ESPECIAL: Fundação Mokiti Okada preserva tradição do Culto do Belo

Fundada em janeiro de 1971 como uma entidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, visando a realização de atividades culturais, educacionais, assistenciais e ambientais em conformidade com a Filosofia Mokiti Okada, a Fundação Mokiti Okada realizou, no dia 4 de setembro, no Solo Sagrado de Guarapiranga (zona Sul de São Paulo), o Culto do Belo. O evento, que fez parte do Culto Mensal de Agradecimento realizado pela Igreja Messiânica Mundial do Brasil (IMMB), reuniu diversas atividades como oficinas e exposições ligadas ao Setor de Arte e Cultura, ao

 

Fundação Mokiti Okada preserva tradição do Culto do Belo. Foto: Tony Tajima

Fundação Mokiti Okada preserva tradição
do Culto do Belo. Foto: Tony Tajima

 

Coral Messiânico, à Orquestra de Violões, à Ikebana Sanguetsu e ao Instituto de Arte Cerâmica (IACE).

De acordo com a filosofia messiânica, historicamente, setembro é o mês que representa o período em que, em 1952, no Japão, foi permitido à instituição dar início às primeiras atividades ligadas às expressões artísticas. Todas as atividades são planejadas pelos setores ligados às atividades realizadas com o intuito de fazer com que os participantes do culto possam usufruir delas, unindo a fé e a beleza proporcionadas pelo Solo Sagrado, também chamado de Paraíso Terrestre – local que se caracteriza pela harmonia entre a beleza natural e a criada pelo homem. A ideia é despertar a importância e o prazer que as manifestações artísticas de alto nível são capazes de proporcionar.

 

Como de costume, Setor Musical da FMO levou a expressão musical de forma emocionante. Foto: Camila Rossetti.

Como de costume, Setor Musical da FMO levou a expressão musical de forma emocionante. Foto: Camila Rossetti.

 

Todas as atividades artísticas realizadas pela FMO foram prestigiadas com a visita do presidente da Igreja Messiânica Mundial do Brasil, reverendo Marco Antonio Baptista Resende – primeiro não descendente de japoneses a assumir o cargo de presidente da IMMB e do presidente da Fundação Mokiti Okada, reverendo Miguel Neves Bomfim Neto.

Próximo ao templo, o Coral Mokiti Okada, que faz parte do Setor Musical da FMO, sob a coordenação do maestro Roberto Carlos Santos Nunes, atuou, como de costume, levando a expressão musical de forma emocionante. Também esteve presente, a Orquestra de Violões com um repertório elaborado especialmente para a ocasião.

No auditório 1, sob a coordenação do ministro Erisson Thompson de Lima Jr., foi realizada uma exposição de arranjos florais confeccionados por professoras coordenadoras da Ikebana Sanguetsu de várias regiões do Brasil que encantou os visitantes por sua beleza. No auditório 2, foi oferecida uma oficina de percepção artística com tema livre a partir de materiais reciclados no estilo xilogravura. O objetivo foi o de fortalecer o lado artístico do participante e criar um elo entre ele e o Solo Sagrado de Guarapiranga. Ao final, era possível emoldurar a arte criada e levá-la como lembrança.

 

Exposição de Ikebana reuniu participações de várias localidades. Foto: Tony Tajima

Exposição de Ikebana reuniu participações de várias localidades. Foto: Tony Tajima

 

No Centro Cultural aconteceram quatro atividades culturais distintas, sendo três do setor de Cultura e Arte e, outra, do Instituto de Arte Cerâmica, ambas da FMO, sendo: uma oficina de percepção artística que proporcionou uma introspecção pessoal, que, de olhos fechados, através das palavras de uma instrutora, a pessoa era conduzida a “silenciar a mente” e, com isso, obter um relaxamento corporal.

A experiência deveria ser expressa através de papel e gizes coloridos, num desenho que demonstrasse um sentimento ou uma lembrança marcante.

