanto ele faz pela comunidade e, por isso mesmo, tenho liberdade de cobrá-lo”, explica Yuguinho.

O presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Municipal Kinjo Yamato, Marcio Miyashita também votará em Victor Kobayashi, mas por outra razão. “Conheci o candidato há uns seis meses e, no meu caso, ele ajudou antes de pedir qualquer coisa, o que é muito difícil para um político hoje em dia”, conta Miyashita, lembrando que Kobayashi destinou uma emenda para reforma do telhado do Kinjo Yamato, uma reivindicação antiga dos permissionários. “Muitos vieram aqui antes do Victor, prometeram e não fizeram nada”, garante.

Para ele, no entanto, “melhorar apenas um lado não adianta”. “Tem que trabalhar para todos. Se melhorar para todos, melhora para gente também. Vou votar no Victor Kobayashi porque, como descendente de japoneses, a gente vê na índole quando a pessoa tem vontade de fazer alguma coisa”.

 

(Aldo Shiguti, com Luci Judice Yizima)

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