FUROSHIKI: Letícia Yabiku lança em Campinas livro sobre furoshiki

 

Uma moda chega de forma prática e charmosa em Campinas, numa tentativa de substituir as poluidoras sacolas plásticas, tão utilizadas em supermercados, até bem recentemente.  Letícia Yabiku, com apenas um pedaço de pano quadrado transforma em sacolas e bolsas, de uma maneira simples e assim vem conquistando um público diversificado, com demonstrações públicas e bem divertidas. E ela levou a sério este trabalho que se transformou em um livro intitulado “Furoshiki simples, divertido e bonito”, da editora Komedi. O lançamento do livro ocorreu no último dia 11, na Saraiva Megastore do Shopping Center Iguatemi de Campinas.

 

A comunidade nikkei de Campinas e região, os amigos e familiares da escritora prestigiaram o lançamento, juntamente com o seu marido, o vereador Luis Yabiku, o seu grande incentivador. “O meu projeto maior é alçar ‘voos’ mais altos e atingir o maior número de pessoas. Com o livro eu posso divulgar ainda mais esta arte milenar que é o furoshiki”, disse.

 

Nascida em Pacaembu e de família de lavradores, Letícia tem dois filhos: Otávio de 17 anos e Fábio de 16. Adora fotografar, desenhar e pintar quadros. Letícia gosta de uma comida bem brasileira, arroz, feijão, um ovo frito e uma saladinha. Considera-se uma dona de casa, mas é apaixonada pelo furoshiki. A sua vida, atualmente, é dedicada à divulgação de sua obra.

 

 

Confira a entrevista con­cedida à correspondente do Jornal Nippak em Campinas, Célia Kataoka:

 

JN: Desde quando se inte­ressou pelo furoshiki?

LY: Faz uns três anos, meu marido chegou em casa e me pediu para auxiliá-lo nas pesquisas em supermercados, e verificar como estavam transportando mercadorias sem sacolas plásticas. Na época, ele era presidente da comissão de Meio Ambiente na Câmara Municipal de Campinas e na verdade não havia novidades, era o de sempre caixas de papelão e sacolas retornáveis de algodão ou ráfia com logotipos dos supermercados.

 

JN: Você recebeu influências de algum parente?

LY: Minha irmã trabalha no Japão e em passagem pelo Brasil trouxe-me várias sugestões. Lá eles dão descontos, selos e me trouxe até umas pequenas bolsinhas de nylon enroladas. Ela me explicou como funciona a coleta de lixo reciclável. Cada dia tem um motivo de material, orgânico e plásticos, entre outros. Os brasileiros que lá chegam, recebem as informações de como proceder. Ao entrar na Internet, me surpreendi quando vi a ministra de meio ambiente em 2006, no Japão, Yuriko Koibe no movimento “Mottainai Furoshiki” dizendo que o furoshiki poderia ser praticado por qualquer pessoa pois é simples, e divulgar uma tradição japonesa para contribuir para o planeta é muito bom.

 

JN: Como foi a divulgação desta arte?

LY: Comprei alguns metros de tecidos semelhantes aos de nossos pais e avós, fiz bainhas e montei várias bolsas. Visitei vários jornais locais e TVs. A imprensa local se interessou e participei de vários programas de televisão na TV Bandeirantes, EPTV, Rede Família, TV Aparecida, TV Canal Rural, CNT, TV Gazeta, TV Record, TV Século 21. A imprensa escrita também se interessou, como o Correio Popular, Metro, ABC, Santos. O interesse chegou às escolas, supermercados, igrejas, instituições assistencias e associações nipo-brasileiras.
Fico surpresa com a grande quantidade de acessos aos vídeos no “You Tube” publicados pela TV Aparecida, hoje um dos vídeos com minha participação tem mais de 800 mil acessos.

 

JN: Além de aprender, você gosta de ensinar várias pessoas?

LY: Participei do Encontro Estadual de Lions, da primeira virada sustentável, fes­tivais japoneses em Campinas, supermercados de Pira­cicaba, Limeira, Rio Claro, grupos de artesanato, oficinas no Supermercado Galassi e Enxuto de Campinas, Marília, Sorocaba, Garça, em grupos de artesanato da Igreja Católica, Batista, Mormons, Grupo de Escoteiros e principalmente nos meios de comunicação.

 

JN: Quem pode aprender, a dona de casa, crianças, homens?

LY: Qualquer pessoa, tenho recebido convites para grupos com tratamento de fisioterapia, terapia ocupa­cional, educação ambiental.

 

JN: Com esta atitude, você acha que está contribuindo para um mundo melhor?

LY: Temos que ter esperança. Se o mundo melhorará, não posso dizer, mas me tornei uma pessoa muito feliz em levar um pouco de meu tempo para outras pessoas, é muito bom.

 

Leticia tem um blog, que é www.yabiku.wordpress.com
E mail: leticiayabiku@gmail.com

 

 

Célia Kataoka

Redação

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One Comment

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