Destacou-se, também, uma representação teatral feita por uma atriz que interagiu com o público levando questionamentos e reflexões sobre a arte. O público também teve oportunidade de conferir a exposição de esculturas do artista Elias Muradi, intitulada “Segunda Pessoa”, que teve como base a emoção, tendo a arte como meio enriquecer do espírito.

Segundo Elias Muradi, “mesmo que ao iniciar sua trajetória, o artista seja pobre de conhecimentos, ele pode ir se transformando em um grande artista, a partir da prática de enxergar a beleza das pessoas e expressá-la em suas obras”. “Assim, ao vê-las, o apreciador, por sintonia, terá a tendência de criar bons sentimentos”, explicou o artista, que também expôs peças com o objetivo de suscitar reflexões sobre o limite de todas as coisas, a perfeição humana e sua interação com os mundos divino, espiritual e material, além da relação do homem com seus opostos.

As atividades do setor de Cultura e Arte foram coordenadas pela professora e especialista em museu, Jô Reginatto.

 

Ideia da mostra do IACE é despertar o olhar para a força da argila. Foto: Cinara Troina

Ideia da mostra do IACE é despertar o olhar para a força da argila. Foto: Cinara Troina

 

O IACE – Instituto de Arte Cerâmica – também esteve presente apresentando peças produzidas em torno elétrico, expressões livres e de esculturas figurativas. A ideia era despertar o olhar do público para a força da argila, por meio do elemento terra. A exposição foi coordenada pelo professor e ceramista, Marco Mesquita.

As atividades também receberam a visita de autoridades políticas como os vereadores Aurélio Nomura e Salomão Pereira, que ficaram encantados e entusiasmados com a riqueza de detalhes e tamanha beleza das exposições.

Todas as atividades oferecidas também contaram com a participação de inúmeros voluntários, que há muitos anos vem oferecendo seus conhecimentos e dons artísticos para engrandecer e expandir, cada vez mais, as atividades propostas pela Fundação Mokiti Okada.

A programação e atividades do Culto do Belo foram supervisionadas e orientadas pelo presidente da instituição, reverendo Miguel Neves Bomfim Neto, com o objetivo de proporcionar aos visitantes, momentos de muita alegria com sentimentos agradáveis e o despertar para a importância da apreciação de obras de arte de alto nível para a elevação espiritual.

A ideia principal, conta, é propor aos visitantes a reflexão de que “o ser humano é a maior obra de arte que existe, ou seja, a obra prima máxima de Deus; por isso, cada pessoa deve atentar e agir em concordância com que ensina Mokiti Okada, para que “se deleitando profundamente com a arte, a pessoa esteja apta a viver no Paraíso”.

 

Para saber mais sobre a Fundação Mokiti Okada, acesse: www.fmo.org.br

 

 


 

Fundação Mokiti Okada e a Coluna do Belo

 

Atividades proporcionaram momentos de muita alegria às crianças. Foto: Michel Rossetti.

Atividades proporcionaram momentos de muita alegria às crianças. Foto: Michel Rossetti.

 

Fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokiti Okada – chamado pelos messiânicos Meishu-Sama (que, em português, significa “Senhor da Luz”) – dizia que o Belo deveria estar presente no dia a dia das pessoas de forma plena, não só através da apreciação de obras de arte de nível elevado, mas também por meio da nobreza de sentimentos, palavras e atitudes para que estas possam se refletir no lar e na sociedade.

Mokiti Okada nutria grande paixão pelas diferentes formas de manifestação artística, às quais tanto se dedicou que lhes conferiram um elevado senso estético sempre presente em suas obras de arte.

Para ele, a prática e a apreciação do Belo, para tornar este mundo mais feliz, deveriam ser contínuas e estender-se a todas as áreas das relações humanas, chegando até às relações diplomáticas. Por essa razão, afirmava que “a consciência do Belo é o que de melhor existe para a elevação dos sentimentos humanos”. E por ter enfatizado a importância do Belo, Mokiti Okada o elevou ao nível de “Coluna de Salvação” da Igreja Messiânica Mundial.

