EXPOSIÇÃO: Bunkyo recebe a exposição de Shunji Nishimura

 

Quadro Shunji Nishimura (foto: divulgação)

O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social apresenta a exposição “Shunji Nishimura – Um imigrante empreendedor”, que começou no dia 11 e permanece até 28 de fevereiro, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A mostra traz 14 painéis, entre  fotografias e histórico que contam a vida do empresário e inventor que foi um exemplo de imigrante japonês que teve uma bem-sucedida trajetória empreendedora no Brasil.

O presidente do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, Ignácio Moriguchi destaca a importância da mostra. “Shunji Nishimura foi um exemplo e orgulho para todos nós japoneses, descendentes e brasileiros”, diz. “A exposição exibe a história de vida do fundador da Indústria de Máquinas Agrícolas Jacto, uma das mais importantes do país”, conclui Moriguchi.

Para Lidia Yamashita, vice-presidente da Comissão Administrativa do Museu revela que a exposição faz parte das comemorações aos 105 anos da imigração japonesa no Brasil, e 35º Aniversário da Fundação do Museu Histórico da Imigração japonesa no Brasil. “Essa é uma forma de retribuirmos ao grande mestre Shunji Nishimura, as contribuições na agricultura de suas invenções à sociedade brasileira”, comenta.

“Se na década de 1930, o imigrante Shunji Nishimura era apenas um entre os milhares de japoneses que trabalhava na colheita de café, no interior de São Paulo. Ele foi um visionário e um inventor de equipamentos agrícola. Ele não sabia, mas acabava de dar início a uma trajetória que mudaria o cenário da agricultura mundial”, define Lidia Yamashita.

A exposição pretende revelar a história desse ilustre imigrante japonês, e as miniaturas de suas engenhocas e máquinas criadas por ele, que tanto conquistou o agricultor. A mostra é uma realização do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, e da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, com o apoio da Jacto. O visitante pode apreciar a mostra de 3ª a Domingo das 13h30 às 17h30, entrada R$ 6,00, estudante R$ 3,00, Idosos e crianças até 5 anos não pagam.

 

 

 

Serviço:

Exposição “Shunji Nishimura – Um imigrante empreendedor”

Onde: Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil – Rua São Joaquim, 381 – 8º Andar – Liberdade – São Paulo –SP (Próx. Metrô São Joaquim)

Data: De 11 até 28 de Fevereiro

Horário: 13h30 às 17h30

Entrada: R$ 6,00, Estudante R$ 3,00, Idosos e crianças até 5 anos não pagam.

Informações: (11) 3209-5465 ou 3208-1755

 

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Legado – Segundo dos seis filhos de Shotaro e Toshi Nishimura, Shunji nasceu em oito de dezembro de 1910, em Uji, na província de Kyoto. Em abril de 1929, aos 19 anos, Shunji formou-se técnico em mecânica na Escola Industrial Dai-Ichi Kogyo Gakko, em Kyoto, e começou a trabalhar na fábrica de carvão da família. Era um jovem sonhador e determinado, que decidiu vir para a América em busca de novas oportunidades.

Em janeiro de 1931, Shunji ingressou na Escola Rikkokai, ligada à Igreja Metodista, que preparava jovens japoneses para a emigração. Pretendia ir para a Bolívia, mas escolheu o Brasil porque o governo brasileiro pagava a viagem. Na tarde de 6 de fevereiro de 1932, embarcou no navio Buenos Aires Maru, no porto de Kobe. Tinha 20 anos, uma bíblia, um diploma de técnico em mecânica e 100 ienes. Desembarcou em Santos, em 22 de março de 1932.

Após algumas semanas numa pensão de imigrantes em São Paulo, o jovem Shunji foi trabalhar na colheita de café na Fazenda Santa Maria, em Botucatu.  O trabalho era duro e o salário pequeno, por isso, o jovem Shunji foi para o Rio de Janeiro e foi trabalhar como copeiro na mansão de um casal em Petrópolis. Juntou dinheiro com a ideia de continuar os estudos, aprender melhor o português e conhecer o Brasil e suas oportunidades. Em 1934, voltou a São Paulo e matriculou-se no curso primário do Colégio Adventista Brasileiro, no bairro de Santo Amaro. Estudava oito horas por dia e trabalhava na própria escola. Um ano depois, o dinheiro acabou. Deixou a escola e conseguiu trabalho em uma fábrica, como torneiro e soldador. O salário era tão pequeno que muitas vezes almoçava pão com banana. Na Igreja Episcopal do Brasil, no bairro de Pinheiros, conheceu a futura esposa, Chieko Suzukayama.

Junto com amigos, Nishimura abriu no bairro da Lapa a oficina Seikoosha, onde começaram a fabricar latas para acondicionar ochá preto produzido na região de Registro, Vale do Ribeira. Em fevereiro de 1939, Shunji decide tentar a sorte no interior do estado.

Na cidade de Pompéia, Shunji Nishimura alugou uma casa na Rua Senador Rodolfo  Miranda, 127, perto da agência dos Correios, e afixou na frente uma tabuleta: “Conserta-se Tudo”.

 

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