GASTRONOMIA: Em busca da popularização da cultura do lámen no Brasil

 

Apresentação

Dez anos já se passaram desde a abertura de um estabelecimento de lámen em São Paulo. Este macarrão japonês chamado – men- conquistou o coração e o paladar dos paulistanos que aprenderam a apreciá-la de forma tradicional, utilizando o hashi [palitinhos] e a colher de sopa chinesa, aparentemente contribuindo para difundir a cultura do macarrão ensopado.

O “yakissoba” já é um nome conhecido e difundido, identificado como parte da culinária japonesa e podendo ser facilmente apreciado tanto nos restaurantes quanto nos lares brasileiros.

Já o lámen é um território ainda desconhecido para os brasileiros. A exigência japonesa de qualidade no macarrão e na sopa é extremamente rigorosa e dá à iguaria a reputação de “prato nacional”. A MN Própolis tem conduzido pesquisas desde 2009 de olho nesta comida saudável e cujo sabor natural é obtido sem o uso de temperos artificiais.

 

 

As empresas grandes dificilmente se aventurariam neste mercado, mas o avanço tecnológico possibilitou reproduzir o sabor japonês usando somente ingredientes nacionais.

Depois de firmar um acordo tecnológico com a empresa japonesa Try Inc., (presidente Sr. Fumiyuki Tadokoro, o qual é colega de estudo da filosofia Inamori), detentora da franquia “Misoya”, reconhecida por servir um dos melhores missôlamen do Japão, e também com o “LamenKazu” (presidente Sr. Kazuhiro Takagi, o qual também é colega de estudo da filosofia Inamori), empresa pioneira na introdução do modismo do lamen no Brasil, obtivemos a autorização governamental, instalamos a fábrica e finalizamos o treinamento dos funcionários. Em julho de 2012 lançaremos no mercado a massa fresca de lámen e o caldo concentrado para a sopa.

Com a ajuda do Departamento de Desenvolvimento da MN Própolis, gostaria de apresentar o lámen e a nossa empresa em quatro partes intitulada: “O que é lámen”, “A história do lámen”, “A massa e a sopa do lámen”, “Como deve ser um lámen saboroso”, “O Mercado de lámen no Japão” e “A empresa MN Própolis”.

 

 

Parte 1:  A história do lámen

O macarrão é uma obra-prima derivada da farinha de trigo e a sua história nada mais é que o caminho trilhado por muitos anos durante os quais foi se agregando muitas sabedorias. Vou chamá-la de “a rota do macarrão”.

A história do trigo inicia desde á Mesopotâmia (atualmente Irã) há 7 mil anos, quando o cultivo foi desenvolvido e de onde se espalhou para o resto do mundo.

Dizem que, a partir do trigo, o pão se desenvolveu na Europa enquanto o macarrão na Ásia, principalmente na China. No Japão, o macarrão é citado em um documento que data da Era Kamakura (1185-1333).

A história do lámen japonês começa em 1910, durante a Era Meiji, ano em que o restaurante “RaiRai Ken” abriu as portas em Asakusa, bairro de Tokyo. Esse restaurante de comida chinesa incluiu em seu cardápio o “Shinasoba [macarrão chinês]”, que consistia de um macarrão fino e comprido, dentro de um caldo leve à base de shoyu (molho de soja). Esse prato que dizem ter dado origem ao lámen, era completado com fatias finas de châshû (lombinho de porco), fatias de naruto (pasta curtida à base de peixe) e cebolinha picada.

O nome, no entanto, só surgiria mais tarde, em 1922, na cidade de Sapporo, província de Hokkaido, depois que um restaurante simples de nome “Takeya” abriu as portas. Mais tarde, o estabelecimento mudou de escrita e passou a se chamar “Restaurante Chinês Takeya”. Dizem que Tatsu, a esposa de Masaharu Ohkubo, o dono do estabelecimento, gostava muito das retrucadas que o funcionário chinês bradava da cozinha, “haoliao [está pronto]” e daí batizou o prato de “liao-men [men — macarrão — do liao]” e que na pronúncia japonesa se transformou em “ramen” ou “lamen”.

(Continua na próxima edição)

 

 

 

*Norihito Matsuda (presidente da MN Própolis)

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    PARABÉNS À EQUIPE MN PRÓPOLIS.
    MARTA SPINELLI

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