EM BUSCA DAS RAÍZES: ASSOCIAÇÃO ORGANIZA 10º GRUPO DE VOLUNTÁRIOS PARA LIMPEZA NO PALÁCIO IMPERIAL

A associação Nippon Kaigi do Brasil está à procura de voluntários para integrar a 10ª delegação de voluntários para uma missão, no mínimo, inusitada: fazer faxina e cuidar dos imensos jardins internos do Palácio Imperial, residência oficial da família imperial. Localizado no centro de Tóquio, em uma área de 3,4 km², a construção é considerada patrimônio da humanidade e não fica aberta para o público, que tem acesso somente duas vezes ao ano: no dia 2 de janeiro e 23 de dezembro (aniversário do imperador).

Então, os quatro dias no Palácio Imperial (“Kyuden”, “Gosho”, “Higashi Gyoen”, “Tougu Gosho”) tem explicação. De acordo com o presidente da associação, Keizo Tokuriki, a cada semana são permitidas entradas de 8 a 10 grupos com no mínimo 30 pessoas. Na verdade, a “faxina” mesmo acaba sendo um pretexto para ingressar no local. “Podemos ficar no local das 8 às 16 horas. A limpeza em si leva umas duas horas. O restante do tempo aproveitamos para conhecer o lugar”, diz Tokuriki, acrescentando que “são pessoas do mundo inteiro que vão para lá”.

Segundo ele, a cada dia os grupos têm que cumprir uma “agenda oficial”, com “tarefas” diferentes, como limpar o jardim e o pátio.

 

Keizo Tokuriki com Mitinori Murasaki e Kiyokazu Ishizuka. Foto: Aldo Shiguti

 

Raízes – “Com certeza são momentos inesquecíveis. É importante conhecer as raízes do povo japonês e entrar em contato com a beleza e delicadeza da cultura milenar japonesa. Ainda como atração, vamos visitar os grandes santuários xintoístas, como o Templo Ise, que representa o alicerce do povo japonês, e o Izumo Taisha, palco da mitologia japonesa na constraução do país”, diz Tokuriki, que já fez o roteiro duas vezes desde que associação foi fundada, em 2000.

Segundo o fundador e atual conselheiro da associação, Mitinori Murasaki, até 2015 era permitida a entrada de voluntários com mais de 75 anos. Após essa data, passou a vigorar o limite de até 75 anos de idade pois “é preciso ter condição física para a atividade coletiva”. “É necessário andar um pouco, movimentar-se de um lado para outro o dia todo”, conta Tokuriki, destacando que “seria interessante o voluntário fazer uma avaliação médica antes da viagem”.

Segundo o presidente, o grupo é formado a cada dois anos. A última delegação foi em 2015. No total, são 13 dias no Japão, sendo que até o sétimo a estadia é em Tóquio. “A partir do oitavo dia a delegação aproveita para visitar as cidades de Hiroshima, Miyajima, Osaka e Kyoto. “Em Kuwana (“Nabana no Sato”) vamos conhecer os Festival de Flores da época e a mega iluminação de lâmpadas led, considerado um dos maiores eventos do Oriente”, conta Tokuriki, que estima em cerca de US$ 3 mil o custo da viagem, sem a passagem aérea. O embarque está previsto para o dia 13 de outubro, com saída de Guarulhos, e retorno previsto para o dia 29 do mesmo mês.

Mais informações podem ser obtidas no Escritório da Nippon Kaigi do Brasil, no Largo da Pólvora, 95 – sala 4 – Liberdade. Informações pelo telefone: 11/3207-1307. E-mail: nipponkaigibrasil@gmail.com

 

ALDO SHIGUTI

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