J-TEST: Primeiro simulado em continente americano reúne 42 pessoas em São Paulo

O simulado do “J-Test, Exame de Proficiência de Uso Prático da Língua Japonesa” (Centro de Pesquisa de Sentenças S.A., com sede em Tóquio), que avalia a capacidade de uso do idioma japonês por não nativos, foi realizado no último dia 3, no Centro Brasileiro de Língua Japonesa, em São Paulo. Os 42 participantes fizeram a prova sob atmosfera tensa em uma sala silenciosa. O exame era inédito no continente americano e os organizadores ficaram satisfeitos com a repercussão.

 

Participantes concentrados no exame realizado no Centro Brasileiro de Língua Japonesa. Foto: Nikkey Shimbun

 

O participante Tales Balmer (26) e Felipe Nascimento (30) estudam língua japonesa na Universidade de São Paulo (USP). Ambos estão no nível N2 e responderam à reportagem falando fluentemente o japonês.

A folha de questões podia ser levada para casa e as respostas foram distribuídas logo após o simulado. Tales que já estuda japonês há 4 anos elogiou o procedimento: “Em casa, podemos rever as questões que não pudemos responder. Isso contribui nos estudos”.

Felipe, que tem um histórico de 10 anos de estudo na língua, comentou: “A característica do J-Test são as questões discursivas. Teve expressões como ‘kinjiemasen deshita (não pude me conter de)’ que é difícil de ver até em jornais ou noticiários. Fiquei surpreso por ver questões acima de meu nível de conhecimento, mas foi muito instrutivo”.

Kumiko Hoshiko (43 anos, de Nagasaki) é gerente de desenvolvimento de exames do Centro de Pesquisa de Sentenças S.A., que veio ao Brasil para dar suporte ao know-how da organização do exame e ela comentou: “Todos fizeram a prova de forma séria e concentrada. Achei o clima muito bom”. Disse que até viu um participante chegar meia hora antes para estudar.

Kumiko se surpreendeu ao constatar que cerca de 60% dos participantes não eram descendentes de japoneses: “Talvez pelo simulado ser de nível médio a alto (D a A), teve muitos participantes que já estudam japonês há bastante tempo, além de sentir que a faixa de idade deles era relativamente alta. A participação de descendentes de idade avançada é uma grande característica daqui que possui uma sociedade nikkei grande”.

As questões para o exame foram extraídas de jornais, livros e noticiários do Japão. Kumiko explica: “Como diz o nome – exame de proficiência de uso prático da língua japonesa, a prova também serve de oportunidade para conhecer o japonês prático utilizado atualmente”.

 

Dificuldades – Os graus de dificuldade dos exames, o de níveis F-E (Equivalentes a N5 e N4) e o de níveis D-A (equivalente a N3 a acima de N1), serão mantidos sempre constantes, permitindo aos participantes a avaliarem o progresso do aprendizado da língua ao fazerem o exame repetidas vezes. O exame também facilita a definição de metas de aprendizagem, ao colocar participantes de nível N3 diante de questões com dificuldade acima de N1.

Depois do simulado, quatro documentos serão enviados aos participantes: o certificado, as notas gerais, as notas individuais e os materiais de referência. Este exame já é realizado em outros dez países, principalmente da Ásia, como Mongólia, China e Vietnã, além de haver planos para introduzi-lo nos Estados Unidos.

 

Coluna “Omimi Komimi” – As 50 vagas para participação no simulado do exame J-Test foram preenchidas rapidamente logo que abriram as inscrições e os pedidos continuaram a chegar mesmo depois de encerrada. No dia da prova, entretanto, entre ausências e atrasos somente 42 participaram. Atrasos são inadmissíveis neste exame. Um dos atrasados que estava nas proximidades do local do exame comentou, pesarosamente: “Queria ter feito a prova porque parecia ser o TOEIC de japonês. Não vou me atrasar da próxima vez”. Quem estiver pensando em realizar o exame precisa redobrar o cuidado com o horário.

(Do Nikkey Shimbun)

 

 

 

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