JCI BRASIL-JAPÃO: Shodi Nomura toma posse como presidente e elege como desafio atrair novos membros

Fortalecer a organização e trabalhar para atrair novos membros são apenas alguns dos desafios que esperam o novo presidente da JCI Brasil-Japão, Shodi Nomura, que tomou posse em cerimônia realizada nesta segunda-feira (1º de fevereiro), no Auditório Paulo Kobayashi da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Desde 2012 na organização, Shiodi Nomura sucederá Camila Mitrowic Stuck, primeira não descendente de japoneses a comandar a JCI Brasil-Japão desde que a entidade foi fundada, em 24 de junho de 1982.

 

Camila Stuck cumprimenta seu sucessor, Shodi Nomura, observados por Cibele e Patrícia (Foto: Jiro Mochizuki)

Camila Stuck cumprimenta seu sucessor, Shodi Nomura, observados por Cibele e Patrícia (Foto: Jiro Mochizuki)

 

Na mesma solenidade, foram empossados os novos membros do Comitê Executivo (veja box nesta página). Compuseram a Mesa de Trabalho o cônsul geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae; o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa no Brasil, Toshifumi Murata; Rafael Jun Mabe, eleito presidente 2017 da JCI Brasil; a presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Harumi Goya; o deputado federal William Woo (PV-SP) e o deputado estadual Hélio Nishimoto (PSDB), além da presidente 2015 e o recém-empossado.

Também prestigiaram a cerimônia, políticos como o vereador Aurélio Nomura (PSDB) e o deputado federal Walter Ihoshi (PSD-SP) e várias lideranças da comunidade como o presidente da Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Centro Cultural Okinawa do Brasil, Eiki Shimabukuro; o presidente da Associação Okinawa Vila Carrão, Tério Uehara; o presidente da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (Acal), Hirofumi Ikesaki; o presidente do Enkyo, Yoshiharu Kikuchi e o subsecretário de Empreendedorismo, Roberto Sekiya, além de ex-presidentes, membros e senadores da organização.

 

Autoridades participam da cerimônia da quebra da tampa do barril (Foto: Jiro Mochizuki)

Autoridades participam da cerimônia da quebra da tampa do barril (Foto: Jiro Mochizuki)

 

Referência – Em suas falas, as autoridades que discursaram destacaram a importância da JCI Brasil-Japão não só para a comunidade nipo-brasileira como também para o fortalecimento das relações bilaterais. A presidente do Bunkyo lembrou que, passado mais de um século da chegada dos primeiros imigrantes de japoneses, as associações nikkeis continuam sendo uma referência na vida da comunidade nipo-brasileira.

De acordo com Harumi Goya, assim como as demais associações, também o Bunkyo compartilha das mesmas angústias quando o assunto refere-se sobre o papel que desempenhará as novas gerações no futuro. “Esperamos que continuem trazendo valiosos aprendizados”, ressaltou.

 

Murata, Nishimoto, cônsul, Camila, Shodi, William, Goya e Jun Mabe (Foto: Jiro Mochizuki)

Murata, Nishimoto, cônsul, Camila, Shodi, William, Goya e Jun Mabe (Foto: Jiro Mochizuki)

 

 

O presidente da CCIJB, Toshifumi Murata, revelou que em 2016 a entidade busca novas formas de contribuir com a comunidade e propôs uma maior interação com a JCI Brasil-Japão.

Já o deputado estadual Hélio Nishimoto disse que “fico tranquilo sempre que vejo entidades como a JCI Brasil-Japão”. “Pois sempre temos certeza de um futuro melhor quando há envolvimento de novas lideranças”, explicou o parlamentar, que enalteceu ainda a mescla de membros mais experientes como um fator preponderante para que a empreitada tenha sucesso.

William Woo destacou a “dívida pessoal” que tanto ele como o deputado Walter Ihoshi têm com a organização. “Com o apoio da JCI Brasil-Japão tivemos os melhores mandatos”, afirmou Woo, acrescentando que o engajamento dos jovens na organização acontece “sem nenhum ganho pessoal”. “São pessoas que acreditam em princípios”, frisou o deputado, que convocou os empresários presentes a lutarem pelo fortalecimento de uma sociedade mais justa e educadora.

O cônsul Takahiro Nakamae destacou que a entidade exerce um importante papel não só na formação de novos líderes como também para o fomento das relações bilaterais. E finalizou seu dicurso pedindo para que a entidade dê continuidade ao legado recebido de nossos ancestrais.

 

 

Murata, Nishimoto, cônsul, Camila, Shodi, William, Goya e Jun Mabe (Foto: Jiro Mochizuki)

Murata, Nishimoto, cônsul, Camila, Shodi, William, Goya e Jun Mabe (Foto: Jiro Mochizuki)

 

Antídoto – Ao Jornal Nippak, Walter Ihoshi disse que a posse de Shodi Nomura significa “o início de um trabalho de um jovem que demonstra muita capacidade em tudo que já fez como líder da nossa comunidade, como alguém que participa da Câmara Júnior há vários anos e de alguém que foi preparado para esse momento”.

“A Câmara Júnior tem feito um trabalho no mundo para servir a humanidade e os jovens tem essa percepção que, cuidar das pessoas é uma missão de todos nós. Desejo boa sorte ao Shodi Nomura e, ao mesmo tempo, parabenizo a Camila, que foi uma presidente atuante e, como não descendente de japoneses, demonstrou que a comunidade nikkei está totalmente inserida na sociedade brasileira”, explicou Ihoshi.

