ELEIÇÕES 2016: Russomanno quer estreitar laços de amizade com o Japão

Líder na corrida para a Prefeitura de São Paulo – de acordo com institutos de pesquisas –, o candidato do PRB, Celso Russomanno visitou o bairro da Liberdade no último domingo (4). Acompanhado da candidata a vice de sua chapa, Marlene Campos Machado (PTB) e do candidato a vereador Hélio Takata (PTB), Russomanno chegou à praça por volta das 16 horas e caminhou pela Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Liberdade, também conhecida por “Feirinha da Liberdade”. No percurso, posou para fotos e escutou reclamações.

 

Na Acal, Celso Russomanno “cumpriu” o ritual de pintar um dos olhos do daruma. Foto: Aldo Shiguti

Na Acal, Celso Russomanno “cumpriu” o ritual de pintar um dos olhos do daruma. Foto: Aldo Shiguti

 

Depois de quase uma hora, o candidato encerrou sua visita na sede da Acal (Associação Cultural e Assistencial da Liberdade), onde já era aguardado pelo anfitrião, “o prefeito da Liberdade” e presidente da entidade, Hirofumi Ikesaki.

Lá, cumpriu o ritual de pintar um dos olhos do daruma e prometeu voltar para pintar o outro, como manda a tradição, caso seu pedido seja atendido. Em entrevista exclusiva ao Jornal Nippak, Russomano disse que a visita ao Bairro Oriental o fez relembrar de sua viagem ao Japão em março deste ano, quando integrou uma missão oficial formada por cerca de 30 membros – entre políticos e empresários – a convite do governo japonês através do  programa Juntos – Intercâmbio Japão América Latina e Caribe.

Inspirado no discurso feito pelo primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe sobre a diplomacia japonesa para a América Latina e Caribe durante a sua visita a São Paulo, em agosto de 2014 – “Progredir juntos, liderar juntos e inspirar juntos” – o programa teve como objetivo aprofundar as relações entre os países e oferecer oportunidade para o intercâmbio de opiniões com autoridades do alto escalão do governo e formadores de opinião do Japão, além de apresentar o Japão atual aos participantes do programa.

“Tenho um carinho muito grande pela comunidade japonesa e isso não é agora. Tenho uma prima que é casada com filho de japoneses e cresci com primos de olhos puxados. Essa visita me relembra não só a forma de ser como também a culinária, que eu e minha família adoramos”, destacou Russomanno, lembrando que, durante sua estadia de 11 dias no país nipônico, teve oportunidade de ser recebido por Suas Altezas Imperiais, o príncipe Akishino e a princesa Kiko.

 

Candidato conversou com expositores da “Feirinha da Liberdade”. Foto: Aldo Shiguti

Candidato conversou com expositores da “Feirinha da Liberdade”. Foto: Aldo Shiguti

 

Trem bala – “Combinamos que, se eu for eleito prefeito de São Paulo, estreitaríamos as relações para que a cultura japonesa seja mais que apenas o bairro da Liberdade. Eles ficaram muito empolgados com a ideia e vamos trabalhar nesse sentido”, disse o deputado, “trago muito mais coisas do Japão que podem ser implantadas em São Paulo”.

Como exemplo, citou as usinas de Reciclagem de Resíduos Sólidos da Construção Civil, “que funcionam muito bem”. Cem por cento de tudo que é resíduo é reaproveitado para novas construções, diferentemente do que acontece em São Paulo, onde o lixo é jogado em aterro”, explicou Russomanno, afirmando que “também vi a descentralização de Tóquio, a geração de empregos e o moderno e ficiente sistema de transporte, que é feito todo por trens e metrô”.

“Tive oportunidade não só de andar como também de ver de perto a tecnologia do trem bala. Eles foram ‘obrigados’ a confessar que, em mais de 40 anos, houve apenas dois atrasos. E atrasos de dois segundos, mesmo com terremotos e tudo que o Japão sente e sofre”, disse Russomanno, que, caso eleito, pretende priorizar o turismo de fim de semana na cidade.

 

Turismo – “Nos fins de semana, São Paulo fica com sua capacidade hoteleira entre 25 e 27% de ocupação, ou seja, fica com uma ocupação ociosa muito grande. Precisamos promover o turismo de diversão e o turismo de cultura porque a gente sabe que o turismo é a indústria que mais movimenta dinheiro no mundo e São Paulo oferece todas as condições para isso. Tem o bairro da Liberdade com suas atrações orientais, tem as noites de São Paulo com as baladas e boates, enfim, uma vida noturna que também tem aqui no bairro com seus karaokês, além, é claro, de uma gastronomia maravilhosa”, disse o deputado, afirmando que sua visita também o fez lembrar de “valores que aprendi quando pratiquei judô e karatê”.

 

Respeito – Comecei praticar judô com seis anos de idade e também fiz karatê. Então, tenho enraizada na minha formação um pouco desta cultura oriental, de respeito ao próximo e aos mais velhos, que é muito latente nos japoneses e extremamente importante para os brasileiros. Nós precisamos desta cidadania, de sermos obedientes e respeitosos para que possamos saber nosso limite”, concluiu Russomanno.

 

ALDO SHIGUTI

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    Candidato fala sobre moradores de rua, lixo e identidade do bairro

     

     

    Russomanno e Marlene com o presidente da Acal, Hirofumi Ikesaki. Foto: Aldo Shiguti

    Russomanno e Marlene com o presidente da Acal, Hirofumi Ikesaki. Foto: Aldo Shiguti

     

    Durante sua visita ao Bairro Oriental, o candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno destacou seu “plano de política pública” para resolver problemas que preocupam comerciantes e moradores não só da Liberdade como também de outras regiões centrais da cidade.

    Segundo ele, um dos problemas que “deixam todos apavorados” é a “pequena cracolândia que se instalou no bairro”. Para o candidato, os moradores de rua podem ser “classificados” em três grupos. “A maioria são pessoas que vieram de outros Estados tentar a sorte aqui e por um motivo ou outro acabaram não dando certo. Você precisa ter uma política pública para levá-las de volta para seus Estados de origem e a atual administração não faz isso. Temos um segundo grupo, que são as pessoas que tem algum tipo de deficiência mental e que deveriam receber cuidados de seus familiares e do poder público através de assistentes sociais e psiquiatras, o que também não ocorre. Temos ainda um terceiro grupo, que são aqueles viciados em àlcool ou outro tipo de droga e que precisam de cuidados e de uma política pública como internações”, disse Russomanno, afirmando que, para combater a “raiz” do problema das drogas é preciso intervenção da força policial. “Agora, para resolvermos o problema das drogas precisamos combater o tráfico e a Guarda Civil Metropolitana vai agir em parceria com as polícias Militar e a Civil para que a gente possa acabar com esse problema das drogas sendo vendida na cidade à luz do dia, como acontece na Liberdade”.

    Quanto aos banheiros públicos, outra reclamação dos comerciantes, Russomanno disse que planeja “fazer os que as outras cidades já tem”. “Me lembro que na década de 70 a cidade de São Paulo tinha banheiros públicos nas praças, mas para isso é necessário manutenção, caso contrário o estado ficará lamentável como ocorre com os banheiros dos estádio de futebol. No entanto, para as feiras de artesanato, como a que tem na Liberdade, os banheiros químicos precisam estar presentes na vida das pessoas”, assegurou o deputado, explicando que pretende “trazer de volta as características originais do Bairro Oriental através de parcerias público privadas e “com o próprio governo japonês, que já investiu tanto na cidade de São Paulo, como por exemplo, na despoluição do rio Tietê”.

     

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