ESPETÁCULO: Grupo japonês Ban’yu Inryoku se apresenta no Sesc Pinheiros neste fim de semana

O Sesc Pinheiros recebe, neste fim de semana (28 e 29), o espetáculo Instruções aos criados, com o grupo japonês Ban’yu Inryoku. A apresentação ocorre no sábado, às 21h, e domingo, às 18h, no Teatro Paulo Autran. Os ingressos vão de R$ 9 (credencial plena) a R$ 30 (inteira).

 

Grupo esteve no Brasil em 1995, nas comemorações do Centenário da Amizade, e volta nos 120 Anos (Foto: Yuji Kussuno)

Grupo esteve no Brasil em 1995, nas comemorações do Centenário da Amizade, e volta nos 120 Anos (Foto: Yuji Kussuno)

 

O enredo apresenta serventes, faxineiros, arrumadeiras, cozinheiros, um tratador de cavalos e todos os demais empregados de uma grande propriedade. Na ausência do proprietário, disfarçam-se de jovens senhores e encenam uma onírica festa regada de excessos, dançando e cantando músicas desesperadamente alegres, em uma autêntica rebelião de servos.

Dirigido por J.A. Seazer, o espetáculo, cujo nome em japonês é Nuhikun, foi montado a partir do texto homônimo do século XVIII, de autoria do escritor irlandês Jonathan Swift. Originalmente um satírico manual de bons costumes direcionado a serviçais, o material serviu de base para a montagem, em 1978, do espetáculo de mesmo nome por Shuji Terayama, um dos artistas mais polêmicos e relevantes da história das vanguardas artísticas japonesas.

 

Grupo esteve no Brasil em 1995 para celebrar os 100 Anos do Tratado e volta agora para os 120 Anos (Foto: Yuji Kussuno)

Grupo esteve no Brasil em 1995 para celebrar os 100 Anos do Tratado e volta agora para os 120 Anos (Foto: Yuji Kussuno)

 

A versão atual, apresentada por Ban’yu Inryoku, reinventa a versão de Terayama, mesclando questões contemporâneas ao texto montado em 1978. Instruções aos Criados é um espetáculo onde encenação e plasticidade evidenciam o lado radical e contemporâneo da cultura japonesa, em que o real e o virtual são indissociáveis.

Estruturas metálicas gigantescas e máquinas inverossímeis ocupam o palco em diálogo com os corpos também maquínicos dos performers. Objetos surreais criam o chamado “teatro total”, capaz de estimular o público por meio de todos os sentidos, com ações acontecendo em  quinze níveis do palco, envolvendo seus 24 atores e música ao vivo.

 

Crítica define trabalho do grupo como “teatro total” (Foto: Yuji Kussuno)

Crítica define trabalho do grupo como “teatro total” (Foto: Yuji Kussuno)

 

Segunda vez – De acordo com o diretor, que também assina a trilha sonora do espetáculo, “há uma experiência extraordinária e metadramática que atravessa todos os participantes dessa obra, e essa sensação contagia o público. É um super equilíbrio, ou então algo desequilibrado, e não é o roteiro, os atores, a direção de arte, ou a música: harmônicos, mas também irracionais. Um fenômeno para mim ainda indescritível” revela J. A. Seazer.

A apresentação marca a segunda visita do Ban’yu Inryoku ao Brasil – a primeira ocorreu em 1995, no centenário do início das relações diplomáticas entre Brasil e Japão. A apresentação faz parte do programa de intercâmbio político, econômico e cultural estabelecido entre  os dois países, marcado pelo 120º aniversário do “Tratado de Navegação, Amizade e Comércio entre Brasil e Japão”.

 

Ban’yu Inryoku utiliza várias referências em seu trabalho (Foto: Yuji Kussuno)

Ban’yu Inryoku utiliza várias referências em seu trabalho (Foto: Yuji Kussuno)

 

Sobre o Ban’yu Inryoku – A companhia nasceu da iniciativa, das performances e das experiências teatrais do cineasta e dramaturgo japonês Shuji Terayama, na segunda metade dos anos 60, com o nome de Companhia Tenjo Sajiki, no auge da maré de inconformismo e rebeldia que o Japão se viu mergulhado naquela década de plena contestação.

Com a morte de Terayama em 1983, J.A. Seazer, originalmente um dos músicos da companhia, assumiu a direção do grupo, rebatizando-o com o nome atual, mas mantendo suas características originais.

Sua estética traz uma combinação de circo, artes marciais, releituras de Nô e Kabuki, punk-rock, cultura popular, teatro ritual, mimíca, surrealismo, anarquia mascarada, performance, ópera experimental e outras tantas referências. O termo mais utilizado pela crítica teatral é Teatro Total, de ação permanente, simultânea e frenética.

 


 

 

Instruções aos Criados (JAP), com o grupo Ban’yu Inryoku

Local: Teatro Paulo Autran (1.010 lugares)

Dias: 28 e 29 de novembro, sábado, às 21h e domingo às 18h

Duração: 100 minutos

Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira). R$ 15,00 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 9,00 (credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda pelo Portal www.sescsp.org.br a partir de 17/11 (terça-feira), às 16h30, e nas bilheterias do SescSP a partir de 18/11 (quarta-feira), às 17h30. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.

 

SESC PINHEIROS

Endereço: Rua Paes Leme, 195.

Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.

Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas / veículos e motos: Matriculados no Sesc: R$ 7,50 nas três primeiras horas e R$ 1,50 a cada hora adicional. Não matriculados no Sesc: R$ 10,00 nas três primeiras horas e R$ 2,50 a cada hora adicional. Para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 7,50.

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