GRAMICULTORES: Junji quer inclusão de setor produtivo

 

Com a missão de garantir representatividade aos gramicultores brasileiros, o deputado federal Junji Abe (PSD-SP) dará início à mobilização pela inclusão da categoria na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, colegiado de que ele faz parte como representante do Parlamento federal. “O crescimento da categoria justifica que ela tenha assento no grupo e passe a interagir de forma direta com as questões que afetam o agronegócio”, argumentou.

O trabalho do deputado atende pedido da diretoria da Agrabras – Associação dos Gramicultores do Brasil com quem ele se reuniu para tratar do assunto. Junji soube do problema da falta de representação da categoria pelo amigo Hélio Mori (PSDB), vereador de São Miguel Arcanjo (SP). Segundo o parlamentar, a Região de Itapetininga, a aproximadamente 100 quilômetros de Sorocaba, é o maior polo produtor de gramas no País.

 

Junji Abe recebe diretores da Agrabras (foto: divulgação)

 

A região paulista de Itapetininga desponta como o principal polo produtor de gramas no País porque, segundo Junji, apresenta condições naturais favoráveis à atividade que exige áreas planas ou com mínima declividade, boa capacidade hídrica para irrigação, solo fértil com fácil absorção de água e temperaturas amenas, na faixa de 18 a 25 graus centígrados.

Junji relatou que a introdução do plantio comercial de gramas no Brasil ocorreu por volta de 1975, como resultado de estágios de brasileiros em fazendas norte-americanas. “A expansão da produção de variedades de gramas se deu em função da utilização do produto em grandes obras públicas, como encostas de rodovias e hidrelétricas, para atender as exigências da legislação ambiental”, observou o deputado.

Paralelamente, completou Junji, desde a estabilidade da economia brasileira propiciada pelo Plano Real, o mercado de gramas e gramados vem crescendo substancialmente no País. “Cada vez mais, residências e empresas procuram implantar ou ampliar jardins, reconhecendo a importância das áreas verdes para a qualidade de vida”, pontuou, evidenciando a necessidade de viabilizar o relacionamento da categoria com os órgãos governamentais.

Além de solicitar ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, inclusão da entidade representativa dos gramicultores na Câmara Setorial, Junji planeja apresentar a categoria a três importantes colegiados do Congresso Nacional. Um deles é a Pró-Horti – Frente Parlamentar Mista em Defesa do Segmento de Hortifrutiflorigranjeiros, idealizada e presidida pelo deputado com o objetivo de agasalhar as cadeias produtivas de verduras, legumes, tubérculos, bulbos, frutas, champignon, mel e derivados, aves e ovos, pecuária de leite de pequeno porte, flores e outros itens dirigidos ao abastecimento do mercado interno.

 

Importância – A Pró-Horti agrega mais de 230 congressistas – entre deputados e senadores – solidários ao apelo pela implantação de políticas públicas voltadas ao segmento que não recebe atenção governamental e, segundo Junji, inclui os gramicultores. O deputado refere-se à classe intermediária que não se encaixa nos critérios da agricultura familiar nem são culturas de exportação que geram commodities, como as do setor sucroalcooleiro,citricultura, sojicultura e cafeicultura, entre outros.

A categoria dos gramicultores também será formalmente apresentada à FPA – Frente Parlamentar em Defesa da Agropecuária e à Capadr – Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, como pretende Junji que integra os dois colegiados. Para dimensionar a importância do setor, ele pediu ao presidente da Agrabras, Luiz Carlos Cyrineu, que coletasse informações detalhadas sobre a atividade no País.

 

Organização – De acordo com Junji, é fundamental sistematizar dados sobre a gramicultura para comprovar a força da atividade aos congressistas e órgãos governamentais. “Falo de números da produção, da área plantada, de quantos gramicultores, empregos gerados e faturamento, entre outros itens que dimensionam o peso da cadeia produtiva no agronegócio nacional”, detalhou o parlamentar, que conta com a experiência de produtor que registra um histórico de mais de 35 anos como líder rural.

“A chave para a representação adequada de uma categoria é a sua organização”, ensinou Junji, informando que iniciará os trabalhos em Brasília no início do próximo mês, após o recesso parlamentar. A reunião, realizada no último dia 24, também teve a participação do diretor da Agrabras, Aristeu Naoshigue Adati, e do advogado Julio Nobuaki Fuzikawa, além de Cyrineu e do vereador Mori.

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