São quatro os setores ligados à Coluna do Belo da FMO: Ikebana Sanguetsu; IACE (Instituto de Arte Cerâmica), Arte e Cultura e Musical.

 

Exposição de arranjos florais foi destaque no auditório 1. Foto: Tony Tajima

Exposição de arranjos florais foi destaque no auditório 1. Foto: Tony Tajima

 

Conheça melhor cada um deles:

Ikebana Sanguetsu – A Ikebana Sanguetsu foi instituída em 15 de junho de 1972, tendo como alicerce e inspiração, o mestre Mokiti Okada. Ele propôs a campanha de formação do paraíso por meio das flores, com o objetivo de criar uma sociedade rica em qualidades artísticas. Ele amava e respeitava a vida das flores e vivificava-as realçando suas características naturais. Ensinou sobre seu cultivo e distribuição, incentivando sua ornamentação nos lares e em todos os locais onde houvesse pessoas. Com atividades presentes no Brasil e no exterior, o estilo Sanguetsu ensina que a missão da flor é alegrar a vida, elevar os sentimentos, harmonizar o ambiente e estreitar a ligação com o criador, sendo um caminho através do Belo para a evolução espiritual.
Atividades desenvolvidas: cursos regulares, curso de professores, exposições, eventos, workshops, vivências e sensibilizações.

Número de alunos: cerca de 7 mil

Faixa etária: de 18 a 100 anos

Abrangência: em todo território nacional

 

 

Cultura e Arte – Instituído em 2007, inicialmente, como setor Núcleo Arte – Pesquisa e Produção Cultural e, posteriormente, Cultura e Arte, é embasado no pensamento de Mokiti Okada e busca formar artistas conscientes da sua missão e um público apto a se deleitar profundamente com a arte.

O setor empenha-se na divulgação do Belo em suas mais diversas manifestações, trabalhando a arte como um instrumento de conhecimento, educação e elevação da espiritualidade.

Atividades: Exposições de Artes – Solo Sagrado de Guarapiranga/SP (7 por ano aproximadamente); Espaço Cultural Itabaiana/RJ (4 por ano); Grupos de Estudo (SP, RJ e Curitiba); Curso Percepção Artística (SP, RJ e Curitiba) e Oficinas de Arte.

 

 

IACE (Instituto de Arte e Cerâmica) – Fundado em outubro de 1982, o IACE tem o objetivo de ampliar a contemplação do Belo com uma abordagem espiritualista através da arte cerâmica, e assim, promover a elevação do nível artístico do ser humano, aproximando-o da natureza. Através da argila e dos elementos terra, fogo, água e ar, o aluno desenvolve seu potencial criativo e sua percepção estética e artística, enquanto trabalha as questões emocionais.

Atividades desenvolvidas: aula experimental para adultos e crianças; exposição anual dos alunos; exposição mensal de um dos alunos.

 

 

Setor Musical – Suas atividades têm como objetivo orientar e capacitar, culturalmente, a formação musical do aluno, enquanto contribui para que ele encontre, na música, uma arte essencial para tornar sua vida mais feliz.

Com um total de cerca de 900 alunos, o Setor Musical mantém as seguintes atividades do Canto Coral nas categorias:

Infantil, Infanto-Juvenil (dos 6 aos 15 anos). Em SP, Campinas, São José do Rio Preto e Brasília

Adulto (dos 18 aos 60 anos). Em SP, RJ, PR, Brasília, BA, PA e MS

Melhor Idade (dos 55 aos 90 anos). Em SP e Brasília

Orquestra de Violões (dos 12 aos 70 anos). Em SP e Campo Grande (MS).

 

Para saber mais sobre a Fundação Mokiti Okada, acesse: www.fmo.org.br

 

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