Para o vereador Aurélio Nomura, a JCI é um “celeiro de novas lideranças”. “E hoje, nesse momento que estamos vivendo, marcado por demandos políticos, escândalos e corrupção, nós precisamos ter um antídoto. E esse antídoto está exatamente aqui, nesse celeiro, nesse trabalho de investir nos jovens como faz a JCI”, disse o vereador, lembrando que “eu mesmo já participei da organização quando jovem”. “Aprendemos muito através dos debates e discussões e hoje estamos vendo até uma sofisticação, ou seja, a ampliação dos elos de amizade de realcionamentos, que saíram de uma esfera eminentemente doméstica para alcançar um nível internacional. Saiu da Câmara de Comércio ao buscar a formação e qualificação de novas lideranças para algo muito mais amplo pois, nesse mundo globalizado, muitos jovens nem vão ficar no Brasil.  Então, acho que esse preparo deu um grande salto, não só pela globalização mas pela necessidade de cada vez mais entidades como a JCI marcarem uma posição na sociedade”, destacou Aurélio Nomura.

 

ALDO SHIGUTI

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Redator-chefe
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    COMITÊ EXECUTIVO JCI BRASIL-JAPÃO 2016

     

    Toshifumi Murata (centro) com membros da JCI Brasil-Japão (Foto: Jiro Mochizuki)

    Toshifumi Murata (centro) com membros da JCI Brasil-Japão (Foto: Jiro Mochizuki)

     

     

    Presidente 2015: Camila Mitrowic Stuck

    Presidente atual: Alexandre Shodi Nomura

    Secretária Geral: Patrícia Mayumi Murakami

    Secretária Geral Adjunta: Maria Crystina Igarashi

    Tesoureiro: Cibele Mitrowic Stuck

    Tesoureiro Adjunto: Adriano Mitsuo Yoshino

    VP Comunitário: Luiz Bruno Isoda

    VP Comunitário Adjunto: Hugo Takeji Teruya

    VP Individual: Márcia Mariko Nakano

    VP Individual Adjunto: Bruno Yoshio Katayama

    VP Negócios: Cleber Kamiya

    VP Negócios Adjunto: Yugo Mabe Junior

    VP Internacional: Marcos Paulo Gawriliuk

    VP Internacional Adjunto: Rodolfo Eiji Wada

    VP Sênior: Iju Shimizu Junior

    VP Senior Adjunto: Claudio Kiyoshi Yamamoto

    Assessor Legal: Max Ide Hasimoto

    Conselho Fiscal: Fabio Kawauchi, Marcelo Shiraishi, Danilo Fujita

    Conselho Fiscal (Suplente): Daniel Kawachi


     

     

    ‘Para ser membro basta ter vontade de fazer a diferença’

     

    Antes de passar o bastão, a  presidente de 2015 da JCI Brasil-Japão, Camila Stuck, fez um balanço positivo de sua gestão. Primeira não descendente de japoneses a comandar a entidade, Camila disse que pôde abrir as portas para novos membros e “quebrar paradigmas”. “Sempre fui muito bem recebida em todos eventos”, explicou ela, lembrando que em seu mandato a comunidade nipo-brasileira teve uma agenda bastante intensa com as comemorações dos 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão, o Centenário da Instalação do Consulado Geral do Japão em São Paulo, os 60 Anos do Bunkyo e os 100 Anos da JCI Mundial, realizado em Kanazawa (Japão) com a participação de 10 mil membros do mundo todo, incluindo representantes do Brasil.

     

    No auge, organização reuniu cerca de 800 membros; hoje são 50 (Foto: Jiro Mochizuki)

    No auge, organização reuniu cerca de 800 membros; hoje são 50 (Foto: Jiro Mochizuki)

     

    Para ela, não foi tarefa fácil conciliar as atividades de presidente da JCI Brasil-Japão com a vida familiar. “Sem amor e dedicação não poderia ter assumido esse compromisso”, enfatizou Camila, acrescentando que em sua gestão deu prosseguimento aos projetos já existentes, como os Projetos Integração e Oratória nas Escolas,  e deu o pontapé para outros, como o Primeira Turma do Projeto Integração Novas Tecnologias – Smartphones e Tablets e o Projeto Plantando Alegria.

    “Atingimos todas as metas que havíamos planejado”, afirmou Camila, acrescentando que ingressou na JCI Brasil-Japão por intermédio do marido, Fabio Kawauchi, que presidiu a organização em 2011.

    Shodi Nomura, seu sucessor, terá a missão de “manter o mesmo nível”. “Acredito que uma gestão começa pelo sucesso da gestão anterior. Mas isso não quer dizer que alguns pontos não possam ser melhorados”, disse Shodi, lembrando teve importantes passagens por outras associações, como a Represa e o Interkaikans antes de fazer parte da JCI Brasil-Japão.

    Segundo ele, um dos motivos que o fez ingressar na organização ocorreu em 2012, quando teve oportunidade de assistir a um vídeo intitulado “JCI Operation Hope – Arigatou”, um registro sobre o trabalho dos membros da JCI no mundo todo em prol das vítimas da tragédia que devastou a costa nordeste do Japão em 11 de março de 2011.

     

    Fazer a diferença – “Aquelas cenas me fizeram acreditar na grandeza dos princípios da JCI, o que motivou a ingressar nesta organização”, explicou, afirmando que pretende trabalhar para fortalecer a entidade, investindo na formação e no desenvolvimento dos membros, intensificando os trabalhos em projetos sociais, além de trabalhar em parceria com outras entidades, como a Abeuni, Asebex, Interkaikans, Bunkyo e, principalmente, no Programa de Captação e Retenção de Novos Membros.

    “No auge, chegamos a ter 800 membros. Hoje, somos em 50. Nosso principal desafio será entender como funciona essa geração”, conta Shodi, explicando que para fazer parte da JCI Brasil-Japão é preciso ter entre 18 e 40 anos e, principalmente, “querer fazer a diferença na sociedade”.

     

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